AGRONEGÓCIO
Reforma tributária preserva competitividade do agro e garante benefícios para produtores e exportações
AGRONEGÓCIO
A reforma tributária traz mudanças significativas, mas incorpora mecanismos essenciais para manter a competitividade do agronegócio brasileiro, beneficiando produtores rurais, cooperativas e toda a cadeia produtiva.
Cesta Básica Nacional com alíquota zero
Um dos avanços mais importantes é a criação da Cesta Básica Nacional, que garante alíquota zero para alimentos essenciais, como arroz, café, milho e carnes. A medida reduz o custo final para o consumidor e protege produtos estratégicos da carga tributária.
Redução de tributos para insumos e produtos agropecuários
Além da cesta básica, diversos produtos agropecuários e insumos passam a ter redução de 60% nas alíquotas do IBS e da CBS, aliviando a carga tributária em etapas críticas da produção e favorecendo a competitividade dos produtores.
Exportações continuam imunes aos novos tributos
A reforma mantém a isenção de impostos sobre exportações, garantindo que o setor, responsável por quase metade das vendas externas do Brasil, continue competitivo no mercado internacional. A medida protege a margem do produtor e incentiva a expansão das vendas externas.
Não cumulatividade fortalece a cadeia produtiva
Outro ponto estratégico é a não cumulatividade plena dos impostos, permitindo o aproveitamento integral de créditos ao longo da cadeia produtiva. Essa medida reduz distorções, evita acúmulo de tributos entre etapas e diminui os custos para o produtor.
Isenções específicas para máquinas e implementos agrícolas
A reforma prevê isenções direcionadas, como a não incidência de imposto sobre a importação de máquinas e implementos agrícolas para produtores de menor porte, além da exclusão de IPVA para máquinas agrícolas. Essas medidas reforçam o papel estratégico do agronegócio na economia brasileira.
Impacto na competitividade do agronegócio
Segundo especialistas, a reforma fortalece o setor ao reduzir custos, simplificar a tributação e garantir condições mais justas para produtores e cooperativas. Com isso, o agronegócio brasileiro mantém sua capacidade de competir no mercado interno e externo, preservando a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra
Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.
O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.
O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.
A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.
No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.
Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.
No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.
O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.
Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.
A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.
Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.
Fonte: Pensar Agro
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