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Goiás Amplia Investimentos na Agricultura Familiar e Destina R$ 80,5 Milhões em 2025

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O Governo de Goiás encerrou 2025 com um expressivo avanço nas políticas voltadas à agricultura familiar. Ao todo, foram R$ 80,5 milhões em investimentos, aplicados em programas de crédito, capacitação, regularização fundiária e fortalecimento das pequenas agroindústrias rurais. Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o valor dobrou em relação ao ano anterior, refletindo o compromisso do estado com a inclusão produtiva no campo.

Programa de Aquisição de Alimentos Beneficia Mais de 2 Mil Produtores

Coordenado pela Seapa em parceria com o Goiás Social, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Goiás) destinou R$ 30 milhões à compra da produção da agricultura familiar, beneficiando 2.015 produtores de 183 municípios.

Parte dos recursos também foi direcionada ao PAA Quilombola, que recebeu R$ 2 milhões para apoiar comunidades remanescentes de quilombos.

Os alimentos adquiridos são entregues a entidades socioassistenciais, garantindo segurança alimentar às famílias atendidas e renda aos produtores rurais.

Crédito Social Gera Renda e Incentiva a Participação das Mulheres Rurais

O Programa Crédito Social também teve destaque em 2025, alcançando 12.318 pessoas de 209 municípios. A iniciativa oferece cursos profissionalizantes por meio da Emater Goiás e disponibiliza cartões para aquisição de insumos e equipamentos.

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Foram entregues 9.396 cartões, totalizando R$ 46,6 milhões em investimentos. A Seapa ressalta que 70% dos recursos beneficiaram mulheres rurais, fortalecendo a atuação feminina na agricultura familiar goiana.

Projeto de Fruticultura Irrigada Impulsiona Produção no Nordeste Goiano

Entre as ações regionais, o Projeto de Fruticultura Irrigada do Vão do Paranã contribuiu para o desenvolvimento do Nordeste Goiano. Em 2025, o programa implantou sistemas de irrigação em 100 hectares, possibilitando o cultivo de frutas como o maracujá, que registrou produção média de 28 toneladas por propriedade.

Além do plantio, o projeto contempla o beneficiamento da produção por meio de uma agroindústria em construção. O espaço recebeu R$ 1,5 milhão em 2025, com previsão de mais R$ 3 milhões para conclusão das obras em 2026.

Regularização Fundiária Amplia Acesso a Crédito e Segurança Jurídica

Por meio do Programa Regulariza Campo, a Seapa regularizou 16,9 mil hectares de terras devolutas estaduais em sete municípios das regiões norte e nordeste de Goiás.

Foram entregues 90 títulos definitivos de domínio, assegurando aos produtores segurança jurídica e acesso facilitado ao crédito rural.

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Melhoria da Qualidade nas Agroindústrias Ganha Nova Fase em 2026

Outro destaque foi o Programa de Melhoria da Qualidade das Agroindústrias, que selecionou 30 estabelecimentos para receber consultorias técnicas em parceria com o Sebrae Goiás e o Senai Goiás. A primeira edição beneficiou agroindústrias dos segmentos de leite, mel e avicultura de postura, com investimento de R$ 135 mil.

Para 2026, o projeto será ampliado para 60 agroindústrias de pequeno porte, incluindo unidades de processamento de produtos de origem animal e vegetal, bebidas e polpas de frutas. O investimento previsto pelo Tesouro Estadual é de R$ 270 mil.

Desenvolvimento Sustentável e Inclusivo no Campo

Com a soma de esforços entre Seapa e Goiás Social, o governo estadual reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável, a geração de renda e a valorização dos pequenos produtores. As ações de 2025 consolidam Goiás como referência nacional em políticas públicas voltadas à agricultura familiar e inclusão produtiva rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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