AGRONEGÓCIO
Capal inaugura segunda unidade em Arapoti (PR) para ampliar armazenamento de grãos
AGRONEGÓCIO
Nova unidade em Arapoti aumenta capacidade de armazenamento
Concluída em fevereiro, a estrutura fica às margens da PR-092 e possui oito silos com capacidade total de mais de 26,5 mil toneladas. Com isso, a cooperativa passa a contar com duas unidades no município, agilizando o processo de recebimento de grãos nos períodos de pico da safra.
Mais proximidade com o produtor
Segundo o presidente executivo da Capal, Adilson Roberto Fuga, a aquisição foi motivada pelo volume expressivo de grãos movimentados na região. “Essa unidade reforça nossa proximidade com o produtor, permitindo que ele realize toda a safra com a cooperativa, desde o fornecimento de insumos e assistência técnica até o recebimento da produção”, explica.
A diretoria ressalta que a expansão fortalece a cooperativa, que vem crescendo ano após ano e oferecendo soluções completas aos cooperados.
Operação estratégica e otimização da safra
A Capal planeja implementar melhorias e adequações para tornar a operação mais estratégica e eficiente, com a possibilidade de direcionar diferentes culturas para cada unidade. Segundo Fuga, essa separação de produtos permitirá otimizar o fluxo durante o pico da colheita, aumentando a capacidade de recebimento sem comprometer a logística.
Estrutura completa e moderna
Além dos silos, a unidade ocupa um terreno de 66 mil m² e inclui:
- Balança para pesagem de grãos
- Área de classificação de produtos
- Barracão para insumos
- Escritório com área comercial
- Refeitório e área de descanso
Segundo a cooperativa, esses recursos tornam o local completo e preparado para atender aos cooperados de forma eficiente e confortável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Agro tem até dia 30 para escolher tributação que pode alterar competitividade em 2027
Empresas do agronegócio enquadradas no Simples Nacional têm até 30 de outubro para decidir se manterão o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) dentro do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) ou se recolherão os dois tributos pelo regime regular a partir de janeiro de 2027. A escolha poderá afetar o valor dos créditos aproveitados pelos clientes e, consequentemente, a competitividade dos fornecedores.
Quem não fizer a opção continuará automaticamente no modelo tradicional, com IBS e CBS incluídos no DAS. A mudança interessa principalmente às empresas que vendem para cooperativas, indústrias, exportadores e outros compradores que aproveitam créditos tributários.
Essa limitação pode pesar na negociação. Uma cerealista, agroindústria ou fornecedora de insumos que gere pouco crédito poderá se tornar menos atraente para compradores empresariais, sobretudo quando concorrer com fornecedores capazes de transferir créditos maiores.
A alternativa prevista na reforma tributária é permanecer no Simples Nacional para os demais tributos, mas calcular IBS e CBS pelo regime regular. É o chamado modelo híbrido. A empresa continua recolhendo pelo DAS os tributos que permanecerem no Simples, enquanto apura IBS e CBS separadamente.
Nesse modelo, poderá aproveitar os créditos permitidos sobre máquinas, equipamentos, energia, serviços e outros bens e insumos adquiridos. Também poderá gerar créditos pelo regime regular para seus clientes. Em contrapartida, terá mais obrigações fiscais, necessidade de controlar entradas e saídas e possível aumento do custo contábil.
Por isso, não existe uma resposta única para o agronegócio. Manter IBS e CBS dentro do Simples pode continuar sendo vantajoso para empresas que vendem principalmente ao consumidor final, possuem poucos gastos capazes de gerar créditos e valorizam uma operação tributária mais simples.
Já a apuração pelo regime regular merece ser simulada por empresas que vendem predominantemente a outras pessoas jurídicas, realizam investimentos elevados ou compram grande quantidade de insumos tributados. Nesses casos, os créditos podem compensar parte do aumento da burocracia e preservar a competitividade comercial.
A conta também precisa incluir os tratamentos diferenciados concedidos ao setor. A legislação prevê redução de 60% das alíquotas de IBS e CBS para determinados produtos agropecuários, aquícolas, pesqueiros, florestais e extrativistas in natura, além de insumos agropecuários incluídos nas listas legais. Há ainda operações sujeitas a alíquota zero, diferimento ou créditos presumidos.
Esses benefícios, entretanto, não alcançam automaticamente toda empresa ligada ao agronegócio. A aplicação depende do produto, da operação, da classificação fiscal e das condições previstas na legislação. Uma empresa pode ter receitas submetidas a tratamentos diferentes dentro da mesma atividade.
A decisão, portanto, não deve considerar apenas o percentual atualmente pago no DAS. É necessário comparar o valor total dos tributos, os créditos aproveitáveis nas compras, os créditos transferidos aos clientes, o perfil das vendas, o efeito sobre os preços, o fluxo de caixa e o custo adicional de cumprimento das obrigações fiscais.
A Receita Federal informa que a opção pelo regime regular de IBS e CBS poderá ser feita até 30 de outubro de 2026. Quem não optar continuará recolhendo os dois tributos dentro do Simples. A escolha poderá ser cancelada entre 3 de novembro e 20 de dezembro. Haverá uma nova oportunidade em março de 2027, com efeitos a partir de julho.
Para as empresas do agro, o Simples não deixou de ser uma boa opção. O que terminou foi a segurança de escolhê-lo apenas porque a alíquota parece menor. A partir de 2027, o crédito tributário concedido ao comprador pode ser tão importante quanto o imposto pago pelo fornecedor.
Fonte: Pensar Agro
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