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No Juruá, governo do Acre realiza mutirão de consultas cardiológicas para avaliação de marcapasso

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), iniciou na segunda-feira, 2, no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, um mutirão de consultas cardiológicas voltado à avaliação para implante de marcapasso. A ação beneficiou 24 pacientes da regional do Juruá que, anteriormente, precisavam se deslocar até Rio Branco para obter atendimento especializado.

Ao todo, 24 pacientes foram avaliados. Foto: Marcos Santos/ Secom

Os atendimentos tiveram início na segunda-feira, 2, e seguem nesta terça-feira, 3, e a programação foi organizada de forma escalonada, com 12 atendimentos por dia, distribuídos em dois períodos: seis pela manhã e seis no turno da tarde, garantindo organização e maior eficiência na assistência prestada.

Mutirão de consultas cardiológicas realizado no Hospital Regional do Juruá amplia acesso ao atendimento especializado na região. Foto: Marcos Santos/ Secom

A iniciativa integra a política de regionalização da saúde, estratégia adotada pelo governo do Estado com o objetivo de descentralizar os serviços especializados e garantir que atendimentos de média e alta complexidade cheguem cada vez mais ao interior. A medida amplia o acesso da população às especialidades médicas, fortalece a rede hospitalar regional e reduz a necessidade de deslocamentos até a capital, diminuindo custos, tempo de espera e desgaste físico para os pacientes e seus familiares, além de promover mais equidade e eficiência no atendimento em todo o território acreano.

Pacientes da regional do Juruá recebem avaliação cardiológica voltada ao marcapasso. Foto: Marcos Santos/ Secom

Alívio coletivo

Para Raimunda Alves, de 82 anos, usuária de marcapasso há mais de dez, realizar a consulta em seu município é motivo de gratidão e alegria, pois garante mais comodidade, segurança no acompanhamento da sua saúde: “Estou muito satisfeita, porque era algo que eu desejava muito. Para mim, era essencial que os médicos viessem até aqui, já que as viagens eram muito desgastantes. Não gosto de voar e sempre me sentia mal durante o deslocamento. Apesar de gostar muito dos profissionais que me atendiam, com consultas regulares a cada seis meses e de forma gratuita, o trajeto acabava sendo muito difícil. Agora, podendo realizar o atendimento aqui no meu município, me sinto muito melhor e mais tranquila. Agradeço primeiramente a Deus e também ao governador Gladson Camelí por essa iniciativa, que é uma bênção para todos nós. As viagens me deixavam debilitada por semanas, só o deslocamento já me causava muito cansaço. Hoje me sinto feliz e grata por essa oportunidade, que trouxe mais qualidade de vida para mim e para tantas outras pessoas”.

“Estar aqui hoje me traz esperança e tranquilidade. Que a consulta seja positiva, que tudo corra bem e que Deus abençoe cada um de nós”, afirmou Raimunda Alves. Foto: Marcos Santos /Secom

Entre os beneficiados também está José Rodrigues, de 72 anos, que já utiliza o dispositivo há bastante tempo e destaca o novo serviço como melhoria. “Minha expectativa para essa avaliação aqui em Cruzeiro do Sul é a melhor possível, e sou muito grato pela oportunidade de poder realizá-la no meu próprio município. Trazer esse serviço para mais próximo da população foi uma iniciativa excelente. No meu caso, especialmente por causa da minha acompanhante, que tem uma criança pequena. Se precisássemos nos deslocar até Rio Branco, seria muito difícil. Aqui, graças a Deus, tudo se tornou mais acessível e tranquilo. Agradeço de coração por essa oportunidade”, atestou.

José Rodrigues: “Para mim, é muito melhor ter esse atendimento mais perto de casa”. Foto: Marcos Santos/ Secom

Saúde regionalizada

A regionalização da saúde é uma estratégia adotada para descentralizar os atendimentos e ampliar o acesso da população aos serviços especializados nas próprias regiões. A medida reduz a necessidade de deslocamentos para a capital, diminui custos e otimiza a rede pública, garantindo maior eficiência, agilidade e cobertura assistencial em todo o estado.

Programação foi organizada em dois dias de atendimentos no Hospital Regional do Juruá. Foto: Marcos Santos/ Secom

A coordenadora Regional de Saúde do Juruá, Diani Carvalho, destacou que a política de regionalização impacta a vida das pessoas de forma positiva.

“Este é um desejo antigo do nosso governador, Gladson Camelí, e do nosso secretário de Saúde, Pedro Pascoal, promover a regionalização, alinhado com o foco do Ministério da Saúde. Anteriormente, os pacientes necessitavam se deslocar até a capital para revisão ou implantação de marca-passo, assim como para outros serviços, como o cateterismo, o que representou uma grande evolução para a nossa região. Atualmente, esses procedimentos são realizados em Cruzeiro do Sul”, frisou.

E completou: “Tanto para revisão quanto para implantação de marca-passo nos próximos atendimentos, os pacientes já cadastrados no Sistema de Regulação [Sisreg] que já constam em nosso sistema também receberão acompanhamento cardiológico”.

A gestora também informou que regional de saúde do Juruá atende sete municípios: Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Feijó e Tarauacá, sendo Cruzeiro do Sul a unidade de referência para os atendimentos especializados de toda a região.

Diani Carvalho: “Nossa regional de saúde do Juruá atende sete municípios”. Foto: Marcos Santos/ Secom

Ela ressaltou ainda que a iniciativa do governo também tem como objetivo reduzir as filas de espera por atendimentos especializados. Além disso, destacou que a pasta segue empenhada em ampliar a oferta de serviços e fortalecer a regionalização da saúde, garantindo mais acesso e agilidade à população.

Fonte: Governo AC

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Acre garante transferência de recém-nascido para cirurgia em São Paulo e reforça papel do TFD na assistência de alta complexidade

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Em meio à rotina intensa das unidades de saúde, onde cada decisão pode significar a diferença entre o tempo e a vida, uma operação delicada mobilizou a rede estadual para garantir a um recém-nascido acreano a chance de receber tratamento especializado fora do estado. Com apenas 11 dias de vida, o pequeno Teodoro Costa precisou ser inserido em uma complexa logística de transferência para um centro de referência nacional em cirurgia cardíaca, evidenciando, na prática, o papel estratégico do sistema público de saúde.

Transferência segura garantindo uma nova chance de vida. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

A solicitação de transferência foi acolhida pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Complexo Regulador Estadual e da Central de Urgência e Emergência, que prontamente articulou vaga no Hospital de Base de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, referência em procedimentos de alta complexidade. A resposta rápida ao caso reflete um dos pilares da assistência pública no estado: garantir acesso ao cuidado mesmo quando ele ultrapassa fronteiras geográficas.

“O Tratamento Fora de Domicílio é uma ferramenta essencial para garantir que nenhum acreano fique sem assistência, mesmo quando o procedimento necessário ultrapassa a capacidade instalada local. Nosso compromisso é assegurar que o paciente chegue ao destino com segurança, no menor tempo possível, e com toda a assistência necessária”, destacou o secretário de Estado de Saúde, José Bestene.

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Este tipo de serviço garante acesso a tratamento de alta complexidade fora do estado, superando distâncias e ampliando cuidado. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Em um estado com dimensões territoriais desafiadoras e limitações naturais à oferta de determinados serviços de alta complexidade, o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) se consolida como uma política pública indispensável. Mais do que viabilizar deslocamentos, o programa representa a ponte entre a necessidade imediata do paciente e a resolutividade que só centros altamente especializados podem oferecer. É, na prática, a garantia de equidade no acesso à saúde, um princípio que sustenta o Sistema Único de Saúde (SUS).

No caso de Teodoro, diagnosticado com transposição das grandes artérias, uma cardiopatia congênita grave que exige intervenção cirúrgica urgente, cada hora conta. A decisão pela transferência foi tomada com base em critérios técnicos e na necessidade de acesso a uma estrutura com maior capacidade de resposta para esse tipo de procedimento.

“O paciente tem um bom peso, está sendo assistido adequadamente, mas, pela complexidade da patologia, entendemos que a melhor conduta é a transferência imediata para um centro com mais recursos. Essa decisão não está relacionada à falta de profissionais, mas à necessidade de um suporte específico para esse tipo de cirurgia”, explicou o médico responsável pela UTI aérea, Dr. Jardson Batista.

Família foi orientada sobre cada etapa dentro e fora de domicilio. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Para garantir a segurança durante todo o trajeto, a Sesacre organizou o transporte em UTI aérea, estrutura equipada para manter o suporte intensivo necessário ao recém-nascido. A operação inclui equipe especializada e acompanhamento contínuo, além da presença da mãe, assegurando também o suporte emocional em um momento de extrema vulnerabilidade.

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A trajetória até aqui, no entanto, também carrega reconhecimento. A mãe de Teodoro, Fernanda da Costa Ferreira, de 21 anos, faz questão de destacar o atendimento recebido desde a chegada à unidade de saúde no Acre. Em meio à apreensão, ela relata cuidado, atenção e transparência por parte das equipes.

“Desde que cheguei, fomos atendidos com urgência. Ele foi muito bem assistido, sempre com profissionais acompanhando de perto. Me explicaram tudo, inclusive sobre a transferência. Estou confiante, entregando nas mãos de Deus e acreditando que vai dar tudo certo”, afirmou.

Presença da família fortalece o cuidado e leva mais segurança ao paciente. Foto: Tiago Araújo/ Sesacre

Histórias como a de Teodoro traduzem, de forma concreta, o impacto das políticas públicas de saúde na vida das pessoas. Por trás de cada transferência realizada, há uma engrenagem que envolve planejamento, articulação interestadual, equipes técnicas e, sobretudo, compromisso com a vida. Em um cenário onde a distância poderia ser um obstáculo, o TFD transforma caminhos em possibilidades e reafirma que, mesmo nos casos mais complexos, o cuidado continua sendo prioridade.

Fonte: Governo AC

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