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Governo do Acre trata revitalização de escolas rurais e indígenas como prioridade da gestão

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Ao proporcionar um ambiente mais adequado para o exercício do aprendizado, a realização de manutenções prediais, reformas e ampliações favorece diretamente a atividade educacional. Por isso, o governo do Acre, desde 2022, já investiu mais de R$ 53,5 milhões nessas ações, em 256 escolas rurais e indígenas, em todos os 22 municípios do estado.

Destaque-se que na Região Norte, sobretudo no Acre, o “custo Amazônia” faz das manutenções e revitalizações um verdadeiro desafio de logística, já que levar materiais e implementos às localidades mais remotas do estado requer um esforço que não pode ser calculado em planilhas.

Das 592 escolas da rede pública de ensino, que conta com 35.748 estudantes, 144 delas são indígenas, com 6.021 alunos, e outros 263 estabelecimentos são rurais, com 29.727 alunos. As intervenções beneficiam diretamente essas comunidades.

Manutenção predial já chegou a mais de 250 escolas rurais e indígenas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Realizadas pelo Departamento de Manutenção da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), as obras incluem pintura, substituição de barrotes, troca de telhas, adequação de banheiros, cercamento, instalação de pórticos de identificação e de caixas d’água, além de ações em sala de aula e outras.

“Investir na infraestrutura das escolas é garantir mais dignidade para as crianças, para os jovens e também para os profissionais da Educação que trabalham nessas comunidades”, diz Maísa Andrade, arquiteta do departamento. E completa: “As intervenções tornam o ambiente escolar mais seguro, acessível e acolhedor, proporcionando melhores condições para o desenvolvimento das atividades pedagógicas”.

Manutenção predial das escolas no Acre leva em conta o “custo Amazônia”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Nesta semana, sob a coordenação do engenheiro Gabriel Martins, o departamento realizou vistorias técnicas em diversos estabelecimentos localizados em Plácido de Castro, Capixaba, Epitaciolândia e Assis Brasil, que passam por intervenções da SEE.

“Estava precisando”

Das equipes gestoras, o que se ouve, quando se inicia e conclui intervenções de manutenção predial, é que o prédio “estava precisando”. Coordenadora administrativa da Escola Franklin Roosevelt, localizada em Plácido de Castro, Gilza Melo relata: “Fazia tempo que a gente precisava dessa pintura, da restauração da calçada, até porque a nossa escola fará 80 anos em outubro e é tudo muito antigo, embora a gente passe por manutenções periódicas”.

Coordenadora Gilza Melo diz que escola estava precisando da manutenção predial. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Também a coordenadora administrativa da Escola Argentina Pereira Feitosa, de Capixaba, Antônia Cruz, atesta os benefícios da ação. “Isso aqui é um sonho, a gente fica muito feliz com essa obra, está ajudando muito, porque desde 2013 a gente não passa por uma manutenção como essa, que inclui a pintura, o muro, que pela primeira vez está sendo reformado, além da calçada para o bicicletário e a cobertura para ampliar o refeitório. Por isso, a gente só tem a agradecer à equipe”, afirma.

E na Escola Brasil-Bolívia, em Epitaciolândia, a coordenadora administrativa Raimunda Dias é mais uma a opinar que a manutenção melhorou muito o padrão do estabelecimento.

Diretor Charles Martins: “É importante que o governo cuide do patrimônio público com responsabilidade”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“A Sala 7 estava com pintura velha, sem condições de funcionar, o teto estava caindo e, quando chovia, molhava dentro. Agora ficou muito melhor”, disse. A gestora conta que também que a cozinha era muito pequena, assim como a sala da diretoria. “Agora temos até banheiro com acessibilidade”, comemora.

Da Escola Íris Célia Cabanellas Zannini, em Assis Brasl, o diretor Charles Martins também ressalta a importância das intervenções no local, que atende mais de mil alunos, divididos entre os ensinos fundamental II, médio e a Educação de Jovens e Adultos (EJA), à noite. E aponta também o benefício da iniciativa para a cidadania e para as gerações futuras. “É importante que o governo cuide do patrimônio público com responsabilidade”, analisa.

Nova cara

As manutenções e revitalizações também são comemoradas pelos funcionários dos estabelecimentos, como Océlio Maciel, que é apoio administrativo na Escola Nova Esperança, localizada no km 17 do Ramal da Alcobrás, em Capixaba. O estabelecimento possui em torno de 180 alunos e foi inaugurada em julho de 2012.

Océlio Maciel diz que Escola Nova Esperança ganhou “nova cara”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Essas intervenções estão ajudando muito a nossa escola, estão dando uma nova cara e melhorando muito o ambiente para os nossos estudantes”, observa.

Outra servidora que comemora a manutenção predial é Edilania Martins, da Íris Célia Cabanellas: “A manutenção está ficando muito boa e vai melhorar muito o ambiente para os estudantes”.

Ambiente limpo

As intervenções de manutenção predial e de revitalização das escolas também são vistas como positivas pelos estudantes, a quem a reforma irá proporcionar um ambiente mais limpo e arejado para estudar e aprender.

Alunos da Escola Argentina Feitosa, em Capixaba, percebem que agora têm um ambiente melhor para estudar. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Vinicius de Oliveira, da 1ª série do ensino médio da Escola Argentina Feitosa, acredita que a manutenção “vai beneficiar muitos alunos”.

Outra aluna que está aprovando as intervenções é Andreia de Andrade. “A manutenção está trazendo uma imagem boa para a nossa escola, a pintura está ajudando bastante, tornando o ambiente mais limpo, o que ajuda na aprendizagem”, constata.

Unidos até no trabalho

O conjunto de obras também representa a geração de postos de trabalho e renda, que, quando envolve famílias, melhor ainda. É o caso de Elias Antônio Campos e Antônia Borges. Casados há 15 anos, há pelo menos dois realizam juntos a atividade de pintura nas escolas.

Atualmente, dedicam-se à Escola Brasil-Bolívia, em Epitaciolândia. “Ela é meu braço direito”, diz Elias. Antônia, por sua vez, destaca que é “muito satisfatório” trabalhar com o marido. Após a conclusão da tarefa que desenvolvem, seguirão juntos para uma empreitada na Escola Belo Porvir, também em Epitaciolândia.

Elias e Antônia: casal trabalha junto na pintura de escolas da rede pública. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Já Cleudo da Silva atua como pedreiro na Escola Franklin Roosevelt, em Plácido de Castro. Também trabalha com madeira e faz de tudo um pouco. “Que não nos falte serviço”, deseja.

Cleudo Souza: “Que não nos falte serviço”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Trabalhando como auxiliar de pedreiro na Escola Nova Esperança, localizada na zona rural de Capixaba, Luiz Carlos de Oliveira se mostra contente com a experiência: “Estou muito feliz e gostando de trabalhar aqui”.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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