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Copacol alcança faturamento de R$ 11,1 bilhões e reforça o papel do cooperativismo no desenvolvimento regional

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Copacol encerra o ano com faturamento histórico

Durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO) realizada em Cafelândia (PR), a Copacol anunciou um faturamento de R$ 11,1 bilhões em 2025, consolidando mais um marco em seus 62 anos de história. O resultado expressivo reflete a força do cooperativismo e a capacidade da cooperativa em manter o crescimento mesmo em um cenário de custos elevados, instabilidade de mercado e desafios logísticos e sanitários.

De acordo com a Copacol, o desempenho foi impulsionado pela adoção de estratégias de gestão eficientes e pela união entre cooperados, colaboradores e parceiros, que garantiram avanços tanto na produção quanto na transformação das matérias-primas.

Estratégia e união garantem crescimento sustentável

O diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, destacou que o resultado é fruto direto da confiança e do comprometimento de todos os elos da cadeia cooperativa.

“Alcançar um faturamento de R$ 11,1 bilhões nos enche de orgulho e representa a força do cooperativismo em cada elo. Esse resultado vem da solidez da gestão, das decisões estratégicas e da confiança construída ao longo de seis décadas. Mais importante que o faturamento é a rentabilidade gerada nas propriedades dos cooperados, promovendo crescimento conjunto”, afirmou Pitol.

A Copacol encerrou o ano com presença consolidada em 85 países, ampliando sua relevância no cenário internacional e reforçando o modelo cooperativista como motor de desenvolvimento econômico e social.

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Diversificação garante estabilidade no agronegócio

Entre as principais atividades, a avicultura enfrentou um dos períodos mais desafiadores, com custos elevados e pressões do mercado internacional, mas manteve equilíbrio operacional e competitividade.

A diversificação de negócios foi um dos pilares do desempenho positivo, com destaque também para as áreas de piscicultura, suinocultura e bovinocultura de leite, que registraram índices recordes de produção.

Na agricultura, as culturas de soja e milho se destacaram pela alta produtividade. O uso intensivo de tecnologia, o planejamento técnico e a dedicação dos cooperados fortaleceram a base produtiva, garantindo eficiência e qualidade em toda a cadeia.

Distribuição de sobras reforça compromisso com o cooperado

Como reflexo do sucesso do exercício, a Copacol anunciou a distribuição de R$ 224,9 milhões em sobras, complementações e juros de capital aos cooperados. Os valores foram distribuídos de forma proporcional à participação de cada membro nas atividades da cooperativa.

Pitol ressaltou o compromisso da Copacol com o bem-estar financeiro dos cooperados:

“Antecipamos em dezembro a primeira parcela, ajudando muitos cooperados a cumprir objetivos e realizar sonhos. Agora, a segunda parcela começa a ser paga a partir desta terça-feira (3), mantendo a tradição de valorização do trabalho coletivo.”

AGO marca posse do novo Conselho Fiscal

A AGO contou com ampla participação dos cooperados e a presença do presidente da Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná), José Roberto Ricken, que destacou a importância do resultado para o cooperativismo paranaense.

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Durante o evento, também foi realizada a posse do novo Conselho Fiscal da Copacol, composto pelos membros efetivos Célio Baldussi, Darci Mezzari e Nelida Mara Guerreiro, e pelos suplentes Augustinho Exteckoetter, Martim José Steimbach e Rogério Effting.

Ricken enfatizou que o desempenho da Copacol é um exemplo de como o trabalho conjunto e a diversificação de atividades fortalecem o setor cooperativista.

“Mais do que números, os resultados demonstram que união e planejamento transformam desafios em conquistas, garantindo um futuro cada vez mais sólido para cooperados, colaboradores e toda a comunidade”, concluiu Pitol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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