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Dólar cai para R$ 5,02 com foco na inflação e cenário externo; Ibovespa bate novo recorde

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O dólar opera em queda nesta sexta-feira (10), refletindo a atenção dos investidores aos dados de inflação e ao cenário internacional. Por volta das 10h25, a moeda norte-americana recuava 0,82%, sendo cotada a R$ 5,0225 — o menor nível desde abril de 2024.

Na sessão anterior, a moeda já havia registrado desvalorização. O dólar fechou com queda de 0,78%, a R$ 5,0629, em meio ao acompanhamento do frágil cessar-fogo no Oriente Médio.

O ambiente externo segue no radar dos mercados, com investidores monitorando os desdobramentos geopolíticos na região. A instabilidade do cessar-fogo mantém o nível de cautela elevado, influenciando o comportamento dos ativos globais.

Na bolsa brasileira, o movimento é positivo. O Ibovespa avança e renova recordes nesta sessão. Por volta das 10h25, o principal índice subia 0,76%, alcançando 196.603 pontos, configurando uma nova máxima intradiária.

No pregão anterior, o índice já havia apresentado forte desempenho, com alta de 1,52%, encerrando aos 195.129 pontos, impulsionado pelo fluxo positivo de capital e maior apetite ao risco.

No acumulado, o dólar registra queda de 1,87% na semana, recuo de 2,24% no mês e baixa de 7,76% no ano.

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Já o Ibovespa acumula alta de 2,23% na semana, avanço de 2,55% no mês e valorização de 19,31% no ano.

O cenário atual combina fatores internos e externos, com destaque para os indicadores de inflação e as incertezas no cenário internacional, elementos que seguem direcionando o comportamento dos mercados financeiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vazio sanitário da soja impulsiona planejamento da safra 2026/27 e fortalece culturas de segunda safra em Mato Grosso

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O vazio sanitário da soja em Mato Grosso vai muito além da prevenção contra a ferrugem asiática. Embora o plantio da oleaginosa esteja proibido entre 8 de junho e 6 de setembro, as propriedades rurais seguem em plena atividade, com foco no desenvolvimento das culturas de segunda safra e na preparação da temporada 2026/27.

Durante esse período, produtores investem em manejos estratégicos que influenciam diretamente os resultados da próxima safra de soja. Milho, algodão, sorgo, gergelim e milheto permanecem em campo exigindo monitoramento constante, tratos culturais e planejamento técnico.

Além de contribuir para a diversificação da produção, essas culturas desempenham papel fundamental na rentabilidade das fazendas e na sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Manejo durante o vazio sanitário é decisivo para a próxima safra

O vazio sanitário tem como principal objetivo interromper o ciclo da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais agressivas da cultura da soja. Durante a vigência da medida, é obrigatória a eliminação de plantas vivas de soja em lavouras, áreas de armazenamento, margens de rodovias e demais locais onde possam surgir plantas voluntárias.

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Segundo especialistas, a adoção correta dessas práticas reduz a pressão da doença na safra seguinte e contribui para a eficiência do manejo fitossanitário.

Ao mesmo tempo, o período é aproveitado pelos produtores para fortalecer a estrutura produtiva das áreas agrícolas. O milho consorciado com braquiária, por exemplo, favorece a formação de palhada, melhora as condições físicas do solo, aumenta a retenção de umidade e contribui para a conservação dos recursos naturais.

Culturas de segunda safra ganham protagonismo

De acordo com o gerente Técnico e de Serviços da Fiagril, Talis Melo, a ausência da soja no campo não significa redução das atividades nas fazendas.

“Hoje não temos soja no campo, até porque o plantio é proibido durante o vazio sanitário. Mas isso não significa que a atividade para. O milho de segunda safra tem participação fundamental na rentabilidade do produtor. Além dele, culturas como algodão, sorgo, gergelim e milheto seguem em desenvolvimento e exigem manejo constante”, destaca.

O especialista ressalta que as decisões tomadas neste período refletem diretamente no potencial produtivo da próxima safra.

“Os manejos realizados agora no milho, no algodão, no sorgo, no gergelim e em outras culturas refletem diretamente na safra de soja 2026/27. Este é um momento de planejamento e preparação, em que o produtor trabalha para construir os resultados que deseja alcançar na próxima temporada”, afirma.

Preparação começa meses antes do plantio

Além do controle das plantas voluntárias de soja, os produtores aproveitam o vazio sanitário para realizar ajustes de fertilidade, manejo de plantas daninhas, definição de cultivares, planejamento de insumos e estratégias de cobertura do solo.

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Essas ações ajudam a criar condições mais favoráveis para o estabelecimento da lavoura de soja quando a janela de plantio for reaberta, aumentando as chances de produtividade e rentabilidade.

Dessa forma, o vazio sanitário se consolida não apenas como uma ferramenta de defesa sanitária, mas também como uma etapa estratégica para a construção de uma safra mais eficiente, sustentável e competitiva no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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