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Tilápia ganha destaque nas mesas brasileiras durante a Quaresma por praticidade e valor nutricional
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Consumo de peixe aumenta durante a Quaresma
A Quaresma, período de aproximadamente 40 dias que antecede a Páscoa no calendário cristão, tradicionalmente é marcada pela redução do consumo de carne vermelha. Com isso, o peixe passa a ocupar espaço maior nas refeições de muitas famílias brasileiras.
Nesse cenário, a tilápia tem se consolidado como uma das principais escolhas do consumidor. A oferta constante no mercado, aliada ao sabor suave e à versatilidade na cozinha, contribui para que o peixe seja utilizado tanto em refeições do dia a dia quanto em pratos mais elaborados.
Versatilidade na cozinha favorece o consumo
A facilidade de preparo e a adaptação ao paladar dos brasileiros são fatores importantes para a popularidade da tilápia, especialmente em períodos de maior demanda por pescado.
Segundo Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados, o peixe pode ser preparado de diversas formas, o que amplia as possibilidades de consumo.
“A tilápia pode ser assada, grelhada, empanada ou utilizada em receitas como moquecas, ensopados e até à parmegiana, atendendo diferentes preferências”, afirma. “Além disso, é uma proteína que absorve bem os temperos e apresenta bom rendimento, características valorizadas pelos consumidores.”
Valor nutricional reforça escolha do consumidor
Outro fator que impulsiona a presença da tilápia na alimentação é o seu perfil nutricional. O peixe é considerado uma fonte de proteínas de alto valor biológico, além de fornecer vitaminas e minerais importantes para o funcionamento do organismo.
De acordo com Kubitza, o consumo de pescado costuma ser recomendado por profissionais de saúde devido à qualidade nutricional e à boa digestibilidade.
“A tilápia se destaca como uma proteína de alta qualidade e apresenta grande aceitação entre diferentes públicos, o que favorece sua presença em dietas equilibradas”, explica.
Benefícios do consumo regular de peixe
Estudos apontam que a inclusão frequente de peixe na alimentação pode trazer diversos benefícios à saúde. Entre eles estão:
- preservação da massa muscular
- apoio ao metabolismo do organismo
- melhoria da qualidade de vida
Nesse contexto, a tilápia reúne características que atendem às necessidades nutricionais atuais, mantendo-se disponível ao consumidor ao longo de todo o ano.
Cadeia produtiva investe em qualidade e rastreabilidade
O crescimento do consumo também está relacionado ao trabalho desenvolvido por empresas e produtores da cadeia da piscicultura. Investimentos em qualidade, segurança alimentar e rastreabilidade são fundamentais para garantir um produto confiável ao consumidor.
Segundo Kubitza, empresas do setor têm ampliado os cuidados em todas as etapas da produção.
“Nosso compromisso vai além da produção. Trabalhamos em todo o processo, do cultivo ao processamento, assegurando boas práticas e qualidade em cada etapa”, destaca.
Piscicultura nacional fortalece oferta de tilápia
A consolidação da tilápia no mercado brasileiro reflete o avanço da piscicultura nacional, que vem ampliando a produção e a disponibilidade do pescado.
Para o setor, o peixe atende tanto às tradições culturais associadas à Quaresma quanto às novas demandas dos consumidores por alimentos práticos, nutritivos e produzidos de forma sustentável.
“A tilápia representa a maturidade da piscicultura brasileira e responde às expectativas atuais de saúde, praticidade e sustentabilidade, especialmente em períodos como a Quaresma”, conclui Juliano Kubitza.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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