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Acre avança no ensino integral e já está entre os 10 estados com maior adesão no país
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O Acre está entre os dez estados brasileiros com maior percentual de estudantes do ensino médio matriculados em escolas de tempo integral. De acordo com o Censo Escolar 2025, divulgado no fim de fevereiro, 28% dos alunos da etapa estão inseridos nesse modelo, colocando o estado na 9ª posição do ranking nacional.
Com 28% dos alunos do ensino médio em tempo integral, Acre se destaca entre dez estados com maior adesão no país. Foto: Mardilson Gomes/SEEO índice é superior à média da Região Norte e também ultrapassa a média nacional, que já chega a 26%. No cenário regional, o Acre se destaca frente a estados como Pará (21%), Amazonas (13%) e Rondônia (7%), que apresentam menor adesão ao ensino integral.
O modelo, que prevê ao menos sete horas diárias de atividades escolares, é considerado estratégico para melhorar o desempenho dos estudantes e ampliar oportunidades. Avaliações educacionais, como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), apontam que alunos do ensino integral apresentam resultados superiores em relação aos do ensino parcial.
Secretário Aberson ressalta expansão da política de ensino integral como estratégia para garantir mais qualidade e oportunidades na educação pública. Foto: Diego Gurgel/Secom.“O Acre vem construindo uma política sólida de educação em tempo integral. Quando iniciamos esse trabalho, tínhamos apenas 12 escolas com ensino integral, sendo 11 de ensino médio e uma de ensino fundamental. Hoje, já são 60 unidades. É um crescimento muito expressivo, que demonstra o compromisso do Estado com a melhoria da aprendizagem”, afirmou o titular da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), Aberson Carvalho.
A diretora de Ensino da SEE, Gleice Souza, explica que o diferencial do ensino integral não está apenas na ampliação da carga horária, mas na proposta pedagógica adotada. Além das disciplinas da formação geral, os estudantes participam de atividades como projeto de vida, componentes eletivos, oficinas e práticas integradoras.
Estudantes contam com atividades práticas, tecnologia e alimentação adequada durante a jornada escolar. Foto: Mardilson Gomes/SEE“Não é só mais tempo na escola. É um tempo de qualidade, com estratégias diferenciadas. O aluno aprende na prática e integra os conhecimentos, desenvolvendo habilidades e competências previstas na Base Nacional Comum Curricular”, afirma.
Alunos vivenciam rotina com mais tempo de aprendizado, atividades práticas e desenvolvimento de projetos de vida. Foto: Mardilson Gomes/SEESegundo Gleice, a estrutura das escolas também foi reforçada para atender ao modelo, com oferecimento de alimentação adequada, conectividade e uso de tecnologias educacionais, como tablets, que auxiliam nas atividades práticas em sala de aula.
Escolas integrais
Com base em dados da SEE, o Acre conta atualmente com 32 escolas de ensino médio em tempo integral, distribuídas em oito municípios. A maior concentração está em Rio Branco, com 16 unidades, seguido por Cruzeiro do Sul, com nove escolas. Acrelândia possui duas escolas, enquanto Brasileia, Mâncio Lima, Plácido de Castro, Rodrigues Alves e Tarauacá contam com uma escola integral de ensino médio cada.
O Acre também inova ao implementar escolas integrais na zona rural, iniciativa ainda rara na Região Norte. A proposta é garantir a continuidade da educação integral ao longo de toda a educação básica, desde os anos iniciais até o ensino médio.
Escola Agrícola Jean Pierre Mingan oferece ensino integral e marca avanço da política educacional na zona rural de Acrelândia. Foto: Mardilson Gomes/SEEComo exemplo desse avanço, destaca-se a Escola Agrícola Jean Pierre Mingan, da zona rural de Acrelândia, que passou a integrar o modelo de ensino em tempo integral em 2026, representando a ampliação inédita da política também para unidades do campo. Na instituição, os alunos estudam as disciplinas do eixo comum e mais disciplinas específicas à formação técnica agrícola.
Fonte: Governo AC
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Governo do Acre providencia apoio às terras indígenas afetadas pelas cheias dos rios em Tarauacá e Vale do Juruá
As fortes chuvas que atingem o Acre nos últimos dias provocaram o transbordamento de rios em todo o Vale do Juruá e Tarauacá, impactando diretamente comunidades ribeirinhas e diversas terras indígenas. Diante da situação, o governo do Acre mobilizou neste sábado, 25, uma força-tarefa para prestar assistência emergencial às populações afetadas, com atuação integrada da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) e Corpo de Bombeiros.
Na Terra Indígena do Rio Gregório, em Tarauacá, todas as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas pela alagação. A cheia comprometeu roçados, criações de animais, sistemas de energia solar e o acesso à água potável. Também há registros de impactos em aldeias dos povos Shawãdawa e Apolima Arara, no Vale do Juruá.

Desde que tomou conhecimento da gravidade da situação, a governadora Mailza Assis determinou o envio imediato de apoio às regiões atingidas. Equipes da Defesa Civil Estadual já estão em campo, especialmente no rio Gregório, realizando levantamentos técnicos e coordenando as primeiras ações de apoio humanitário.
“Determinamos que toda a ajuda necessária chegue às terras indígenas afetadas e ribeirinhos, com apoio humanitário e ações integradas para atender as comunidades neste momento”, afirmou.
Diante dos impactos severos da cheia nas terras indígenas, a secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, intensificou o acompanhamento dos povos afetados.
“Desde o primeiro momento em que a governadora Mailza ficou sabendo da situação, ela já entrou em contato conosco para prestar todo apoio necessário. Estamos acompanhando a situação diretamente junto às lideranças das terras indígenas, buscando informações atualizadas sobre os impactos da cheia. Já solicitamos à Defesa Civil o envio de equipes para fazer o levantamento dos danos, como perdas na produção, nos criatórios, nos sistemas de energia solar e no acesso à comunicação. É um momento de muita preocupação e de trabalho intenso, mas seguimos mobilizados para garantir o apoio necessário às comunidades afetadas”, destacou.

Além disso, a SEASDH organiza o envio de cestas básicas, itens de primeira necessidade e apoio às famílias desalojadas. O Corpo de Bombeiros Militar também participa das operações, auxiliando no resgate, transporte e suporte às comunidades isoladas.
De acordo com órgãos de monitoramento, o volume de chuvas em abril está acima da média, com registros expressivos em cidades como Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. A previsão indica continuidade das precipitações, o que mantém o alerta para novas elevações no nível dos rios, incluindo o Juruá, que pode atingir a cota de transbordamento nos próximos dias.
O governo do Acre segue em estado de atenção, reforçando o monitoramento e ampliando as ações de apoio às populações afetadas, com prioridade para as comunidades mais vulneráveis.
Fonte: Governo AC
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