AGRONEGÓCIO
Alta do diesel eleva risco de greve de caminhoneiros e acende alerta no transporte de cargas
AGRONEGÓCIO
Alta do diesel impulsiona mobilização por greve nacional
A recente escalada nos preços dos combustíveis reacendeu o movimento por uma possível greve nacional de caminhoneiros. Nesta terça-feira, motoristas de diferentes segmentos defenderam a paralisação da categoria, com possibilidade de adesão ainda nesta semana.
A mobilização também envolve empresas transportadoras, que enfrentam aumento expressivo nos custos operacionais devido à alta do diesel.
Entidades aguardam decisão de assembleia para definir paralisação
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística informou que aguarda o resultado de uma reunião de caminhoneiros autônomos em Santos, marcada para esta quarta-feira, antes de definir seu posicionamento oficial.
A entidade havia inicialmente apoiado a greve após solicitar ao governo federal medidas contra o aumento considerado abusivo dos combustíveis. No entanto, recuou após o anúncio de ações de fiscalização nos postos, optando por aguardar a decisão coletiva da categoria.
Lideranças do setor intensificam pressão por paralisação
Até o momento, os pedidos de greve vinham ocorrendo de forma isolada, sem definição clara sobre adesão nacional. Entre os principais articuladores estão a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores e o Sindicato dos Caminhoneiros de Santos.
O presidente da Abrava, Wallace Landim, afirmou que o aumento dos combustíveis compromete a sustentabilidade da atividade.
Segundo ele, uma assembleia realizada em Santos com representantes de diversos estados já aprovou a paralisação, restando apenas a definição da data. A expectativa é que o movimento ocorra ainda nesta semana.
Conflito internacional pressiona preços dos combustíveis no Brasil
O aumento nos preços está diretamente ligado às tensões no mercado global de petróleo, intensificadas após a conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
De acordo com dados do painel ValeCard, o diesel S-10 acumulou alta de 18,86% desde o fim de fevereiro. Já o diesel comum subiu mais de 22% no mesmo período. A gasolina avançou cerca de 10%, enquanto o etanol hidratado teve alta próxima de 9%.
Setor vê cenário mais crítico do que em tentativas anteriores
Apesar de outras tentativas de paralisação desde a greve de 2018, lideranças avaliam que o cenário atual reúne condições mais concretas para uma mobilização nacional.
O diretor da Associação Nacional das Empresas de Transporte de Carga, Carley Welter, destacou que, pela primeira vez, todos os fatores necessários para uma paralisação estão presentes.
Segundo ele, algumas transportadoras já consideram interromper suas operações diante da inviabilidade econômica. “Se rodar, toma prejuízo”, afirmou.
Categoria cobra medidas urgentes do governo federal
Representantes da categoria defendem ações imediatas para conter a alta dos combustíveis e garantir a sustentabilidade do setor.
Entre as principais reivindicações estão o fim da emissão de fretes abaixo do piso mínimo e a aplicação de penalidades a empresas que descumprirem a legislação vigente.
O diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer, afirmou que, apesar do avanço nas negociações com o governo, a situação exige urgência.
A entidade também propõe que a Petrobras retome um papel mais ativo na distribuição de combustíveis, atuando como reguladora de preços no mercado.
Governo adota medidas, mas mercado segue pressionado
Na tentativa de conter a alta do diesel, o governo federal anunciou recentemente medidas como isenção de PIS/Cofins, subvenção ao combustível e taxação sobre exportações de petróleo.
No entanto, no dia seguinte ao anúncio, a Petrobras reajustou o preço do diesel A em 11,6% nas refinarias, reforçando a pressão sobre o setor.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis iniciou uma operação de fiscalização em nove estados e no Distrito Federal para investigar possíveis abusos nos preços.
Possível greve já impacta mercado financeiro
O risco de paralisação já começa a refletir no mercado financeiro. Nesta terça-feira, a possibilidade de greve levou à reversão das taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs), que passaram a subir.
De acordo com fontes do governo, o cenário está sendo monitorado, e embora haja risco de paralisação, ainda não há confirmação de um movimento nacional coordenado.
Orientação é evitar bloqueios em rodovias
As lideranças do movimento orientam que, em caso de greve, os caminhoneiros evitem bloqueios em rodovias. A recomendação é que os profissionais permaneçam em casa ou estacionados em postos de combustíveis.
A estratégia busca reduzir riscos de multas e evitar conflitos, mantendo o foco na pressão econômica sobre o sistema de transporte.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos
Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.
Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.
No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.
Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.
O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.
No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.
Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.
Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.
Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.
A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.
O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.
Fonte: Pensar Agro
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