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Carne de Frango Tem Queda nos Preços em Fevereiro, Mas Se Torna Mais Competitiva no Mercado Interno

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O mercado de carne de frango encerrou fevereiro com preços em queda no atacado e nas principais regiões produtoras do país. A ampla oferta, resultado de alojamentos intensos nos últimos meses, reduziu as cotações da proteína, tornando-a mais acessível ao consumidor e competitiva em relação a outras carnes.

Oferta elevada pressiona preços e reduz margens no setor

De acordo com o analista Allan Maia, da consultoria Safras & Mercado, o cenário de fevereiro foi marcado por um equilíbrio confortável entre oferta e demanda, principalmente na região Centro-Sul. Essa situação limitou o avanço das cotações e resultou em ajustes negativos nos principais cortes.

Segundo Maia, o aumento na produção foi impulsionado por um forte volume de alojamentos em meses anteriores, o que ampliou a disponibilidade de carne no mercado. “No atacado, os miúdos apresentaram alta, mas cortes como peito e coxa recuaram devido ao excesso de oferta. Além disso, fatores sazonais, como o maior nível de despesas das famílias, também pesaram sobre o consumo”, explica o analista.

Apesar da retração, o especialista destaca que a carne de frango se tornou mais competitiva frente à carne bovina, o que tende a estimular o consumo doméstico nas próximas semanas. “As exportações seguem firmes, ajudando a reduzir a disponibilidade interna e sustentando parte da produção”, acrescenta.

Queda generalizada nas cotações dos cortes

O levantamento mensal da Safras & Mercado mostra que os preços no atacado de São Paulo apresentaram recuos ao longo de fevereiro.

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Cortes congelados:

  • Peito: caiu de R$ 9,50 para R$ 9,40/kg;
  • Coxa: de R$ 6,70 para R$ 6,35/kg;
  • Asa: de R$ 11,00 para R$ 10,00/kg.

Distribuição:

  • Peito: passou de R$ 10,00 para R$ 9,80/kg;
  • Coxa: de R$ 7,00 para R$ 6,50/kg;
  • Asa: de R$ 11,20 para R$ 10,50/kg.

Nos cortes resfriados, o comportamento foi semelhante:

  • Peito: de R$ 9,60 para R$ 9,50/kg;
  • Coxa: de R$ 6,80 para R$ 6,45/kg;
  • Asa: de R$ 11,10 para R$ 10,10/kg.

Na distribuição, os preços também cederam:

  • Peito: de R$ 10,10 para R$ 9,90/kg;
  • Coxa: de R$ 7,10 para R$ 6,60/kg;
  • Asa: de R$ 11,30 para R$ 10,60/kg.
Preços regionais seguem tendência de baixa

Nas principais praças de comercialização do país, o levantamento apontou quedas no frango vivo:

  • Minas Gerais: de R$ 5,10 para R$ 4,90/kg;
  • São Paulo: de R$ 5,20 para R$ 5,10/kg;
  • Mato Grosso do Sul: de R$ 5,20 para R$ 5,00/kg;
  • Goiás e Distrito Federal: de R$ 5,05 para R$ 4,85/kg.

Já nas integrações, os preços se mantiveram estáveis:

  • Santa Catarina: R$ 4,65/kg;
  • Oeste do Paraná: R$ 4,60/kg;
  • Rio Grande do Sul: R$ 4,65/kg.

Em contrapartida, algumas regiões do Norte e Nordeste registraram alta nos preços do frango vivo:

  • Pernambuco: de R$ 5,00 para R$ 6,00/kg;
  • Ceará: de R$ 5,50 para R$ 6,40/kg;
  • Pará: de R$ 5,60 para R$ 6,50/kg.
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Exportações seguem firmes e ajudam a equilibrar o mercado

As exportações brasileiras de carne de frango e miúdos comestíveis mantiveram ritmo forte em fevereiro. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 376,56 mil toneladas no período, com receita total de US$ 696,8 milhões — média diária de US$ 53,6 milhões.

O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.850,40, representando um avanço de 37,5% no valor médio diário em relação a fevereiro de 2025, além de aumento de 32,7% no volume exportado e de 3,6% no preço médio.

O bom desempenho das vendas externas contribui para equilibrar o mercado interno, reduzindo a pressão da oferta elevada e reforçando a competitividade da proteína brasileira no cenário global.

Perspectivas para março

Com o consumo doméstico aquecido e exportações em ritmo elevado, a carne de frango tende a manter boa atratividade no mercado brasileiro. No entanto, a manutenção de preços mais baixos pode continuar pressionando as margens dos produtores, especialmente em regiões com maiores custos logísticos.

O setor monitora o comportamento da demanda nos próximos meses e a possível recuperação gradual dos preços, alinhada à redução dos alojamentos e à estabilização da oferta no segundo trimestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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