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Custos da produção de leite começam 2026 em queda, impulsionados por recuo nos preços de milho e soja

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Índice de custos da pecuária leiteira registra deflação no início do ano

Os custos de produção da pecuária leiteira no Rio Grande do Sul começaram 2026 em queda. De acordo com levantamento divulgado pela equipe econômica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, o Índice de Insumos para Produção de Leite Cru (ILC) apresentou recuo de 1,81% no início do ano.

A redução dos custos está diretamente relacionada ao comportamento dos preços dos principais insumos utilizados na alimentação do rebanho, especialmente milho e soja, que tiveram retração em suas cotações.

Avanço da colheita no Centro-Oeste pressiona preços dos grãos

O principal fator para a queda nos custos foi o movimento de baixa nos preços das commodities agrícolas utilizadas na ração animal.

Segundo o relatório, os preços registraram as seguintes variações:

  • Soja: queda de 2,9%
  • Milho: recuo de 2%

A redução nas cotações está associada ao avanço da colheita de grãos na região Centro-Oeste do Brasil e às expectativas de uma safra robusta, o que aumenta a oferta no mercado e contribui para aliviar os custos da alimentação animal — um dos componentes mais relevantes na estrutura de custos da atividade leiteira.

Energia elétrica também contribui para redução dos custos

Outro fator que ajudou a reduzir o índice foi a queda nos gastos com energia elétrica, que registraram redução de 9,5% no período analisado.

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Esse movimento contribuiu para aliviar parte da pressão sobre os custos operacionais das propriedades leiteiras, especialmente aquelas com maior nível de mecanização e uso de equipamentos de resfriamento e ordenha.

Fertilizantes e combustíveis registram aumento

Apesar do recuo geral do índice, alguns insumos apresentaram alta no início do ano.

Entre eles:

  • Fertilizantes: aumento de 1,62%
  • Combustíveis: alta de 1,27%

Segundo a análise econômica, a elevação nesses custos está relacionada ao aumento das despesas com frete, às cotações internacionais do petróleo e ao cenário geopolítico mais tenso no Oriente Médio, fatores que impactam diretamente os custos logísticos e de produção agrícola.

Desinflação no atacado ainda influencia os custos do setor

O desempenho do índice de insumos da pecuária leiteira também acompanha a tendência observada em indicadores de inflação no atacado.

No mesmo período, o IGP-DI, calculado pela Fundação Getulio Vargas, registrou variação de 1,10%, reforçando o cenário de desaceleração de preços em determinados segmentos da economia.

De acordo com os economistas responsáveis pelo levantamento, existe uma correlação entre os indicadores, sugerindo que a desinflação no atacado continua sendo transmitida, ainda que com pequena defasagem, para os principais componentes da cesta de custos da produção leiteira.

Queda no preço do leite preocupa produtores

Apesar da redução nos custos de produção, o cenário ainda preocupa os produtores. Isso porque o valor pago pelo leite tem apresentado retração mais acentuada do que a redução dos custos.

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Nos últimos 12 meses:

  • Preço do leite ao produtor: queda de 24%
  • Custos de produção: redução de apenas 4,99%

Essa diferença pressiona a rentabilidade da atividade e aumenta os desafios financeiros enfrentados pelos pecuaristas.

Política monetária também influencia o setor

Outro fator acompanhado pelos produtores é o cenário macroeconômico. Atualmente, a taxa básica de juros da economia brasileira, a Taxa Selic, permanece em 15% ao ano, conforme decisão do Banco Central do Brasil.

O patamar elevado dos juros impacta diretamente o custo do crédito rural, financiamentos e investimentos no setor agropecuário, influenciando decisões de expansão e modernização das propriedades.

Expectativas para os próximos meses

Para os próximos meses, a tendência ainda aponta para possível continuidade da queda nos preços do milho e da soja, o que poderia contribuir para manter os custos de alimentação mais baixos.

No entanto, analistas alertam que o cenário internacional segue incerto. Tensões geopolíticas, oscilações no preço do petróleo e aumento nos custos logísticos podem voltar a pressionar os insumos ligados ao mercado internacional.

Assim, mesmo com o início de 2026 marcado por alívio parcial nos custos, o setor leiteiro ainda enfrenta desafios importantes para recuperar sua margem de rentabilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MSD Brasil abre últimas vagas para Programa de Estágio 2026 com bolsas de até R$ 2,3 mil

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As inscrições para o Programa de Estágio 2026 da MSD Brasil entram na reta final e podem ser realizadas até o dia 24 de abril. Ao todo, são oferecidas 32 vagas para estudantes universitários em diferentes áreas da companhia.

O programa contempla oportunidades nas divisões de Saúde Humana e Saúde Animal, com atuação em setores estratégicos e possibilidade de desenvolvimento profissional ao longo de até dois anos.

Vagas distribuídas em quatro cidades

As oportunidades estão disponíveis nas seguintes localidades:

  • São Paulo (SP)
  • Cruzeiro (SP)
  • Araçoiaba da Serra (SP)
  • Joinville (SC)

Os estagiários atuarão em áreas como Supply Chain, Engenharia Industrial, Manufatura, Pesquisa Clínica, Qualidade, Marketing, Recursos Humanos, Logística, Jurídico, entre outras.

Programa oferece jornada de 30 horas semanais

O estágio prevê carga horária de 30 horas por semana, com jornada de 6 horas diárias. Podem participar estudantes com previsão de formatura compatível com o período do programa.

Benefícios oferecidos aos estagiários

A MSD Brasil oferece um pacote de benefícios alinhado ao mercado, incluindo:

  • Bolsa-auxílio compatível
  • Auxílio transporte
  • Vale refeição
  • Plano de saúde e odontológico
  • Seguro de vida
  • Auxílio farmácia
  • Vale academia (Wellhub)
  • Desconto em produtos PET
  • Vale Natal e gratificação natalina
  • Programa de assistência psicológica (LYRA)
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Valores da bolsa-auxílio por cidade

Os valores da bolsa variam de acordo com a localidade:

  • São Paulo (SP): R$ 2.300
  • Araçoiaba da Serra (SP): R$ 2.300
  • Cruzeiro (SP): R$ 1.650
  • Joinville (SC): R$ 1.500
Diversidade e inclusão como pilares do programa

A empresa destaca que diversidade e inclusão são pilares estratégicos para a inovação. A liderança participa de iniciativas voltadas à redução de vieses e ao fortalecimento de um ambiente corporativo mais inclusivo.

A proposta é promover um espaço onde diferentes perspectivas sejam valorizadas e onde os profissionais possam se desenvolver de forma autêntica.

Prazo final para inscrição

Os interessados devem se inscrever até o dia 24 de abril. O programa representa uma oportunidade para estudantes que buscam experiência prática em uma multinacional com atuação global e foco em inovação nas áreas de saúde humana e animal.

Programa de Estágio MSD 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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