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Nova biossolução chega ao Brasil e promete aumentar produtividade de soja e milho

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O mercado de biológicos no Brasil recebeu um novo impulso em 27 de fevereiro com o lançamento de uma biossolução inovadora que fornece simultaneamente Nitrogênio e Fósforo para as culturas de soja e milho. A tecnologia promete aumentar a produtividade das lavouras, reduzir a necessidade de fertilizantes químicos e fortalecer a eficiência nutricional das plantas.

Resultados de produtividade comprovados em milho e soja

Testes conduzidos no Brasil e em outros países demonstraram ganhos expressivos em produtividade. No milho, 58 ensaios mostraram aumento médio de 1.302 kg por hectare, com picos de até 3.210 kg por hectare em localidades específicas. Tratamentos aplicados às sementes alcançaram 1.344 kg por hectare, enquanto aplicações foliares chegaram a 1.596 kg por hectare.

Na soja, 39 ensaios registraram acréscimo médio de 600 kg por hectare, com resultados consistentes independentemente do método de aplicação. Estratégias integradas, combinando fertilizantes minerais com a biossolução, apresentaram os maiores desempenhos, destacando a tecnologia como promotora de eficiência nutricional, e não apenas compensadora de insumos.

Tecnologia baseada em micro-organismos sinérgicos

O diferencial do produto está na combinação de Azospirillum brasilense e Pseudomonas fluorescens, selecionadas cientificamente para atuar de forma sinérgica. Segundo Vinícius Palota, coordenador de Produtos da Rovensa Next Brasil, os micro-organismos promovem a fixação biológica de nitrogênio e a solubilização de fósforo, aumentando a disponibilidade de nutrientes essenciais para as plantas.

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A ação microbiana ativa enzimas-chave como fosfatase ácida e nitrogenase, que auxiliam na assimilação de nutrientes, fortalecem o sistema radicular e contribuem para plantas mais vigorosas, com maior produtividade e qualidade.

Eficácia comprovada em diferentes regiões e culturas

A biossolução foi testada em 94 ensaios realizados em sete países e abrangendo dez culturas agrícolas, demonstrando consistência no aumento de produtividade e na eficiência do uso de nutrientes. Os resultados reforçam a aplicabilidade da tecnologia em diferentes condições climáticas e solos.

Por enquanto, o produto está disponível apenas no Brasil, mas a empresa planeja expandir sua comercialização internacionalmente em breve.

Benefícios ambientais e resiliência agrícola

Além de aumentar a produtividade, a biossolução promove maior atividade microbiana no solo e reduz perdas de nutrientes, contribuindo para a saúde do solo e menor impacto ambiental. Com um sistema radicular mais desenvolvido e equilíbrio nutricional aprimorado, as plantas ficam mais preparadas para enfrentar desafios durante o desenvolvimento, reforçando a resiliência das lavouras em um cenário agrícola cada vez mais imprevisível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Valor pode chegar a R$ 550 bilhões, mas desafio será fazer o dinheiro chegar ao produtor

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O governo federal trabalha com a perspectiva de anunciar um Plano Safra de aproximadamente R$ 550 bilhões para a temporada 2026/27, valor que representaria um novo recorde para o crédito rural brasileiro. A expectativa é que o programa seja lançado no início de julho, mantendo a estratégia adotada nos últimos anos de ampliar o volume total de recursos disponibilizados ao setor agropecuário.

O aumento em relação aos R$ 516,2 bilhões anunciados para a agricultura empresarial na safra atual reforça a intenção do governo de apresentar um plano mais robusto. Nos bastidores, porém, representantes do setor financeiro e lideranças do agro avaliam que a principal discussão não está no tamanho do anúncio, mas na capacidade de transformar os números em crédito efetivamente contratado pelos produtores.

Os dados mais recentes mostram que o ritmo de liberação dos financiamentos desacelerou na atual temporada. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados cerca de R$ 307,6 bilhões em operações de crédito rural, volume inferior aos R$ 346,3 bilhões registrados no mesmo período da safra anterior. A redução ocorre em um momento de aumento do endividamento no campo e maior cautela das instituições financeiras na concessão de novos empréstimos.

A avaliação de especialistas é que o problema atual não está necessariamente na falta de recursos disponíveis no sistema, mas no aumento do risco das operações. Com mais renegociações, prorrogações de dívidas e dificuldades enfrentadas por parte dos produtores em razão das perdas climáticas registradas nos últimos anos, os bancos passaram a adotar critérios mais rigorosos para liberar crédito.

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Nesse cenário, parte relevante do crescimento previsto para o próximo Plano Safra deverá ocorrer por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs) e dos recursos livres das instituições financeiras, reduzindo a dependência do crédito subsidiado tradicional. As CPRs vêm ganhando espaço como instrumento de financiamento do agronegócio e já movimentam mais de R$ 100 bilhões por safra.

Outro ponto central da discussão envolve as taxas de juros. A intenção do governo é oferecer linhas com juros abaixo de 10% ao ano, principalmente para investimentos considerados estratégicos. A medida é vista como uma tentativa de estimular novos financiamentos em um ambiente marcado por custos elevados e margens mais apertadas para diversas atividades agropecuárias.

Uma das novidades previstas é a ampliação da linha especial destinada à modernização do parque de máquinas agrícolas. O volume de recursos deverá subir de R$ 10 bilhões para R$ 14 bilhões, com condições diferenciadas de financiamento. A iniciativa busca incentivar a renovação de equipamentos e aumentar a eficiência das propriedades rurais em um momento em que muitas decisões de investimento vêm sendo adiadas.

Os resultados das principais feiras agrícolas realizadas neste ano refletem esse ambiente de cautela. O volume de intenções de negócios registrado nos eventos ficou abaixo do observado em temporadas anteriores, sinalizando que produtores continuam adotando uma postura mais conservadora diante das incertezas econômicas e climáticas.

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Além do crédito, o fortalecimento do seguro rural aparece entre as prioridades defendidas pelo setor para o próximo ciclo. A crescente frequência de secas, geadas, enchentes e outros eventos climáticos extremos tem aumentado a percepção de risco das operações agrícolas. Com maior cobertura securitária, a expectativa é que os produtores consigam acessar financiamentos em condições mais favoráveis e com menor exigência de garantias.

Entidades do agronegócio também defendem que a discussão do próximo Plano Safra vá além do volume anunciado. A preocupação é garantir que os recursos estejam disponíveis ao longo de toda a temporada, evitando interrupções em linhas de financiamento e assegurando que produtores de diferentes portes consigam acessar o crédito quando necessário.

A expectativa é que os detalhes finais do programa sejam definidos nas próximas semanas. Até lá, o setor acompanha as negociações entre a equipe econômica e os ministérios envolvidos, atento não apenas ao valor total do plano, mas principalmente às condições de financiamento, à disponibilidade efetiva dos recursos e às medidas que possam ampliar o acesso ao crédito em um momento considerado desafiador para a produção agropecuária.

Fonte: Pensar Agro

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