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Café inicia semana em leve alta, mas mercado segue cauteloso com foco na safra brasileira

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Abertura positiva em Nova York marca início da semana

O mercado de café arábica começou a segunda-feira (6) com leve recuperação na ICE Futures U.S., após as recentes quedas. O movimento é considerado técnico e ocorre em um ambiente ainda marcado por cautela entre os produtores brasileiros neste início de abril.

Cotações apresentam avanço moderado

Os principais contratos futuros registraram alta na abertura:

  • Maio/26: 296,90 centavos de dólar por libra-peso (+150 pontos)
  • Julho/26: 290,75 centavos/lb (+135 pontos)
  • Setembro/26: 277,90 centavos/lb (+125 pontos)
  • Dezembro/26: 268,20 centavos/lb (+165 pontos)

Apesar do desempenho positivo, os ganhos ainda são limitados e refletem um mercado que segue operando dentro de uma faixa de oscilação.

Mercado equilibra pressão de oferta e ajustes técnicos

O cenário atual mostra um equilíbrio entre fatores de pressão e sustentação dos preços. A expectativa de uma safra maior no Brasil continua limitando movimentos mais consistentes de alta.

Por outro lado, ajustes técnicos e cobertura de posições por parte dos investidores contribuem para a leve recuperação observada neste início de semana.

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Colheita se aproxima e aumenta cautela no campo

No Brasil, o produtor já sente a proximidade da colheita, especialmente do conilon, enquanto o arábica entra na fase final de maturação.

Esse período costuma ser marcado por maior cautela nas negociações, com decisões de venda sendo tomadas de forma estratégica diante das incertezas do mercado.

Feriado em Londres reduz referência global

Nesta segunda-feira, o mercado opera apenas com base nas negociações de Nova York. A ICE Futures Europe, responsável pelos contratos de café robusta, permanece fechada devido ao feriado de Easter Monday.

As negociações no mercado europeu devem ser retomadas normalmente na terça-feira, 7 de abril.

Produtor segue atento a clima, safra e câmbio

Mesmo com a leve valorização na abertura, o mercado ainda não demonstra força suficiente para uma recuperação consistente. O ritmo de negócios segue mais travado e dependente de fatores como condições climáticas, desenvolvimento da safra brasileira e oscilações do câmbio.

Diante desse cenário, o produtor rural deve manter atenção redobrada aos desdobramentos do mercado nos próximos dias.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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