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Sessão especial destaca compromisso social do Hospital Dom Orione

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Aos 50 anos de sua fundação, o Hospital Dom Orione, em Araguaína (TO), foi homenageado pelo Senado em sessão especial nesta quinta-feira (9) que destacou os serviços prestados pela instituição ao povo do Tocantins.

O evento atende a requerimento (RQS 893/2025) do senador Eduardo Gomes (PL-TO), que definiu o hospital como “expressão viva da caridade” pela prestação de atendimento integral e humanizado a milhares de famílias. Em mensagem gravada, o parlamentar cumprimentou a equipe da instituição por seus esforços pelo povo do Tocantins.

— É um hospital de referência no Brasil, na alta complexidade, no atendimento direto à população, no trabalho extraordinário que o hospital fez durante a pandemia, salvando muitas vidas.

A senadora Dra. Eudócia (PSDB-AL), que presidiu a sessão, disse que a sessão especial é o reconhecimento público a uma obra que atravessou décadas com “espírito público e sentido de missão”.

— O Hospital Dom Orione cumpre papel estratégico na rede de saúde na região norte do Tocantins. Mais de 60% de seus atendimentos são destinados ao SUS, o que demonstra sua natureza filantrópica e sua integração efetiva com a saúde pública.

No mesmo sentido, a senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), em mensagem gravada, destacou a relevância dos serviços do hospital.

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— Dom Orione faz um trabalho que garante qualidade no atendimento à saúde, no atendimento humanitário e, mais do que tudo, cumpre a sua tarefa no atendimento ao povo do nosso estado, com uma qualidade no seu serviço, com a qualidade e o respeito às famílias.

Compromisso histórico

O diretor-presidente do hospital, padre Bruno Rodrigues, lembrou que 33% das crianças do Tocantins nascem no Dom Orione. Ele destacou o compromisso histórico do hospital com os mais pobres e vulneráveis, incluindo a assistência à população indígena.

— Celebrar 50 anos é olhar com gratidão para trás, é servir com responsabilidade no presente, mas, acima de tudo, é avançar com coragem para o futuro. Que venham mais 50 anos de missão e inovação a serviço da vida.

Representando a Pequena Obra da Divina Providência, congregação responsável pelo Hospital Dom Orione, o diretor provincial padre Jorge Henrique Rocha afirmou que os colaboradores da instituição realizam uma “vocação de cuidado e de humanização”.

— O hospital começou assim, de forma muito humilde, despretensiosa, aquele grãozinho de mostarda de que fala o Evangelho: é tão pequenininho, mas carrega uma potencialidade imensa. Então hoje nós louvamos a Deus pela providência que nos trouxe até aqui, por tantas gerações de religiosos, as irmãs, leigos e leigas, colaboradores, profissionais da saúde.

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O superintendente do hospital, Osvair Murilo da Cunha, destacou benefícios que vão além da prestação de serviços de saúde.

— A instituição representa um importante vetor de desenvolvimento econômico e social para o município de Araguaína e para toda a região Norte, e, sob a ótica econômica, sua importância pode ser analisada em três dimensões principais: colaboradores, sociedade tocantinense e região Norte.

O deputado federal Alexandre Guimarães (MDB-TO) saudou os 50 anos do hospital, que considera um orgulho da população de Araguaína e do Tocantins. O diretor técnico do Dom Orione, Arnaldo Alves Nunes, lembrou que o hospital serviu de referência para a criação dos serviços estaduais de saúde quando o Tocantins foi criado. E o reitor da Universidade do Norte do Tocantins (UFNT), Airton Sieben, salientou a importância do hospital na formação dos estudantes da área da saúde.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Discussão sobre fim da escala de trabalho 6×1 continua em agosto

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O fim da chamada escala 6×1, com seis dias de trabalho e um de folga por semana, seguirá em discussão no Senado em agosto, após o recesso parlamentar. A expectativa de alguns senadores é de que a PEC 221/2019 seja votada após a volta dos trabalhos.

Além de acabar coma escala 6×1, a proposta reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários.

O texto chegou ao Senado no fim de maio, após aprovação na Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre, determinou que a proposta passasse pelas comissões.

O presidente do Senado tem se reunido com os setores interessados no tema para discutir a proposta. No início de julho, a reunião foi com as centrais sindicais, que defenderam o avanço na análise do texto. Antes, em maio, ele já havia recebido integrantes dos empregadores, que defenderam a votação da proposta somente após as eleições.

Agosto

Em entrevista na segunda-feira (13), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) afirmou que o fim da escala 6×1 é “prioridade absoluta” para o governo e que continuará trabalhando para que a votação ocorra assim que possível.

—  Mesmo no período das eleições, o Senado vai funcionar em esforços concentrados e remotamente. Não impede que possamos ainda votar a PEC do fim da escala 6×1 em agosto. Nós vamos, ainda, insistir em avançar sobre essa proposta de emenda à Constituição ainda nesse período.

As semanas de esforço concentrado serão entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, e devem coincidir com os esforços concentrados na Câmara, conforme anunciado por Davi Alcolumbre na quarta-feira (15).

— O calendário é exatamente o mesmo que será adotado pela Câmara dos Deputados, permitindo que o Congresso Nacional funcione em plenitude e de modo eficiente e harmônico — informou Davi.

Defesa

Em pronunciamentos recentes, o senador Paulo Paim (PT-RS), um dos principais defensores da proposta, disse ter esperança de que a votação ocorra em agosto. Para ele, o debate sobre a redução da jornada não “pertence” ao governo, à oposição e nem aos partidos políticos, e sim ao povo.

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— Tenho muita esperança de que a PEC vai ser votada no mês de agosto, porque, com certeza, o trabalhador brasileiro sabe que não vai nadar, nadar e morrer na beira da praia. Espero que esta Casa compreenda a dimensão histórica dessa decisão — defendeu.

Para Paim, o fim da escala 6×1 fará a produtividade do trabalhador brasileiro aumentar, ao invés de diminuir. Ele argumentou que países com jornadas menores apresentam índices mais elevados de produtividade por hora trabalhada.

Também em defesa do avanço na análise da PEC, o senador Cleitinho (Republicanos-MG) comparou a jornada dos trabalhadores à dos parlamentares. Ele lembrou que o período de campanha eleitoral começa em agosto e disse que o eleitor precisa cobrar seus representantes.

— Muitos que vão aí pedir voto para você não querem votar o fim da escala 6×1, querem fazer você trabalhar igual a um condenado no 6×1, e nós aqui trabalhando, durante este ano de 2026, o que não vai dar nem um mês de trabalho, do jeito que está aí — criticou.

Eleições

Outros senadores demonstram preocupação com os efeitos da PEC e defendem que a votação fique para depois das eleições. Em sessão temática no início de julho, o líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), defendeu o amadurecimento do debate e a discussão do tema fora do período eleitoral. 

— Não é proibido, não é interditado discutirmos jornada de trabalho. Pelo contrário, é uma discussão que tem que acontecer. Mas por que agora? Por que neste momento? — questionou o senador.

No mesmo debate, o senador Jayme Campos (União-MT) afirmou que votará a favor da PEC, mas defendeu que o debate seja feito com serenidade e que todos os setores sejam ouvidos para que a solução seja equilibrada.

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— Estamos falando da vida de milhões de brasileiros, de tempo dedicado à família, ao descanso, à qualificação profissional e, ao mesmo tempo, da competitividade das empresas e da capacidade de gerar empregos. É justamente por isso que este debate exige serenidade, responsabilidade e diálogo — ponderou.

Outras propostas

Também na sessão temática, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) criticou a falta de estudos de impacto econômico e social da medida durante a análise na Câmara e afirmou que a PEC vai ter consequências negativas na economia.  Ele defendeu a aprovação de outra proposta em análise no Senado.

— Defendemos a PEC 12/2026, que permite ao trabalhador negociar uma jornada flexível de acordo com as suas necessidades. Direitos como férias, décimo terceiro e FGTS seguirão de forma proporcional à jornada acordada — garantiu.

A proposta foi apresentada pelo senador Rogerio Marinho logo após a chegada da PEC 221 ao Senado. Pela proposta, seria possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. A PEC deixa claro que o contrato individual prevalece sobre possíveis acordos coletivos. Benefícios como FGTS, férias e 13º salário também seriam proporcionais às horas trabalhadas.

Na Câmara, a PEC 221 era analisada junto com outra proposta, a PEC 8/2025, da deputada Érika Hilton (PSOL-SP), que previa uma carga máxima de 36 horas em quatro dias de trabalho. O texto foi arquivado.

Outro projeto, o PL 1.838/2026, foi apresentado em abril pelo Executivo. Ele define em 40 horas semanais o limite da jornada normal de trabalho e garantir ao trabalhador dois repousos semanais remunerados de 24 horas consecutivas. Após a aprovação da PEC 221, o governo retirou o pedido de urgência para o projeto, que segue em análise na Câmara.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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