AGRONEGÓCIO
Banco do Brasil celebra 30 anos do Pronaf e já alcança 2,5 milhões de agricultores familiares
AGRONEGÓCIO
Banco do Brasil consolida liderança no crédito à agricultura familiar
O Banco do Brasil completa 30 anos de atuação no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) com números que reforçam sua posição como principal agente financeiro do setor. Desde o início do programa, já foram desembolsados cerca de R$ 500 bilhões em crédito rural, beneficiando aproximadamente 2,5 milhões de famílias em todas as regiões do país.
Somente na atual safra, o banco liberou R$ 23 bilhões para agricultores familiares, fortalecendo a produção de alimentos, a geração de renda e o desenvolvimento sustentável no campo.
Pronaf impulsiona inclusão produtiva e desenvolvimento rural
O Pronaf é uma das principais políticas públicas de crédito rural do Brasil, voltada a agricultores familiares, pescadores artesanais, aquicultores, silvicultores, extrativistas e cooperativas. O programa tem papel central na inclusão produtiva e no fortalecimento das economias locais, ao oferecer condições diferenciadas de financiamento para diferentes perfis de produtores.
Ao longo das três décadas, o Banco do Brasil se consolidou como parceiro estratégico do programa, apoiando tanto atividades agropecuárias quanto não agropecuárias, com foco em produtividade, sustentabilidade e modernização do campo.
Crédito que transforma a realidade no campo
Segundo a instituição, os recursos do Pronaf têm sido fundamentais para viabilizar investimentos, ampliar a produção e garantir maior segurança financeira às famílias rurais.
O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt, destaca a importância estratégica do programa para o país:
“A agricultura familiar é estratégica para a segurança alimentar do país. É ela que coloca comida na mesa do brasileiro. Apoiar esses produtores, com crédito acessível, orientação técnica e soluções pensadas para a realidade do campo é mais do que uma prioridade: é um compromisso que renovamos todos os dias há 30 anos”, afirmou.
Principais linhas do Pronaf operadas pelo Banco do Brasil
O programa é estruturado em diferentes modalidades de crédito, voltadas às diversas realidades da agricultura familiar:
- Pronaf Custeio: Financia despesas da produção agrícola e não agrícola, como preparo do solo, plantio, colheita e criação de animais.
- Pronaf Investimento: Voltado à modernização e ampliação da estrutura produtiva, incluindo máquinas, irrigação, armazenagem e tecnologias sustentáveis.
- Pronaf Mais Alimentos: Focado no aumento da produtividade e na modernização das propriedades rurais familiares.
- Pronaf Agroindústria: Apoia o processamento e a comercialização da produção, agregando valor aos produtos da agricultura familiar.
- Pronaf Mulher e Pronaf Jovem: Incentivam a participação de mulheres e jovens no campo, promovendo sucessão rural e autonomia produtiva.
- Pronaf Floresta, Agroecologia e Bioeconomia: Direcionado a práticas sustentáveis, recuperação ambiental e sistemas de produção de baixo impacto.
- Pronaf Grupo B e programas especiais: Voltado a agricultores de baixa renda, incluindo povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, com foco em inclusão produtiva.
Acesso ao crédito e fortalecimento do campo
Para acessar o Pronaf, o agricultor precisa possuir Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) válido, atender aos critérios de renda e área estabelecidos e apresentar projeto técnico ou proposta de financiamento.
Após análise de crédito e aprovação, os recursos são liberados para execução conforme o projeto apresentado, com acompanhamento técnico e fiscalização.
Além do crédito, o Banco do Brasil também atua com soluções de assistência financeira, apoio à modernização produtiva e incentivo à sustentabilidade, ampliando o alcance das políticas públicas no meio rural.
30 anos de impacto no agronegócio brasileiro
Ao completar três décadas de participação no Pronaf, o Banco do Brasil reafirma seu papel estratégico no fortalecimento da agricultura familiar, segmento responsável por grande parte dos alimentos consumidos no país.
O avanço do programa reforça a importância do crédito rural como ferramenta de inclusão, desenvolvimento regional e segurança alimentar, consolidando a agricultura familiar como base estrutural do agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Monitoramento via satélite passa a ser exigência para exportações do agronegócio brasileiro
O agronegócio brasileiro encerrou 2025 com um resultado histórico nas exportações. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o setor alcançou US$ 169,2 bilhões em vendas externas, consolidando sua posição como um dos principais motores da economia nacional.
Entretanto, a manutenção desse desempenho em mercados estratégicos, especialmente na União Europeia, dependerá da capacidade das cadeias produtivas de se adequarem às novas exigências internacionais de rastreabilidade e sustentabilidade.
A partir de 30 de dezembro deste ano, entra em vigor para grandes operadores o Regulamento Antidesmatamento da União Europeia (EUDR), legislação que exigirá comprovação técnica de que produtos agrícolas comercializados no bloco não estão associados a áreas desmatadas.
Entre as cadeias mais impactadas estão as de soja e carne bovina, segmentos que possuem grande relevância na pauta exportadora brasileira e que contam com estruturas complexas de fornecimento.
Rastreabilidade digital será obrigatória
Segundo Diogo Bochnia Zuliani, professor do curso de Agronegócio da EAD UniCesumar, a nova regulamentação representa uma mudança significativa nos processos de fiscalização e validação da origem dos produtos.
Atualmente, a comprovação de conformidade é baseada em documentos como Cadastro Ambiental Rural (CAR), notas fiscais e auditorias presenciais. Com a nova norma, a validação passará a exigir evidências digitais associadas à localização exata das propriedades rurais.
“Exportadores de commodities como carne bovina e soja precisarão apresentar provas técnicas e georreferenciadas da origem de seus produtos. Sem uma rastreabilidade robusta, os produtos poderão ser classificados como de risco, comprometendo o acesso ao mercado europeu”, explica o especialista.
O novo modelo prevê o cruzamento de coordenadas geográficas das propriedades com imagens de satélite e bases de dados ambientais. Além disso, toda a movimentação da produção deverá manter um vínculo documental e digital contínuo desde a fazenda até a exportação.
“Na prática, a geolocalização da área produtiva será confrontada com mapas de cobertura florestal e imagens de monitoramento ambiental. A carga precisará manter uma trilha digital completa ao longo de toda a cadeia logística”, detalha Zuliani.
Brasil possui estrutura para atender às exigências
Apesar dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil possui condições técnicas para atender às novas demandas internacionais.
Um estudo realizado em maio de 2026 por universidades norte-americanas, por meio da ferramenta Fields of the World, demonstrou que sistemas de inteligência artificial foram capazes de identificar corretamente 97% das áreas agrícolas brasileiras utilizando dados espaciais e monitoramento remoto.
O resultado reforça a capacidade do país de implementar sistemas de rastreabilidade em larga escala, utilizando tecnologias já disponíveis no mercado.
Além do monitoramento via satélite, ferramentas de inteligência artificial, geoprocessamento e integração de bancos de dados têm ampliado a precisão das informações utilizadas para comprovação da origem da produção agropecuária.
Sustentabilidade se transforma em vantagem competitiva
Para grandes produtores e empresas exportadoras, o processo de adequação já está em andamento. No caso dos pequenos produtores, a implementação dependerá de maior suporte técnico, assistência especializada e atuação das cooperativas para organização das informações exigidas.
Segundo Zuliani, a principal função da tecnologia não é apenas atender às exigências regulatórias, mas proteger os produtores que atuam dentro da legalidade.
“O papel mais estratégico da tecnologia é separar o produtor regular daquele que insere na cadeia produtos de origem duvidosa. A rastreabilidade fortalece a transparência e protege quem produz de forma responsável”, afirma.
Na avaliação do especialista, a integração entre dados públicos, monitoramento ambiental e plataformas digitais pode transformar a sustentabilidade em um diferencial competitivo para o agronegócio brasileiro.
“A garantia de origem transforma a sustentabilidade em uma evidência verificável. Se o Brasil utilizar a integração de dados e o monitoramento ambiental como estratégia nacional, poderá demonstrar ao mercado internacional que produz em escala, com segurança jurídica e responsabilidade ambiental. Mais do que uma exigência regulatória, essa conformidade tende a se consolidar como uma vantagem competitiva para as exportações brasileiras”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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