RIO BRANCO
Search
Close this search box.

AGRONEGÓCIO

IGP-M volta a subir em março e reflete pressão do petróleo com tensões no Oriente Médio

Publicados

AGRONEGÓCIO

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,52% em março, após queda de 0,73% no mês anterior, conforme dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado veio em linha com as expectativas do mercado e reflete, entre outros fatores, a valorização do petróleo em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Apesar da elevação mensal, o indicador ainda acumula deflação de 1,83% nos últimos 12 meses.

Alta do IGP-M é impulsionada pelo atacado

O principal fator por trás da alta do índice foi o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% da composição do IGP-M. Em março, o IPA avançou 0,61%, revertendo a queda de 1,18% registrada em fevereiro.

Segundo o economista Matheus Dias, do FGV IBRE, o desempenho do IPA segue fortemente influenciado pelo setor agropecuário. Produtos como bovinos, ovos, leite, feijão e milho tiveram participação relevante na aceleração dos preços no atacado, refletindo movimentos típicos de oferta e demanda no campo.

Leia Também:  Erros em notas fiscais travam créditos de ICMS no agro e ampliam prejuízos financeiros no campo
Petróleo influencia preços com cenário internacional

Outro destaque no período foi a mudança no comportamento dos preços dos derivados de petróleo. O subgrupo de Produtos Derivados do Petróleo no IPA-M passou de uma queda de 4,63% em fevereiro para uma alta de 1,16% em março.

Esse movimento está diretamente ligado ao aumento das incertezas sobre a oferta global da commodity. A intensificação das tensões geopolíticas envolvendo países como Israel, Estados Unidos e Irã elevou a percepção de risco no mercado internacional, pressionando as cotações do petróleo e impactando os custos ao longo da cadeia produtiva.

Inflação ao consumidor permanece estável

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-M, registrou alta de 0,30% em março, repetindo o mesmo resultado observado em fevereiro.

O dado indica estabilidade no ritmo da inflação percebida pelas famílias, mesmo diante das pressões observadas no atacado.

Construção civil mantém leve alta

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do índice geral, avançou 0,36% em março, ligeiramente acima da alta de 0,34% registrada no mês anterior.

Leia Também:  Czarnikow eleva superávit global de açúcar para 7,4 milhões de toneladas na safra 2025/26

O resultado aponta continuidade da pressão moderada nos custos da construção civil.

Como é calculado o IGP-M

O IGP-M é composto pela variação de preços em três segmentos da economia: produção (IPA), consumo (IPC) e construção civil (INCC). A coleta de dados ocorre entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O indicador é amplamente utilizado como referência para reajustes de contratos, especialmente de aluguéis e tarifas, sendo um dos principais termômetros da inflação no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

Publicados

em

Por

As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

Leia Também:  Gestão, inovação e liderança pautam debates na 36ª Abertura da Colheita do Arroz e Grãos
Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

Leia Também:  Brasil reduz perdas florestais em 42% em 2025 e lidera queda global, aponta Global Forest Watch
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

RIO BRANCO

ACRE

POLÍCIA

FAMOSOS

MAIS LIDAS DA SEMANA