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Governo entrega escola-modelo na Terra Indígena Nukini no Rio Moa, em Mâncio Lima 

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No fim de 2021 o governador Gladson Camelí fez uma visita à Aldeia Recanto Verde, na Terra Indígena (TI) Nukini, às margens do Rio Moa, em Mâncio Lima. Na ocasião, as educadoras da comunidade pediram ao governador uma nova escola. O gestor garantiu que mandaria construir um espaço moderno, para que as crianças indígenas tivessem conforto para estudar.

Neste domingo, 29, o novo prédio da Escola Estadual Pedro Antônio de Oliveira foi entregue para o Povo Nukini. Construída em parceria com a prefeitura de Mâncio Lima, as instalações são consideradas modelo para os padrões pedagógicos. Poço artesiano, água tratada, climatização, salas amplas, laboratório de informática, placas solares, internet, cozinha e uma arquitetura que garante a ventilação interna do espaço.

Novo prédio da Escola Estadual Pedro Antônio de Oliveira foi entregue para o Povo Nukini. Foto: Diego Silva/Secom

No estabelecimento irão funcionar turmas desde o pré-escolar, passando pelo ensino infantil e o fundamental, até o médio. A unidade irá atender também, além de todas as aldeias da TI, os alunos da comunidade Nawa, ribeirinhos e filhos de produtores rurais da região da Serra do Moa.

A inauguração da nova escola foi uma grande festa para a comunidade, com danças, cantos e diversas manifestações da cultura Nukini. Muito mais que uma escola, o novo espaço de educação indígena será um lugar para reuniões comunitárias, práticas esportivas e aprendizado de sistemas sustentáveis ecológicos para minimizar os efeitos do aquecimento global.

Inauguração da nova escola foi uma grande festa para a comunidade. Foto: Diego Silva/Secom

O secretário de Estado de Educação Aberson Carvalho, representando o governador Gladson, comemorou: “Essa escola no extremo ocidental do país, na região da Serra do Divisor, mostra o propósito do governo em investir em educação, que é a principal agenda do governador. Temos a consciência de que ainda há muito a fazer. Mas estamos realizando o propósito de garantir uma educação descentralizada, com escolas de qualidade em todo o nosso estado”.

Aberson destacou ainda a importância da parceria com a Prefeitura de Mâncio Lima para realizar o projeto, que recebeu todos os recursos do Estado e a responsabilidade da obra da gestão municipal.

“Esse trabalho integrado entre o governo e a prefeitura foi uma soma de esforços, que resultou numa escola indígena modelo, pois não existe outra do mesmo padrão no estado. Mas quero registrar que não é apenas em Mâncio Lima. Só em 2025, tivemos 42 escolas indígenas reformadas, construídas e adaptadas, de um total de 168 que temos na nossa rede de educação pública. Isso mostra o nosso compromisso com os povos tradicionais”, salientou.

Prefeito Zé Luiz afirmou que nova escola é um sonho realizado para educadores, alunos e moradores da comunidade. Foto: Diego Silva/Secom

O prefeito de Mâncio Lima, Zé Luiz, afirmou que a nova escola é um sonho realizado para educadores, alunos e moradores da comunidade Nukini. “Esse também é um sonho do nosso governador Gladson Camelí, que atendeu o pedido da comunidade. É um dos maiores investimentos feitos pelo governo em parceria com a prefeitura na região do Rio Moa. O resultado é um ensino de qualidade, num ambiente confortável, para os profissionais da educação realizarem os seus trabalhos, e propício, para o aprendizado dos alunos”, ressaltou o gestor.

Deputado Zezinho Barbary representou a bancada federal do Estado. Foto: Diego Silva/Secom

O deputado federal Zezinho Barbary, que representou a bancada federal do estado, destacou que a valorização dos povos indígenas é essencial para o desenvolvimento do Acre. E completou: “Como parlamentares, temos feito parcerias com o governo e as prefeituras, direcionando recursos para que investimentos necessários cheguem aos povos indígenas e ribeirinhos. Como deputado eleito pelo Juruá e já tendo sido prefeito de Porto Walter, sei das dificuldades das prefeituras para dar a assistência para aqueles que mais precisam, como diz o nosso governador”.

O presidente da Assembleia Legislativa (Aleac), deputado Nicolau Júnior, também participou do evento na Terra Indígena Nukini. “Tenho acompanhado ordens de serviço e inaugurações de obras no estado, tudo em parcerias do governo com as prefeituras. E como presidente da Aleac, é a nossa obrigação acompanhar e fiscalizar. Então é uma satisfação ver uma escola indígena modelo e saber que o governador Gladson cumpriu mais uma das suas promessas”, salientou.

As vozes da Aldeia Nukini

“Privilégio a nossa terra indígena ter uma escola nesse padrão”, diz diretor Alixandre Nukini. Foto: Diego Silva/Secom

O diretor da Escola Estadual Pedro Antônio de Oliveira, Alixandre Nukini, afirmou que o momento é de gratidão. “Essa escola vai valorizar os conhecimentos do nosso povo e garantir um futuro promissor para as nossas crianças e jovens, com uma educação de qualidade. Esse é um sonho realizado, também de muitos professores e professoras que estão aqui só em memória. É um privilégio a nossa terra indígena ter uma escola nesse padrão, que ainda vai atender outros 200 alunos do nosso entorno”, disse.

Xitin Nukini é cacique da Aldeia Recanto Verde. Foto: Diego Silva/Secom

Xitin Nukini, cacique da Aldeia Recanto Verde e um dos articuladores da visita do governador Gladson Cameli à TI Nukini em 2021, celebrou a realização de uma promessa que vai beneficiar o seu povo.

“Esse é uma conquista do nosso povo, que teve início em 2021, com a inauguração do Centro Cultural e Espiritual Tartapawan, com a presença do governador. Ele participou da nossa cerimônia e dormiu uma noite na aldeia. No dia seguinte, numa reunião com os nossos educadores, prometeu uma escola nova para a comunidade, que hoje estamos inaugurando com muita gratidão”, lembrou.

Cacique-geral Paulo Almeida. Foto: Diego Silva/Secom

O cacique-geral Paulo Almeida ressaltou que o novo espaço educacional irá fortalecer as aldeias do Povo Nukini: “Esse é um lugar de ensino que vai agregar os moradores de toda essa região do Alto Rio Moa, em torno do propósito de valorização da cultura indígena. Sabemos que gestões públicas bem trabalhadas têm um retorno na forma de benefícios para a população do estado”.

Fonte: Governo AC

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No Dia Mundial de Combate à Insegurança Alimentar, conheça as ações do governo do Acre para garantir alimentação às pessoas

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O governo do Acre tem intensificado o combate à fome e à promoção da segurança alimentar e nutricional. Neste Dia Mundial de Combate à Insegurança Alimentar, celebrado em 7 de junho, o Estado destaca as principais iniciativas desenvolvidas para garantir alimentação de qualidade à população acreana.

Esse trabalho é feito por diversas secretarias estaduais num trabalho integrado, com destaque para a atuação da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), por meio do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Depsan).

“Temos atuado de forma permanente na agenda de combate à fome e promoção da alimentação saudável. Nosso objetivo é fortalecer as políticas públicas nos 22 municípios, garantindo comida de verdade para quem mais precisa. Combater a fome é o ponto de partida para assegurar qualidade de vida e dignidade à população acreana”, afirma a governadora Mailza Assis.

Governadora: “As cozinhas solidárias garantem mais do que comida. Elas garantem tranquilidade. Garantem que essas famílias não precisem se preocupar com a próxima refeição, que tenham segurança e dignidade no dia a dia”. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Cozinhas Solidárias ampliam acesso à alimentação

Entre as iniciativas apoiadas pelo governo estadual estão as duas Cozinhas Solidárias Marielle Franco, localizadas nos bairros Defesa Civil, da Paz e Ocupação Mutambo, no Eldorado, todas em Rio Branco.

A SEASDH  firmou um termo de fomento de R$ 156 mil para apoiar a manutenção e custeio incluindo a produção e distribuição de refeições para famílias em situação de vulnerabilidade.

Além do repasse financeiro, o Estado também investiu mais de R$ 70 mil em infraestrutura e equipamentos para fortalecer o funcionamento das cozinhas e ampliar sua capacidade de atendimento.  

Atualmente, as duas unidades produzem aproximadamente 500 refeições por dia, de segunda a sexta-feira, totalizando cerca de 10 mil refeições por mês.

Espaços se destaca pela entrega de mais de 500 refeições diárias gratuitas para famílias em situação de insegurança alimentar. Foto: Felipe Freire/Secom

As cozinhas representam uma importante parceria entre o poder público e a sociedade civil organizada, sendo reconhecidas como uma tecnologia social eficiente no enfrentamento da fome e na promoção da alimentação saudável.

“O combate à fome e à insegurança alimentar é uma das prioridades do governo do Acre. Sob a liderança da governadora Mailza Assis, temos fortalecido uma rede de ações que vai desde o apoio à agricultura familiar e à produção de alimentos até a garantia de refeições para famílias em situação de vulnerabilidade. Estamos ampliando a adesão dos municípios ao Sisan, fortalecendo as cozinhas solidárias, incentivando a implantação de hortas comunitárias e levando políticas públicas até as localidades mais distantes do estado. Nosso compromisso é assegurar que a população acreana tenha acesso a uma alimentação adequada, saudável e digna, promovendo inclusão social e cidadania”, destaca o titular da SEASDH, João Paulo Silva.

Programa de Aquisição de Alimentos fortalece agricultores e beneficia famílias

Executado pela Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma das principais ferramentas de combate à fome no Acre. Presente nos 22 municípios, o programa já destinou mais de R$ 11,27 milhões para a compra de alimentos produzidos por agricultores familiares e indígenas, beneficiando quase 2 mil produtores rurais.

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Os produtos adquiridos são distribuídos para hospitais, unidades socioassistenciais, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Atenção Psicossocial (Caps), escolas indígenas e instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade.

Números do PAA no Acre

  • Mais de R$ 11,27 milhões investidos na compra e distribuição de alimentos da agricultura familiar e indígena;
  • Quase 2 mil produtores rurais e indígenas beneficiados;
  • Atuação nos 22 municípios acreanos, incluindo áreas rurais, ribeirinhas e terras indígenas;
  • Atendimento a uma ampla rede de instituições socioassistenciais e de saúde;
  • No PAA Indígena, 141 agricultores de 19 aldeias da Terra Indígena Mamoadate, em Assis Brasil, foram cadastrados e beneficiados pelo programa.

Fortalecimento do Sisan e apoio aos municípios

Uma das principais estratégias do governo estadual tem sido o fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), ampliando a adesão dos municípios acreanos e fortalecendo a articulação entre Estado e prefeituras para a implementação de políticas permanentes de enfrentamento à insegurança alimentar.

Como parte desse processo, a SEASDH realizou uma ação inédita nos municípios de difícil acesso. Pela primeira vez, uma equipe da secretaria percorreu Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Jordão e Santa Rosa do Purus para dialogar diretamente com gestores municipais e lideranças locais sobre a ampliação das políticas de segurança alimentar.

Durante as visitas, foram iniciadas as tratativas para formalização de convênios que garantirão o repasse de R$ 200 mil a cada município para implantação de hortas e cozinhas comunitárias. A iniciativa busca ampliar o acesso da população a alimentos saudáveis e fortalecer a produção local, especialmente em regiões que enfrentam desafios logísticos mais complexos.

Mâncio Lima foi um um dos municípios que sinalizou adesão ao convênio de R$ 200 mil e reforça compromisso conjunto com as políticas de segurança alimentar lideradas pelo governo do Estado. Evandro Ibernon/Ascom Pref. de Mâncio Lima

Pela proposta, o Estado ficará responsável pelo repasse dos recursos e pela disponibilização dos kits e equipamentos necessários para a execução dos projetos. Já os municípios responderão pela gestão, manutenção dos espaços e operacionalização das ações.

Paralelamente, a SEASDH tem intensificado o apoio técnico às prefeituras na estruturação de conselhos, câmaras intersetoriais e demais instrumentos de gestão voltados à segurança alimentar e nutricional.

Programa Prato Extra reforça a alimentação escolar

Por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), o governo desenvolve o Programa Prato Extra, iniciativa que fortalece a alimentação escolar e contribui para a permanência dos estudantes na rede pública de ensino.

A ação beneficia diariamente mais de 130 mil estudantes da rede estadual, distribuídos em cerca de 610 escolas nos 22 municípios acreanos. As refeições são planejadas por nutricionistas e adaptadas às necessidades de cada faixa etária.

Nas escolas de ensino regular são ofertadas duas refeições por dia. Já nas unidades de tempo integral, os alunos recebem três refeições diárias, fortalecendo o aprendizado, o desenvolvimento nutricional e a permanência na escola.

Banco de Leite Humano salva vidas e fortalece a nutrição infantil

Outra importante frente de atuação é desenvolvida pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), por meio do Banco de Leite Humano, responsável pela coleta, processamento, controle de qualidade e distribuição de leite materno para recém-nascidos internados em unidades neonatais.

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O serviço é fundamental para garantir a alimentação adequada de bebês prematuros e de baixo peso, contribuindo para a redução da mortalidade infantil e para o desenvolvimento saudável das crianças.

Somente em 2025, o Banco de Leite Humano da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, coletou 568 litros de leite materno. Desse total, 245 litros foram pasteurizados e 516 litros distribuídos para bebês internados na própria maternidade e no Hospital Santa Juliana.

Além da coleta e distribuição, a equipe realiza visitas domiciliares, captação de doadoras, orientação sobre amamentação e acompanhamento das mães lactantes.

Em 2025, o Acre também recebeu R$ 360 mil em investimentos federais para qualificação dos bancos de leite de Rio Branco e Cruzeiro do Sul, ampliando a capacidade de coleta, processamento, armazenamento e distribuição do leite humano.

Outras ações de combate à fome

Fortalecimento da Caisan

O governo estadual reativou e fortaleceu a Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), ampliando a articulação entre diferentes órgãos públicos para o planejamento e execução de políticas integradas.

Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional

O Acre iniciou a construção do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Pesan), instrumento estratégico para orientar ações de combate à fome, identificar territórios prioritários e integrar políticas públicas voltadas às populações mais vulneráveis.

Adesão ao Protocolo Brasil Sem Fome

O Estado aderiu ao Protocolo Brasil Sem Fome, iniciativa que amplia o suporte técnico aos municípios e fortalece o acesso a programas e recursos federais.

Cooperação técnica com municípios

A SEASDH tem promovido agendas de assessoramento e capacitação junto às prefeituras para implantação e fortalecimento dos conselhos municipais de segurança alimentar, elaboração de políticas locais e adesão ao Sisan.

Incentivo às hortas comunitárias

Além da distribuição de refeições, o governo incentiva a produção de hortaliças e alimentos em comunidades, fortalecendo a alimentação saudável e a autonomia das famílias beneficiadas.

Assistência em situações de emergência

Durante enchentes e alagações, o Estado coordena campanhas de arrecadação e distribuição de alimentos, água e itens essenciais para famílias atingidas.

Ampliação da rede de equipamentos públicos

Entre as metas do governo estão a implantação de restaurantes populares, a expansão das cozinhas comunitárias e o fortalecimento da rede de equipamentos públicos voltados à garantia do direito humano à alimentação adequada.

Com ações que vão da produção rural à alimentação escolar, passando pela assistência social e pela saúde, o governo do Acre consolida uma rede de proteção voltada à promoção da segurança alimentar e nutricional, contribuindo para a redução da fome e das desigualdades em todo o estado.

Fonte: Governo AC

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