AGRONEGÓCIO
Bahia lidera criação de ovinos e caprinos no Brasil pelo terceiro ano seguido e celebra expansão do setor
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No Dia Nacional da Pecuária, celebrado nesta terça-feira (14), a Bahia comemora mais um marco histórico: o terceiro ano consecutivo como líder nacional na criação de ovinos e caprinos. O estado alcançou rebanhos de 5,1 milhões de ovinos e 4,2 milhões de caprinos, consolidando sua posição de destaque no cenário agropecuário brasileiro.
Crescimento impulsionado por políticas públicas e tecnologia
De acordo com o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia, Pablo Barrozo, o avanço da caprinovinocultura é resultado direto da união entre o poder público e os produtores rurais.
“Esse crescimento é fruto do trabalho conjunto entre o Governo e os produtores. Essa parceria tem fortalecido a economia rural e garantido a sustentabilidade nas regiões onde a pecuária de ovinos e caprinos é mais presente”, destacou Barrozo.
O secretário também ressaltou que a combinação de políticas públicas, assistência técnica e acesso à tecnologia tem sido essencial para o fortalecimento do setor e para a geração de renda no meio rural.
Bahia sobe no ranking nacional da pecuária
O desempenho do estado coloca a Bahia na 7ª posição entre os maiores rebanhos pecuários do país, respondendo por 5,7% do total nacional. O resultado é impulsionado pela ampla extensão territorial, pelo crescimento da produção de grãos e por políticas de incentivo ao agronegócio.
Entre 2023 e 2024, os números mostram um avanço expressivo: o rebanho ovino aumentou em 130,6 mil animais (2,6%), enquanto o rebanho caprino registrou a maior expansão do Brasil, com acréscimo de 247 mil cabeças (6,2%).
Municípios baianos dominam rankings nacionais
A força da pecuária baiana também se reflete nos principais polos de criação. Casa Nova, Juazeiro e Remanso figuram entre os quatro maiores criadores de ovinos do país, enquanto Casa Nova, Juazeiro e Curaçá lideram o ranking nacional de caprinos.
Esses municípios simbolizam o sucesso do modelo produtivo adotado no estado, que alia genética de qualidade, manejo sustentável e uso de tecnologias inovadoras.
Feiras e exposições impulsionam o setor
Para manter o ritmo de crescimento, o governo estadual tem investido em eventos agropecuários que fortalecem a cadeia produtiva. A Expo Uauá, referência nacional em caprinovinocultura, é um dos principais exemplos. Outras feiras, como as de Teixeira de Freitas, Serrinha, Cícero Dantas e Campo Formoso, também movimentam o setor, reunindo criadores, investidores e técnicos.
Essas exposições incentivam a troca de experiências, promovem competições de genética e estimulam a profissionalização, elevando o padrão técnico da pecuária baiana.
Compromisso com inovação e sustentabilidade
Segundo Barrozo, o objetivo do governo é valorizar os produtores, fortalecer a economia rural e manter a Bahia como referência nacional.
“Nosso compromisso é garantir que a pecuária continue crescendo de forma moderna, sustentável e inclusiva, gerando oportunidades para todos os elos da cadeia produtiva”, afirmou o secretário.
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) segue apoiando o desenvolvimento da atividade com políticas públicas voltadas ao crescimento sustentável da criação de ovinos e caprinos, consolidando a Bahia como um dos maiores polos pecuários do Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais
As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.
A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.
O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.
No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.
Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.
A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.
Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.
O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.
Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.
Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.
Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.
A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.
Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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