AGRONEGÓCIO
Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 500 milhões na segunda semana de novembro
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Superávit e corrente de comércio mantêm ritmo positivo
A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 500 milhões na segunda semana de novembro de 2025, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (17) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No período, a corrente de comércio – soma de exportações e importações – alcançou US$ 12,5 bilhões, resultado de US$ 6,5 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações.
No acumulado do mês, as exportações somam US$ 14,3 bilhões, enquanto as importações totalizam US$ 12 bilhões, o que garante saldo positivo de US$ 2,3 bilhões e corrente de comércio de US$ 26,4 bilhões.
Desempenho anual ultrapassa US$ 550 bilhões em transações
Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou US$ 304,049 bilhões e importou US$ 249,373 bilhões, acumulando superávit de US$ 54,677 bilhões. A corrente de comércio no período atingiu US$ 553,422 bilhões, reforçando o bom desempenho do comércio exterior brasileiro ao longo do ano.
Comparativo com novembro de 2024 mostra leve queda nas exportações
Na comparação entre as médias diárias da segunda semana de novembro de 2025 e novembro de 2024, as exportações registraram queda de 2,3%, passando de US$ 1,466 bilhão para US$ 1,432 bilhão.
Em contrapartida, as importações apresentaram crescimento de 8,3%, com média diária de US$ 1,2 bilhão em 2025, frente a US$ 1,1 bilhão no mesmo período do ano anterior.
Com isso, a média diária da corrente de comércio até a segunda semana de novembro ficou em US$ 2,635 bilhões, representando alta de 2,3% em relação a 2024. O saldo médio diário foi de US$ 228,2 milhões.
Agropecuária lidera crescimento das exportações
No comparativo entre novembro de 2025 e novembro de 2024, o desempenho por setor mostra forte crescimento das exportações agropecuárias, enquanto a indústria extrativa recuou.
- Agropecuária: alta de US$ 80,96 milhões (+34,3%)
- Indústria extrativa: queda de US$ 109,46 milhões (-27,4%)
- Indústria de transformação: leve retração de US$ 4,13 milhões (-0,5%)
O bom desempenho do setor agrícola compensou parcialmente o recuo das exportações industriais e extrativas, contribuindo para manter o saldo positivo da balança comercial no período.
Indústria de transformação impulsiona importações
As importações também apresentaram variação positiva em relação a 2024, com destaque para o avanço dos produtos da indústria de transformação.
- Agropecuária: alta de US$ 0,09 milhão (+0,4%)
- Indústria extrativa: crescimento de US$ 4,28 milhões (+6,9%)
- Indústria de transformação: aumento de US$ 88,27 milhões (+8,7%)
O desempenho reforça o maior dinamismo da demanda interna, especialmente por bens industriais, o que reflete a retomada gradual da atividade econômica no país.
Balança Comercial 2º Semana de novembro/2025
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.
A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.
O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.
A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.
Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.
“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.
“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.
Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.
Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.
Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.
Fonte: Pensar Agro
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