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Pedidos de recuperação judicial no agronegócio crescem 32% e alertam para crédito e segurança jurídica

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AGRONEGÓCIO

Cresce número de recuperações judiciais no setor agropecuário

Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio aumentaram 32% no segundo trimestre de 2025, de acordo com dados da Serasa Experian. O crescimento reacende o debate sobre a utilização desse instrumento jurídico por produtores rurais e suas implicações para o crédito e a sustentabilidade das cadeias produtivas.

Especialistas destacam que, embora a alta esteja ligada a juros elevados e cenário internacional desafiador, o uso da recuperação judicial deve ser planejado e estratégico, evitando riscos à operação e à reputação da empresa.

O que é a recuperação judicial e como funciona no agronegócio

Prevista na Lei nº 11.101/2005, a recuperação judicial permite que empresas em dificuldades financeiras renegociem dívidas, reorganizem suas finanças e mantenham suas atividades, preservando empregos, contratos e a função econômica do negócio.

Segundo o advogado Diogo Hemmer, sócio da Hemmer Advocacia, é essencial que o produtor compreenda que o processo não anula dívidas. Antes de ingressar com o pedido, recomenda-se um diagnóstico financeiro detalhado, incluindo levantamento de dívidas, prazos, garantias e fluxo de caixa.

“Muitos produtores buscam a recuperação sem controle sobre o endividamento. É crucial identificar se o problema é temporário ou de inviabilidade estrutural; apenas no primeiro caso a recuperação judicial é adequada”, explica Hemmer.

Ampliação do acesso e riscos de uso estratégico

A Lei nº 14.112/2020, que reformou a legislação de falências e recuperações, ampliou o acesso dos produtores rurais ao instrumento, inclusive para pessoas físicas, desde que comprovem atividade há pelo menos dois anos.

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Apesar do avanço, Hemmer alerta para possíveis distorções:

  • Casos legítimos permitem reequilibrar finanças e manter a produção;
  • Há situações em que o instrumento é usado estrategicamente para adiar compromissos e travar cobranças, afetando a confiança do mercado.

O uso indevido leva bancos e cooperativas a endurecerem condições de crédito, aumentando taxas, reduzindo prazos e exigindo garantias mais robustas. “O efeito perverso é que o crédito fica mais caro e restrito, penalizando produtores responsáveis”, destaca o especialista.

Pressão econômica sobre o campo impulsiona pedidos

O aumento de pedidos reflete juros altos, custos de produção elevados e eventos climáticos que afetam o fluxo de caixa dos produtores. Segundo Hemmer, embora o agronegócio continue sólido, pequenos e médios produtores enfrentam desequilíbrios entre crédito e capacidade de pagamento.

Em muitos casos, a recuperação judicial tem sido o único caminho para suspender execuções e reorganizar dívidas, evidenciando a falta de alternativas extrajudiciais eficazes.

Orientações para uso responsável da recuperação judicial

Especialistas reforçam que é essencial avaliar alternativas antes da via judicial. Quanto mais cedo o produtor buscar assessoria jurídica e financeira, maiores as chances de um plano de reestruturação bem-sucedido.

“O agronegócio continua forte e competitivo, mas precisa de segurança jurídica e previsibilidade. A recuperação judicial deve ser usada como instrumento de reestruturação responsável, não como mecanismo de atraso de obrigações”, conclui Hemmer.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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