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Elanco amplia receita e aposta em inovação para superar US$ 5 bilhões em 2026

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A Elanco Saúde Animal (NYSE: ELAN) encerrou 2025 com resultados sólidos e crescimento sustentável em todas as frentes de atuação. A companhia registrou receita global de US$ 4,715 bilhões, alta de 7% em moeda constante, impulsionada por inovação, expansão de mercado e maior eficiência operacional. Para 2026, a expectativa é ultrapassar US$ 5 bilhões em faturamento, consolidando a trajetória de crescimento do grupo.

Crescimento financeiro e fortalecimento do portfólio

O EBITDA ajustado da Elanco atingiu US$ 901 milhões em 2025, com margem de 19,2%, enquanto o lucro líquido ajustado somou US$ 473 milhões, resultando em lucro por ação de US$ 0,94. No quarto trimestre, a empresa registrou US$ 189 milhões de EBITDA e lucro líquido ajustado de US$ 64 milhões, com margem de 16,7%.

Para 2026, a Elanco projeta EBITDA ajustado entre US$ 955 milhões e US$ 985 milhões, o que representa crescimento de cerca de 8%, além de lucro por ação entre US$ 1,00 e US$ 1,06, avanço de 10% sobre o ano anterior. A companhia também planeja reduzir sua alavancagem líquida para o intervalo entre 3,1 e 3,3 vezes o EBITDA até o fim do exercício.

O presidente e CEO da empresa, Jeff Simmons, destacou o desempenho positivo e o foco em inovação:

“A Elanco entregou avanços significativos em nossas prioridades de crescimento, inovação e geração de caixa. Encerramos um quarto trimestre robusto, com crescimento orgânico de 9% em moeda constante, e elevamos nossa projeção de inovação para US$ 1,15 bilhão em 2026.”

Inovação acelera crescimento global

A inovação continua sendo o principal motor da expansão da Elanco. Em 2025, o portfólio de novos produtos gerou US$ 892 milhões em receita, superando as metas previstas. Com isso, a projeção para 2026 foi elevada para US$ 1,15 bilhão.

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O período também marcou a conclusão do grupo de produtos estratégicos conhecido como “Big 6”, com a aprovação do Befrena™ no quarto trimestre. Entre os destaques de crescimento, o Credelio Quattro™ ampliou sua presença nas clínicas veterinárias dos Estados Unidos, enquanto o Zenrelia™ fortaleceu sua posição global, alcançando cerca de 50% das clínicas norte-americanas e participação relevante em mercados como Brasil (40%), Japão (30%) e Reino Unido (10%).

No segmento de Animais de Produção, o Experior® ultrapassou US$ 200 milhões em vendas, com alta de quase 80% em relação a 2024. Já o AdTab™ manteve forte ritmo de expansão, crescendo mais de 50% no quarto trimestre.

Desempenho equilibrado entre Pet Health e Animais de Produção

As operações de Pet Health (animais de companhia) geraram US$ 2,3 bilhões em receita em 2025, alta de 7%. No quarto trimestre, o segmento somou US$ 489 milhões, representando avanço de 11% na base reportada e 9% em moeda constante.

A divisão de Animais de Produção também apresentou desempenho consistente, com US$ 2,362 bilhões em vendas no ano, crescimento de 5%. O quarto trimestre foi ainda mais positivo, com 12% de alta reportada e 10% em moeda constante.

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Brasil ganha destaque na estratégia global da Elanco

O Brasil consolidou-se como um dos três principais mercados globais da Elanco em 2025, com avanço significativo nos portfólios de Pet Health e Animais de Produção.

Entre os lançamentos de destaque, estão os medicamentos Elura™ e Varenzin™, utilizados no tratamento de doenças renais em pequenos animais e que agora integram as diretrizes da IRIS, referência internacional na área.

No segmento agropecuário, a empresa ampliou sua oferta com o Bovigam™ XTRA Vacas Secas e o aditivo nutricional Proteck, reforçando sua atuação no apoio à produtividade e bem-estar animal.

Segundo Paul Riga, general manager da Elanco Brasil:

“O Brasil tem papel estratégico na execução da nossa agenda de inovação. Os lançamentos realizados reforçam nosso compromisso de levar ao mercado soluções científicas com impacto direto na produtividade, sustentabilidade e bem-estar dos animais.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita passa da metade, mas chuva atrasa máquinas e aumenta risco de perdas

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A colheita do milho safrinha entrou na segunda metade no Brasil, puxada pelo avanço das máquinas em Mato Grosso. O ritmo nacional, entretanto, continua abaixo do registrado no ano passado, enquanto chuvas e elevada umidade dos grãos dificultam os trabalhos no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

O último levantamento consolidado da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostrava 49,8% da área colhida até 18 de julho, ante 55,5% no mesmo período de 2025 e uma média de 56,7% nos últimos cinco anos. Dados estaduais divulgados posteriormente indicam que o País já ultrapassou a metade da área, embora ainda não exista um novo percentual nacional consolidado.

A segunda safra concentra aproximadamente 77% de todo o milho produzido no Brasil. A Conab estima uma colheita de 109,43 milhões de toneladas, dentro de uma produção total de 141,7 milhões de toneladas, considerando também as safras de verão e a terceira safra.

Mato Grosso está mais próximo de concluir os trabalhos. Até sexta-feira (24), os produtores haviam retirado o cereal de 90,66% da área, avanço de 11,74 pontos percentuais em uma semana. O índice supera ligeiramente os 90,37% observados no mesmo período do ano passado, mas permanece abaixo da média de 92,68% dos últimos cinco anos.

No Médio-Norte mato-grossense, principal polo produtor do cereal, a colheita chegou a 98,03%. Mantido o ritmo atual e sem novas interrupções climáticas, o Estado deverá encerrar a maior parte dos trabalhos entre o fim de julho e o início de agosto.

Mato Grosso deve colher um recorde de 57,06 milhões de toneladas, mais da metade de todo o milho segunda safra previsto pela Conab para o Brasil. A produtividade estadual foi estimada em 128,64 sacas por hectare, resultado favorecido pelo desempenho das lavouras do Médio-Norte.

A situação é diferente no Paraná. A colheita havia alcançado 29% da área no início da última semana, ante 40% no mesmo período de 2025 e 67% em 2024. Além do plantio mais tardio, as chuvas recentes impediram a entrada das máquinas em várias propriedades e mantiveram elevada a umidade dos grãos.

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O Paraná deverá concentrar a retirada do milho durante agosto. Parte dos trabalhos poderá avançar por setembro, especialmente nas áreas implantadas mais tarde. O Estado cultiva aproximadamente 2,9 milhões de hectares e espera colher cerca de 17,4 milhões de toneladas na segunda safra.

As precipitações da semana passada reduziram o ritmo, mas ainda não há confirmação de perdas expressivas provocadas diretamente pelas chuvas. Segundo técnicos do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), o principal efeito observado até agora é operacional. O excesso de umidade impede a colheita e aumenta os gastos com secagem, mas a extensão de eventuais danos dependerá do tempo de permanência do milho maduro no campo.

Quanto maior a demora, maior o risco de germinação dos grãos na espiga, ocorrência de fungos, tombamento das plantas e redução do padrão comercial. A umidade também pode provocar filas nos armazéns e limitar o recebimento das cargas, sobretudo quando muitos produtores retomam a colheita ao mesmo tempo após a abertura do tempo.

Em Mato Grosso do Sul, a retirada do cereal chegou a 15,8% da área até 17 de julho, ante 8,2% na semana anterior. Apesar da aceleração, o Estado permanece atrás do ritmo da safra passada. As chuvas registradas desde junho elevaram a umidade dos grãos e retardaram a entrada das máquinas.

A produção sul-mato-grossense está estimada em 11,14 milhões de toneladas, cultivadas em 2,2 milhões de hectares. Historicamente, a colheita ganha força na segunda quinzena de julho e atinge o pico entre o fim deste mês e o início de setembro. Por isso, o atraso atual ainda pode ser parcialmente recuperado se houver uma sequência de dias secos.

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Goiás havia colhido 28% da área até 18 de julho. No Estado, a maior preocupação não está apenas no calendário. Períodos de estiagem registrados em abril e maio atingiram as lavouras durante fases importantes do desenvolvimento e reduziram o potencial produtivo em diferentes regiões.

A falta de chuva também afetou áreas de Minas Gerais, São Paulo e Piauí. Nesses locais, a colheita deverá confirmar perdas provocadas por espigas menores, falhas no enchimento dos grãos e redução da produtividade. O impacto varia conforme a época de plantio e o estágio em que cada lavoura enfrentou o déficit hídrico.

No Rio Grande do Sul, os temporais da última semana causaram alagamentos e danos em mais de 200 municípios. O impacto sobre a produção nacional de milho, porém, tende a ser limitado porque o Estado concentra sua produção na primeira safra, que já havia sido praticamente concluída antes das chuvas. Os maiores riscos imediatos estão nas estradas rurais, nas estruturas das propriedades e nas culturas de inverno.

Pelo calendário dos principais estados produtores, a maior parte da segunda safra brasileira deverá ser retirada até o fim de agosto. Áreas implantadas mais tarde no Paraná, em Mato Grosso do Sul e em partes do Matopiba poderão permanecer no campo durante setembro.

O volume final continuará elevado, mas a diferença entre as regiões será significativa. Mato Grosso caminha para uma colheita recorde e praticamente concluída, enquanto produtores de outros estados ainda enfrentam atraso, umidade excessiva ou perdas causadas pela estiagem.

Fonte: Pensar Agro

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