AGRONEGÓCIO
Curso da Emater/RS-Ascar promove empoderamento e transformação de mulheres rurais em Montenegro
AGRONEGÓCIO
A quarta edição do curso “Mulheres Rurais”, promovido pela Emater/RS-Ascar, teve início nesta quarta-feira (3/3) no Centro de Treinamento de Agricultores de Montenegro (Cetam). O evento, voltado a mulheres das regiões de Porto Alegre e Lajeado, reúne participantes de diversos municípios para dois dias de atividades voltadas ao fortalecimento pessoal, troca de experiências e valorização do papel feminino no campo gaúcho.
Criado em 2023, o curso se consolida como um instrumento de empoderamento e transformação social, incentivando o protagonismo feminino em diferentes atividades rurais e comunitárias.
Reencontro marca edição de 2026
Esta edição teve um momento especial: o reencontro com a turma de 2025, que retornou ao Cetam para compartilhar experiências e inspirar as novas participantes. O grupo anterior emocionou as presentes com relatos sobre mudanças de vida, conquistas pessoais e o fortalecimento da autoconfiança após o curso.
As ex-alunas também atuaram como mentoras voluntárias, promovendo uma integração entre gerações de agricultoras e reafirmando os laços de sororidade e solidariedade rural.
Depoimentos que inspiram novas trajetórias
Entre os relatos, o da agricultora Andréia Duarte, de Nova Hartz, emocionou o público. Aos 53 anos, ela decidiu voltar a estudar e hoje cursa o segundo semestre de Serviço Social.
“Sempre quis fazer faculdade, mas nunca consegui. Hoje aprendi a gerir meu tempo, negociar melhor e me priorizar. Nunca é tarde para conquistar”, afirmou Andréia.
Seu depoimento representa o espírito do programa: promover o autoconhecimento e a transformação pessoal de mulheres que conciliam o trabalho no campo com sonhos e novos projetos de vida.
Diversidade e troca de experiências
A extensionista Elizângela Teixeira, da unidade da Emater/RS-Ascar de Lajeado, destacou a importância da diversidade entre as participantes:
“Temos agricultoras, pescadoras artesanais, assentadas e mulheres de comunidades quilombolas. Essa convivência amplia as visões de mundo, mesmo entre realidades e atividades diferentes.”
O curso promove não apenas o aprendizado técnico, mas também o crescimento humano e social, fortalecendo redes de apoio entre mulheres do meio rural.
Novas participantes compartilham expectativas
A novata Hannah Rocha Rodrigues, do assentamento Filhos de Sepé, em Viamão, contou que chegou com curiosidade e disposição para aprender:
“Só de viver essa acolhida já valeu a pena. Vim aberta para aprender e aproveitar cada momento”, disse.
Formação que transforma vidas e comunidades
Desde 2023, o projeto “Mulheres Rurais” tem reunido participantes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, que superam desafios pessoais e familiares para participar da formação. A iniciativa reforça o protagonismo feminino no desenvolvimento rural, gerando impactos duradouros nas vidas das mulheres e nas comunidades onde atuam.
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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