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Itupeva lança vitrine digital que conecta produtores rurais a consumidores e inspira o Mapa
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Iniciativa valoriza a agricultura local e estimula o consumo direto do produtor
O superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em São Paulo, Estanislau Steck, conheceu nesta quarta-feira (25) o projeto Mercado do Agricultor Digital, em Itupeva. A iniciativa foi apresentada pelo secretário municipal de Turismo, Agricultura e Meio Ambiente, Pedro Campos Neto, e tem se destacado por promover visibilidade aos pequenos produtores e impulsionar o desenvolvimento local.
De acordo com Steck, o modelo implantado em Itupeva pode ser replicado em outros municípios paulistas e também em diferentes regiões do país.
Plataforma resolve desafios de divulgação e aproxima produtores de consumidores
Pedro Campos Neto explicou que a criação da plataforma surgiu a partir de um desafio enfrentado pelos agricultores da região: a dificuldade de divulgar seus produtos dentro do próprio município. Ao mesmo tempo, consumidores buscavam alimentos frescos e de origem direta, mas não sabiam onde encontrá-los.
O Mercado do Agricultor Digital foi desenvolvido para preencher essa lacuna, conectando produtores e consumidores. Além disso, o projeto vem impulsionando o turismo rural, um segmento ainda pouco explorado em Itupeva.
Catálogo digital facilita o acesso e fortalece a economia local
A ferramenta não realiza vendas diretas, mas funciona como um catálogo online georreferenciado dos produtores rurais da cidade. Assim, consumidores conseguem localizar facilmente propriedades que oferecem frutas, verduras, mel, artesanato e outros produtos locais.
Segundo o secretário, diversos produtores já estão cadastrados e se preparando para receber visitantes interessados em conhecer a produção de perto.
Iniciativa promove sustentabilidade e qualidade de vida
Durante a visita, o superintendente Estanislau Steck destacou que o projeto traz benefícios amplos para o município. “A população passa a ter acesso a alimentos frescos e orgânicos, o que impacta positivamente a saúde pública, fortalece a economia e valoriza a identidade cultural local”, afirmou.
Steck também adiantou que pretende apresentar o modelo ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por envolver diretamente agricultores familiares.
Próximos passos e perspectivas para o futuro
Os próximos passos do projeto incluem a criação de parcerias público-privadas para incentivar o cadastro de produtores, o lançamento da campanha “Compre do Produtor de Itupeva” e a instalação de sinalização rural com QR Codes nas propriedades, facilitando a localização dos pontos de produção.
“Nosso objetivo é transformar Itupeva em uma referência regional em agricultura digital e inovação no campo”, destacou Campos Neto.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil
O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.
Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.
Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.
Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho
De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.
Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.
No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.
Preços do suíno vivo recuam na média nacional
Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.
No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.
Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais
No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.
Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:
- No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
- Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
- No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
- Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
- Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
- Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
- Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.
Exportações seguem em queda no comparativo anual
As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.
O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.
Na comparação com junho de 2025, houve:
- queda de 5,2% no valor médio diário
- recuo de 1% na quantidade média diária
- redução de 4,3% no preço médio
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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