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Acre se destaca na 2ª Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026, com foco no combate ao crime organizado

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança do Acre (Sejusp), está participando da 2ª Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026, realizada em Brasília (DF) de terça-feira, 3, a sexta, 6, como importante espaço de articulação entre os conselhos nacionais das forças de segurança pública do Brasil, reunindo vários líderes e gestores do setor.

Também participam do evento representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Penitenciário do Acre. Foto: Ana Paula Xavier/Sejusp

Nesta edição do evento, o tema aborda o combate ao crime organizado nos setores produtivos, enfatizando a asfixia econômica do ilícito e a necessidade de novos marcos regulatórios. A meta é promover uma abordagem integrada que une repressão qualificada, inteligência financeira, regulação eficiente e colaboração entre o Estado e o setor produtivo.

Acre se destaca na 2ª Conferência de Segurança Pública – iLab Segurança 2026, com foco no combate ao crime organizado. Foto: Ana Paula Xavier/Sejusp

O secretário de Segurança Pública do Acre e vice-presidente do Conselho Nacional de Segurança Pública (Consesp), José Américo Gaia, será um dos palestrantes do evento. O gestor apresentará os cases de sucesso da segurança pública do Acre, destacando as iniciativas e experiências que podem servir de modelo para outras regiões do Brasil.

“Participar da conferência é uma oportunidade crucial para compartilhar nossas experiências e aprender com outras regiões. O Acre tem enfrentado desafios únicos devido à sua localização estratégica, e é fundamental que continuemos a desenvolver políticas públicas integradas. A troca de ideias aqui pode resultar em soluções inovadoras, que não apenas fortaleçam a segurança no nosso estado, mas também sirvam de referência para todo o Brasil”, disse.

A conferência conta com a presença de secretários estaduais, comandantes-gerais, delegados-gerais, dirigentes de polícia científica, gestores do sistema prisional e representantes federais. Também participam do evento representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Instituto Penitenciário do Acre. O objetivo é alinhar diagnósticos e fortalecer a cooperação federativa, transformando experiências operacionais em propostas que visam estruturar a segurança pública no país.

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Além disso, a conferência funciona como um laboratório para a formulação de políticas públicas, buscando gerar impactos reais no Congresso Nacional e nas agendas estaduais.

Secretário adjunto Evandro Bezerra destaca iniciativas do Acre que fortalecem a segurança do Estado. Foto: Ana Paula Xavier/Sejusp

O secretário adjunto de Segurança Pública, Evandro Bezerra, destaca a importância do evento, especialmente para o Acre, um estado que faz fronteira com países como Peru e Bolívia. “O encontro é fundamental para discutir e avançar em propostas que já resultaram na tramitação de leis significativas, como a Lei Antifacção. Necessitamos de um arcabouço jurídico robusto para intensificar o combate ao crime organizado”, disse.

Além disso, Bezerra ressalta que o estado deu um passo à frente, ao implementar o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) em 2011 e o Grupo Especial de Operações de Fronteira (Gefron) em 2019, iniciativas que, apesar de terem um efetivo pequeno, geraram resultados expressivos, por meio da colaboração entre diferentes agências de segurança.

“Essa iniciativa tem resultado em apreensões significativas e contribui para a eficácia das operações de segurança pública no estado. O Gefron é visto como uma realidade positiva que traz benefícios diretos à sociedade e as operações aéreas trazem agilidade no tempo de resposta sociedade, além de garantir acesso a locais isolados do nosso estado, que tem muitas particularidades territoriais”, diz.

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Para o presidente do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), Marcos Frank, essa participação é uma oportunidade valiosa para compartilhar conhecimentos e fortalecer a colaboração entre diferentes esferas de governo, contribuindo para um futuro mais seguro para todos.

Para presidente do Iapen, Marcos Frank, participação é uma oportunidade valiosa para compartilhar conhecimentos e fortalecer a colaboração entre diferentes esferas de governo. Foto: Ana Paula Xavier/Sejusp

“É fundamental destacar a importância da participação do Iapen e da Polícia Penal nesse contexto, uma vez que oferecem alternativas eficazes para o combate às organizações criminosas relacionadas aos setores produtivos. Reconhecemos a influência dessas organizações, especialmente no tráfico de drogas, e estamos em busca de soluções e estratégias para enfrentá-las de forma mais eficaz”, analisa.

Encontro Nacional de Rede Interfederativa

Simultaneamente ao Congresso, transcorre o Encontro Nacional de Rede Interfederativa, com objetivo de debater técnicas e alinhamentos estratégicos nos eixos de Transferências Obrigatórias – Rede Interfederativa de Transferências Fundo a Fundo; Transferências Voluntárias – Rede Interfederativa de Convênios; Orçamento – Câmaras Técnicas de Orçamento; e Logística – Rede Interfederativa de Logística.

A participação das equipes técnicas das instituições de segurança pública fortalece o processo de integração federativa e cooperação institucional, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à segurança da população brasileira.

Chefe de gabinete da Sejusp, Luana Torres afirma importância da participação da equipe técnica da Sejusp e do Sisp no Congresso. Foto: Ana Paula Xavier/Sejusp

“Estamos com uma equipe técnica que trabalha diretamente com as temática abordadas, na Sejusp e em todo o Sistema Integrado de Segurança Pública do Acre [Sisp]. Isso fortalece a gestão e impacta na capacidade de investimento do Estado, além de contribuir com a integração entre as instituições ligadas a segurança”, declara a chefe de gabinete da pasta, Luana Torres.

Fonte: Governo AC

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Espetáculo Tons da Resistência leva música e reflexão sobre igualdade racial a estudantes da Escola Paulo Freire

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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE), por meio da Divisão de MultiArte, promoveu na manhã desta sexta-feira, 19, o espetáculo Tons da Resistência, para estudantes dos anos finais do ensino fundamental da Escola Estadual Paulo Freire, em Rio Branco. A atividade integra as ações do projeto de leitura da unidade escolar, intitulado “Uma viagem pelo mundo da leitura”, desenvolvido ao longo de todo o ano letivo.

Estudantes acompanham o espetáculo Tons da Resistência, que aborda a cultura afro-brasileira e o combate ao racismo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A apresentação musical levou aos estudantes canções e reflexões sobre a valorização da cultura afro-brasileira e o combate ao racismo, em conformidade com a Lei nº 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas.

De acordo com a coordenadora pedagógica da Escola Paulo Freire, Francisca Barros, a ação faz parte de uma série de atividades voltadas ao fortalecimento da leitura e da produção textual entre os estudantes.

“Essa apresentação integra as diversas atividades que temos realizado ao longo de 2026, dando continuidade ao trabalho desenvolvido em anos anteriores. É fundamental contar com o apoio da Secretaria de Educação e de outros setores, para elevar nossos indicadores de proficiência leitora, mostrando aos estudantes que a leitura é uma prática essencial e está presente em seu cotidiano”, destacou.

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Coordenadora pedagógica da Escola Paulo Freire, Francisca Barros, destaca parceria com a SEE para fortalecer ações do projeto de leitura. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Segundo a coordenadora, os alunos do 6º ao 9º ano vêm participando de atividades relacionadas aos diversos gêneros textuais, com acompanhamento especial dos professores de Língua Portuguesa. As produções elaboradas pelos estudantes são expostas e recebem uma premiação simbólica, como forma de valorizar o processo de aprendizagem.

A apresentação do grupo MultiArte foi uma iniciativa proposta por professores de diferentes componentes curriculares da escola, em razão da relevância da temática. “O retorno dos estudantes tem sido muito positivo. Eles estão atentos e engajados, o que demonstra a importância do trabalho coletivo e do apoio institucional”, acrescentou Francisca.

Integrante da equipe MultiArte da SEE, a artista Sandra Buh explicou que o projeto Tons da Resistência surgiu da necessidade de trabalhar a temática étnico-racial ao longo de todo o ano letivo, e não apenas no mês de novembro.

Artista da equipe MultiArte da SEE, Sandra Buh explica que o espetáculo Tons da Resistência busca promover o debate sobre as relações étnico-raciais por meio da música e da arte. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“O projeto utiliza a música e a interação com os estudantes para apresentar compositores contemporâneos pouco difundidos pela mídia tradicional, promovendo uma abordagem contínua sobre as relações étnico-raciais, conforme prevê a legislação. A receptividade tem sido excelente, e nesta semana realizamos a sexta apresentação”, afirmou.

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Sandra ressaltou que as escolas interessadas em receber o espetáculo ou outras ações do programa MultiArte podem entrar em contato e solicitar a apresentação.

Encantamento e aprendizado

A estudante Ana Clara Saad, do 6º ano, destacou que a apresentação despertou reflexões sobre a história do povo negro e chamou sua atenção pela estética e pela sonoridade.

“Foi uma experiência que me tocou profundamente. As músicas me fizeram refletir sobre o sofrimento enfrentado durante a escravidão e gostei muito da estrutura musical. Gostaria que mais atividades assim acontecessem na escola”, disse.

Maria Clara Saad, do 6º ano da Escola Paulo Freire, afirmou que a apresentação despertou reflexões sobre a história do povo negro e destacou a beleza da sonoridade e da estética do espetáculo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Para Brenda Ângeles, do 8º ano, o espetáculo contribui para conscientizar sobre os impactos do racismo e valorizar a cultura. “É importante para ensinar as pessoas a combaterem o racismo e também para incentivar a cultura. Gostei das músicas e gostaria de conhecer ainda mais canções sobre esse tema”, afirmou.

Já Eloá Rebeca Valente, do 6º ano, comparou a experiência a um espetáculo profissional: “Parecia que estávamos assistindo a um show pela televisão. Gostei muito da voz dos cantores e dos instrumentos. Foi muito bonito ver como as músicas representaram a cultura e a história do povo negro. Quero que eles voltem mais vezes à nossa escola”.

Fonte: Governo AC

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