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Há 35 anos como ambulante, Fábio Luiz de Oliveira mantém tradição no Arraial Cultural
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A Feira de Economia Solidária, realizada durante o Arraial Cultural 2026, reúne empreendedores que atuam há décadas no comércio ambulante e destacam o evento como fonte de renda e espaço de convivência. Entre os relatos, participantes detalham trajetórias de mais de 30 anos de trabalho, mudanças de local ao longo do tempo e a participação contínua em todas as edições.
Um dos vendedores entrevistados é o senhor Fabio Luiz de Oliveira, que trabalha como ambulante há 35 anos e comercializa seus produtos em diferentes locais, além do ponto no Tucumã. Segundo ele, a participação no Arraial é positiva.
“Para mim é muito gostoso, é muito bom. A renda ajuda muito. A gente ama o que faz”, disse.
O comerciante também relata que participa do arraial todos os anos e que nunca deixou de comparecer em nenhuma edição.
Ele afirma ainda que já passou por diferentes espaços ao longo da história do evento e cita locais como Juventus e Teatrão. O vendedor destaca que trabalha com doces, especialmente morango e maçã.
Fábio Luiz de Oliveira atua há 35 anos como ambulante e mantém tradição familiar no Arraial Cultural. Foto: Isabelle de Oliveira/SeteMas o trabalho não começou recentemente. Fábio conta que iniciou na atividade por meio de sua mãe, que, por sua vez, começou a partir de seu irmão. A tradição, segundo ele, vem sendo passada de geração em geração.
Sobre a trajetória no Arraial, ele acrescenta: “O Arraial marcou muito nossa vida. Moro aqui há muitos anos, construí minha família e minha estrutura através desse trabalho. Não tenho o que reclamar, só tenho a agradecer. O Arraial é muito bom e acolhe todo mundo”, relata Fábio.
Anita Festa Oliveira, mãe de Fábio, relata que iniciou sua atuação no evento nos anos 1990, trabalhando com balão a gás, algodão doce e pipoca. Ela afirma ter sido uma das primeiras a comercializar pipoca colorida na praça e diz que, atualmente, outras pessoas também vendem o produto.
Anita conta que construiu sua vida por meio do trabalho no Arraial e destaca que criou os filhos a partir da renda obtida nas atividades. Ela conta ainda sobre a perda do marido, mas afirma que continuou trabalhando no mesmo espaço.
Ao comentar o significado do evento, Anitta destaca a importância da renda gerada no período e o convívio entre os trabalhadores. “É muito bom. A equipe trata a gente muito bem, valoriza os pioneiros e os ambulantes. A festa é nota 10”, afirmou.
Ela acrescenta que o período é essencial para o sustento dos participantes e para criar conexões com outras pessoas que passam pelo evento.
Fonte: Governo AC
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Governo do Acre promove palestras e cursos de capacitação em Tarauacá
O governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher) e da Prefeitura de Tarauacá, deu início nesta terça-feira, 23, a uma série de ações voltadas ao enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, à promoção da saúde emocional e ao fomento ao empreendedorismo feminino, no município de Tarauacá.
Equipe da Semulher percorreu escolas da rede pública de Tarauacá no primeiro dia de atividades da programação semanal. Foto: Danniely Silva/SemulherNo primeiro dia de ação, a equipe técnica da Semulher realizou as palestras ‘O silêncio mata, peça ajuda!’ e ‘Papo de Homem’, abordando temas relacionados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. As atividades promoveram reflexões sobre a importância da denúncia, os impactos do silêncio diante de situações de violência e a construção de relações baseadas no respeito e na igualdade, alcançando cerca de 270 estudantes da rede pública de ensino nas escolas Djalma da Cunha Batista, Plácido de Castro e José Augusto de Araújo, que também atende alunos do Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Ao final das atividades, a equipe da Semulher realizou a entrega de kits pedagógicos com materiais para orientar as equipes no trabalho contínuo com os temas abordados nas palestras. Entre os materiais distribuídos está a cartilha “Proteger, escutar e acolher: prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes”, além de outros recursos didáticos sobre violência doméstica e familiar. A iniciativa busca garantir que o debate iniciado pelas palestras tenha continuidade dentro de cada instituição de ensino.
Kits pedagógicos com cartilhas foram entregues às escolas para dar continuidade ao trabalho com os temas abordados nas palestras. Foto: Danniely Silva/SemulherPara o estudante Erivelton da Costa,16 anos, a atividade proporcionou uma nova perspectiva sobre o papel dos homens nas relações e na construção de uma sociedade mais respeitosa. “Eu achei uma palestra bem interessante e não deve ser passada apenas em nossa escola, mas em outras escolas de Tarauacá também. É uma experiência, porque a gente pode adquirir conhecimento de não agir com violência e sim de forma certa como homem”, afirmou.
Erivelton da Costa e Elizandra Fontenele participaram das palestras da Semulher em Tarauacá. Foto: Danniely Silva/SemulherJá a estudante Elizandra Fontenele, 17, contou que as palestras foram importantes para ampliar seu entendimento sobre situações de violência e a ajudaram a reconhecer experiências que já haviam ocorrido em seu ambiente familiar, mas que ela ainda não conseguia compreender com clareza.
“A maioria das coisas eu não sabia identificar ainda, então foi uma experiência boa para mim, porque eu consegui identificar e entender coisas que já aconteceram na minha família que eu não sabia, mas agora a palestra me ajudou a perceber”, relatou.
Além das palestras nas escolas, a programação do primeiro dia também marcou o início do Curso de Customização de Panos de Prato e Sandálias, realizado na Escola Estadual de Ensino Médio João Ribeiro. A capacitação é oferecida gratuitamente pela Semulher e tem como objetivo estimular a geração de renda, o empreendedorismo e a autonomia econômica das mulheres do município.
Curso de Customização de Panos de Prato e Sandálias teve início na Escola João Ribeiro. Foto: Danniely Silva/SemulherAs ações da Semulher em Tarauacá seguem ao longo da semana com uma programação diversificada, voltada ao acolhimento e atendimento de mulheres em situação de vulnerabilidade, à conscientização para a prevenção da violência e à promoção da autonomia financeira, por meio de iniciativas de qualificação e incentivo ao empreendedorismo feminino. A programação integra as políticas públicas do governo do Acre voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, à ampliação do acesso à informação e à garantia de direitos para as mulheres acreanas.
Fonte: Governo AC
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