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Milho recua em Chicago e mercado brasileiro mantém equilíbrio com suporte na oferta restrita

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O mercado de milho apresenta um cenário de ajustes técnicos no exterior e relativa estabilidade no Brasil, com fundamentos ainda sustentando os preços, apesar de oscilações pontuais nas bolsas e no físico. Dados recentes apontam que o movimento global segue influenciando diretamente o comportamento doméstico, enquanto fatores internos limitam quedas mais acentuadas.

Chicago recua com correção e influência do trigo

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços do milho registram queda nesta quarta-feira, acompanhando o movimento do trigo em um ajuste técnico após recentes valorizações. O mercado também monitora possíveis mudanças nas regras de biocombustíveis nos Estados Unidos, que podem impactar a demanda pelo cereal.

Segundo análise atualizada da TF Agroeconômica, o cenário externo segue pressionado por realizações de lucro e incertezas regulatórias, embora os fundamentos de médio prazo ainda indiquem suporte, especialmente pela demanda global consistente.

B3 tem comportamento misto com oscilações moderadas

No Brasil, a B3 mantém um comportamento equilibrado, com contratos futuros apresentando variações discretas entre os vencimentos mais negociados.

  • Maio/26: R$ 71,91 por saca, com leve queda no dia e na semana
  • Julho/26: R$ 71,10 por saca, com ganhos acumulados
  • Setembro/26: R$ 71,50 por saca, também em alta
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De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado futuro reflete um ambiente de cautela, com operadores ajustando posições diante do cenário externo e das condições internas de oferta e logística.

Mercado físico segue firme, mas com baixa liquidez

No mercado físico brasileiro, os preços permanecem relativamente sustentados, impulsionados pela oferta restrita e pela necessidade de recomposição de estoques. No entanto, o volume de negócios continua limitado, com compradores e vendedores afastados por diferenças nas expectativas de preço.

A consultoria destaca que a firmeza do milho está diretamente ligada à menor disponibilidade imediata e à demanda ativa, especialmente de setores como ração e bioenergia.

Custos elevados pressionam relações de troca

Um dos principais pontos de atenção segue sendo a relação de troca com fertilizantes, que continua desfavorável ao produtor. Os custos elevados dos insumos comprometem a rentabilidade e podem impactar decisões para a próxima safra.

Esse fator é considerado estratégico pela TF Agroeconômica, pois pode influenciar diretamente a área plantada e o potencial produtivo nos próximos ciclos.

Situação por estado: comercialização lenta e preços regionais
  • Rio Grande do Sul
    • A comercialização segue lenta e regionalizada, com compradores priorizando estoques próprios.
      • Preços: entre R$ 56,00 e R$ 62,00
      • Média estadual: R$ 57,55 por saca
      • Colheita: 86%, com ritmo irregular devido ao deslocamento de máquinas
  • Santa Catarina
    • O mercado permanece travado, com forte desalinhamento entre pedidas e ofertas.
      • Vendedores: cerca de R$ 75,00
      • Compradores: próximos de R$ 65,00
      • Colheita: 66,3%, em linha com a média histórica
  • Paraná
    • Liquidez reduzida e negociações pontuais.
      • Preços ao produtor: entre R$ 58,94 e R$ 65,03
      • Colheita da primeira safra: 80%
      • Segunda safra: afetada por condições climáticas em algumas regiões
  • Mato Grosso do Sul
    • O mercado apresenta recuperação após quedas recentes.
      • Preços: entre R$ 55,00 e R$ 57,00
      • Destaque: forte demanda do setor de bioenergia
      • Plantio da safrinha: 84%, com interferências climáticas
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Perspectiva: mercado segue sustentado, mas atento ao cenário externo

Apesar das quedas recentes em Chicago, o mercado brasileiro de milho segue sustentado por fundamentos internos, como oferta restrita e demanda consistente. No entanto, a volatilidade externa, os custos elevados e as incertezas regulatórias nos Estados Unidos continuam no radar dos agentes.

A tendência de curto prazo é de manutenção de um mercado equilibrado, com oscilações moderadas e negociações ainda travadas em diversas regiões do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Renegociação pode alcançar produtor que manteve contas em dia

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Produtores que sofreram perdas de safra, mas fizeram esforço para manter os pagamentos em dia, poderão ter acesso ampliado à renegociação de dívidas rurais. A mudança está no parecer apresentado nesta segunda-feira (28.09) pelo deputado Paulo Pimenta à Medida Provisória 1.376/2026. O texto também propõe incluir mais operações feitas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs), dívidas convertidas em empréstimos comuns e parcelas de investimentos que vencem até o fim deste ano.
As alterações ainda não estão aprovadas. O relator apresentou um projeto de lei de conversão à comissão mista responsável pela análise da medida provisória, sem data marcada para votar o parecer. Se passar pelo colegiado, o texto seguirá para os plenários da Câmara e do Senado. Até lá, as condições já previstas na medida provisória continuam valendo; a ampliação proposta no relatório depende da votação no Congresso.
A mudança para os produtores adimplentes corrige uma limitação da redação original. A medida provisória permite que parte deles contrate a linha de composição de dívidas, mas exige que a operação tenha sido renegociada ou prorrogada anteriormente. O parecer retira essa exigência: o produtor enquadrado nos demais critérios poderá solicitar a renegociação mesmo que tenha mantido o financiamento em dia sem uma prorrogação prévia.
O relator também propõe estender esse tratamento a parcelas de financiamentos de investimento, como os usados na compra de máquinas, equipamentos e estruturas da propriedade, com vencimento até dezembro de 2026. Hoje, a medida provisória impõe condições de inadimplência para enquadrar essas parcelas. Para quem enfrenta uma perda de receita, a diferença é poder reorganizar os pagamentos antes de deixar uma prestação vencer.
Outra mudança atinge as CPRs, instrumento amplamente usado no financiamento privado da produção. A medida provisória já contempla essas cédulas, mas sob condições restritas. O parecer busca permitir a renegociação de títulos emitidos em favor de bancos, cooperativas de produção e revendas de insumos. Inclui ainda CPRs em dia, que receberiam tratamento semelhante ao das operações de custeio, e propõe uma forma de quitar títulos em atraso mediante a emissão de nova cédula.
O relatório alcança também dívidas rurais que, em negociações anteriores, foram transformadas em empréstimos comuns, como operações formalizadas por Cédula de Crédito Bancário (CCB). Embora o dinheiro tenha sido usado para a atividade agropecuária, a mudança na forma do contrato pode retirar esses débitos do alcance das regras atuais. O parecer procura considerar a origem da dívida para definir seu enquadramento.
Foram incluídas ainda operações coletivas ou grupais do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e dívidas de capital de giro ligadas à atividade rural. O texto abre uma exceção para produtores que já renegociaram débitos pela Medida Provisória 1.314/2025 e sofreram uma nova perda, provocada por evento distinto e posterior ao que justificou a primeira renegociação.
O acesso não será automático. A medida provisória exige que o produtor ou a cooperativa comprove, por laudo de profissional habilitado, perdas em pelo menos duas safras entre 2019 e 2025, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada. As perdas podem decorrer de eventos climáticos ou da queda dos preços dos produtos financiados. O parecer também propõe atualizar de 31 de maio para 31 de agosto de 2026 a data usada para verificar a situação de inadimplência.
Permanecem no texto apresentado pelo relator as condições gerais de pagamento previstas na medida: prazo de até oito anos, com a primeira amortização do principal após dois anos, e juros anuais de 6% para agricultores familiares do Pronaf, 9% para produtores enquadrados no Pronamp e 12% para os demais. Nos casos mais graves definidos pela medida provisória, o prazo pode chegar a dez anos e as taxas caem para 5%, 8% e 11%, respectivamente. Os juros são pagos durante a carência.
A discussão ocorre no mesmo momento em que chega ao fim o prazo de decisão sobre o novo marco do seguro rural. As propostas atuam em momentos diferentes da vida financeira da propriedade: a apólice pode reduzir o impacto de uma perda futura, enquanto a renegociação procura reorganizar dívidas já contraídas. Para o produtor interessado nas novas hipóteses previstas no parecer, o passo decisivo agora é acompanhar a votação da comissão mista e o texto que eventualmente será aprovado pelo Congresso.

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Fonte: Pensar Agro

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