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Conab atualiza lista do Pronaf com novos produtos e descontos de até 58% nas parcelas em abril

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou a nova lista de produtos contemplados com descontos nas parcelas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) para o mês de abril. A atualização foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (7) e considera os preços praticados em março de 2026.

Entre as novidades, passam a integrar a relação a juta produzida no estado do Amazonas e a uva cultivada em Santa Catarina, ampliando o alcance do benefício para diferentes cadeias produtivas da agricultura familiar.

Descontos elevados se destacam em diversas regiões

O levantamento mensal aponta percentuais expressivos de abatimento em diferentes estados. Entre os maiores índices registrados estão o feijão-caupi no Amapá, com 57,90%, a manga na Bahia, com 58,21%, o alho no Rio Grande do Sul, com 55,81%, a raiz de mandioca no Espírito Santo, com 55,15%, e a cebola também no Rio Grande do Sul, com 50,00%.

Os números refletem cenários em que os preços de mercado ficaram abaixo dos níveis de garantia estabelecidos pelo governo.

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Outros produtos também apresentam reduções relevantes

Além dos principais destaques, outros itens registraram descontos importantes nas parcelas do Pronaf. É o caso da laranja no Pará, com 49,79%, da laranja em Sergipe, com 48,70%, do feijão-caupi no Tocantins, também com 48,70%, e do mel de abelha no Rio Grande do Sul, com 41,29%.

Os abatimentos acompanham a variação dos preços regionais, contribuindo para a manutenção da renda dos produtores.

Mudanças em relação ao mês anterior

Na comparação com março, o tomate deixou de integrar a lista de produtos contemplados. Para os demais itens, houve alterações nas unidades da federação atendidas, conforme a dinâmica dos preços observados nos mercados locais.

Como funciona o mecanismo de desconto

O benefício é aplicado quando o valor recebido pelo produtor fica abaixo do preço de garantia. Nesses casos, ocorre a concessão de desconto nas parcelas do financiamento, permitindo a recomposição parcial da renda e a cobertura dos custos de produção.

A Conab é responsável pelo levantamento mensal dos preços, que servem de base para o cálculo dos percentuais. Os dados são posteriormente validados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da publicação de portaria oficial.

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Vigência dos novos percentuais

Os novos índices passam a valer a partir do dia 10 de abril e seguem vigentes até 9 de maio. A Portaria SAF/MDA nº 358 reúne a lista completa de produtos beneficiados, as unidades da federação contempladas e os respectivos percentuais de desconto no período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Frete agrícola segue pressionado por diesel caro e custos logísticos elevados, aponta Conab

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Os custos operacionais do transporte agropecuário continuam sustentando os preços dos fretes em níveis elevados no Brasil. A avaliação consta na edição mais recente do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta o diesel e outros insumos da cadeia logística como os principais fatores de pressão sobre os valores cobrados nas principais rotas de escoamento da produção agrícola.

De acordo com a estatal, embora algumas regiões tenham registrado acomodação dos preços entre março e abril, os fretes permanecem acima dos patamares observados no mesmo período do ano passado, refletindo o impacto dos custos operacionais e da forte movimentação de cargas durante a safra.

Diesel continua sendo o principal fator de sustentação dos fretes

Segundo o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, o comportamento dos fretes varia de acordo com o estágio da colheita e o fluxo de comercialização dos produtos agrícolas. No entanto, o combustível segue sendo o principal componente na formação dos custos do transporte.

Mesmo com medidas adotadas pelo Governo Federal para reduzir os impactos da alta internacional do petróleo, como a isenção de tributos federais sobre o diesel e ações para reforçar a oferta do combustível, os custos ainda permanecem elevados em comparação ao ano anterior.

A situação limita quedas mais expressivas nos preços do frete, mesmo em momentos de menor pressão logística.

Mato Grosso mantém fretes elevados com forte demanda de exportação

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, o mercado de transporte rodoviário apresentou estabilidade nas cotações ao longo do último mês.

Apesar da acomodação observada após o pico da colheita da soja, o elevado volume de produção e a continuidade dos embarques destinados ao mercado externo mantiveram uma demanda consistente por caminhões, sustentando os preços em níveis considerados altos para o período.

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Cenário semelhante foi registrado em Mato Grosso do Sul, onde o ritmo das exportações continua impulsionando a movimentação logística e preservando os valores praticados nos principais corredores de escoamento.

Goiás registra queda mensal, mas fretes seguem acima de 2025

Em Goiás, a tendência de curto prazo aponta para redução dos preços em algumas rotas de transporte de grãos.

Entretanto, o custo do combustível no estado permanece cerca de 15% superior ao registrado em abril de 2025, fator que mantém os fretes em patamares elevados quando comparados ao ano passado.

A diferença evidencia como o aumento dos custos operacionais continua influenciando diretamente a rentabilidade do transporte agrícola.

Distrito Federal e Paraná enfrentam pressão logística

No Distrito Federal, a Conab identificou aumento nos preços em todas as rotas analisadas.

Embora a colheita da soja perca intensidade ao longo de abril, a demanda por transporte ainda permanece elevada, mantendo pressão sobre os valores dos fretes.

No Paraná, o mercado registrou oscilações pontuais em relação ao mês anterior. A estatal destaca que fatores externos, incluindo instabilidades geopolíticas globais, seguem influenciando os custos logísticos e o comportamento do setor.

Nordeste apresenta cenários distintos entre os estados

Na Bahia, o comportamento dos fretes varia conforme o calendário agrícola das regiões produtoras.

As principais áreas de cultivo de primavera/verão registraram alta nas cotações, enquanto regiões ligadas à safra de outono/inverno apresentaram tendência de queda.

Já no Maranhão, o avanço da colheita da soja intensificou o transporte para exportação e abastecimento do mercado interno. Mesmo assim, a maioria das rotas monitoradas registrou redução nos preços em abril na comparação com março.

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O estado enfrentou alta nos combustíveis durante a primeira metade do mês, mas a pressão perdeu força nas semanas seguintes. As políticas de subvenção ao diesel, a redução de tributos federais e o aumento da oferta do combustível ajudaram a conter novas elevações.

No Piauí, o mercado de fretes apresentou aquecimento impulsionado pela expansão das exportações de soja. Apesar da maior demanda por transporte, os preços médios permaneceram estáveis devido à redução do custo do combustível no estado.

São Paulo registra acomodação após forte alta

Em São Paulo, o mercado de fretes agrícolas apresentou leve recuo em abril, após as expressivas altas observadas em março.

O aumento dos embarques para exportação continuou exigindo maior capacidade de transporte, mas as medidas de apoio ao setor de combustíveis contribuíram para aliviar parte da pressão sobre os custos logísticos.

Com isso, as cotações registraram uma acomodação, embora ainda permaneçam em níveis relevantes para o setor.

Logística segue como fator estratégico para a competitividade do agro

A análise da Conab reforça que a logística permanece como um dos principais desafios para a competitividade do agronegócio brasileiro.

Mesmo diante da desaceleração observada em algumas regiões após o pico da colheita, a combinação entre custos elevados de combustível, demanda consistente por transporte e movimentação intensa dos portos continua sustentando os fretes agrícolas em patamares superiores aos registrados no ano passado.

A expectativa do mercado é que o comportamento dos combustíveis, o ritmo das exportações e o avanço das próximas safras sejam determinantes para a evolução dos custos logísticos nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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