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Manejo biológico na soja impulsiona produtividade da safrinha de milho com mais nitrogênio

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Fixação foliar de nitrogênio beneficia culturas sucessivas

Produtores que adotam a sucessão soja-milho buscam garantir a disponibilidade de nitrogênio (N) para o desenvolvimento do milho safrinha, aumentando uniformidade e produtividade da lavoura. Pesquisas recentes mostram que o manejo da soja com o fixador foliar de nitrogênio Utrisha® N, da Corteva Biologicals, fornece entre 50 e 60 kg de N/ha à cultura e deixa cerca de 20 a 25 kg N/ha como resíduo disponível para o milho.

“O uso de Utrisha® N não apenas melhora a fixação de nitrogênio na soja, mas também beneficia o solo e as plantas que serão cultivadas na sequência. Isso resulta em maior vigor, uniformidade e potencial produtivo para a lavoura seguinte, aumentando a lucratividade do agricultor”, afirma João Boccia Chaves.

Nitrogênio biológico reduz necessidade de fertilizantes

De acordo com Chaves, a fixação biológica de nitrogênio da soja atende de 40% a 80% da demanda da planta, diminuindo a dependência de fertilizantes nitrogenados. No milho, em média, cada saco de grãos requer cerca de 1 kg de N, com aplicações tradicionais variando de 90 a 160 kg/ha. O “crédito de nitrogênio” herdado da soja, proveniente da decomposição da palhada e raízes, fornece um suplemento gradual do nutriente durante o ciclo do milho, sem aumento significativo de custos.

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Pesquisas confirmam incremento na produtividade

Diversos estudos realizados por consultorias e pela equipe agronômica da Corteva apontam ganhos expressivos na produção. Na soja, pesquisas em 12 lavouras comerciais registraram acréscimo médio de 3 sacas/ha e 54 kg N/ha. Em estudos conduzidos pelo Grupo Técnico Milho e Soja de Uberlândia, a aplicação de Utrisha® N resultou em incremento de 6 sacas/ha no milho e disponibilizou 25 kg N/ha no solo residual.

No milho, o uso do biológico elevou em média 7,5 sacas/ha a produtividade e aumentou 4,5% o Peso de Mil Grãos (PMG). Em 1.300 campos demonstrativos nas safras 2022 a 2025, o incremento médio registrado foi de 5,54 sacas/ha, comprovando o efeito positivo do manejo biológico na sucessão soja-milho.

Utrisha® N: tecnologia inovadora para fixação foliar

O fixador foliar Utrisha® N contém a bactéria única Methylobacterium symbioticum, que converte o nitrogênio do ar em amônio diretamente na folha, evitando perdas comuns na adubação convencional, como lixiviação, volatilização e desnitrificação. A tecnologia é compatível e complementar à Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN) realizada pelas raízes da soja, garantindo fornecimento contínuo do nutriente durante o ciclo da planta.

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Com a aplicação de Utrisha® N, a soja e o milho apresentam plantas mais vigorosas, solo mais nutrido e lavouras com maior potencial produtivo, consolidando o manejo biológico como uma ferramenta estratégica para o agronegócio sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

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Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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