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Milho recua na B3 e mercado trava com dólar mais fraco e avanço da oferta na América do Sul

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O mercado de milho registra queda nas cotações nesta sexta-feira (10), mantendo o cenário de cautela entre produtores e compradores. De acordo com a TF Agroeconômica, o movimento de baixa é influenciado por fatores cambiais, climáticos e pelo aumento da oferta na América do Sul, o que tem travado as negociações no Brasil.

Dólar mais fraco reduz competitividade das exportações

Um dos principais vetores de pressão é a desvalorização do dólar, que voltou a operar próximo de R$ 5,02, nos menores níveis desde 2024. Esse movimento reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, limitando o apetite exportador e pressionando os preços internos.

Contratos futuros recuam na B3

Na B3, os contratos futuros do milho seguem em queda, tanto no desempenho diário quanto no acumulado da semana. O vencimento maio/2026 é negociado na faixa de R$ 68,60, enquanto julho/2026 gira próximo de R$ 69,00 e setembro/2026 ao redor de R$ 70,00 por saca, todos registrando perdas.

Segundo a TF Agroeconômica, o mercado acompanha também a pressão externa vinda da Bolsa de Chicago, além do avanço da colheita de verão no Brasil e do plantio da segunda safra em condições climáticas mais favoráveis em diversas regiões produtoras.

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Safra na América do Sul amplia oferta global

Outro fator relevante é a expectativa de uma safra robusta na Argentina, que aumenta a concorrência no mercado regional. Esse cenário amplia a disponibilidade do cereal e contribui para limitar movimentos de alta nos preços brasileiros.

Mercado interno segue com baixa liquidez

No mercado físico, o ritmo de negociações permanece lento, com compradores adotando postura cautelosa e priorizando o consumo de estoques.

No Rio Grande do Sul, os preços variam entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca, com pouca movimentação. A colheita já atinge cerca de 83% da área, favorecida por condições climáticas mais estáveis, embora ainda existam diferenças regionais de produtividade.

Diferença entre preços trava negócios no Sul

Em Santa Catarina, o desalinhamento entre os valores pedidos pelos vendedores e as ofertas dos compradores mantém o mercado travado.

No Paraná, apesar das incertezas climáticas ainda sustentarem os preços, o ambiente não é suficiente para impulsionar os negócios, que seguem pontuais.

Bioenergia sustenta demanda em Mato Grosso do Sul

Em Mato Grosso do Sul, o mercado passa por um momento de ajuste após quedas recentes. A demanda do setor de bioenergia segue como um dos principais suportes para os preços, ajudando a equilibrar parcialmente o cenário.

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Cenário segue pressionado no curto prazo

De forma geral, o mercado de milho continua pressionado no curto prazo, diante da combinação de dólar mais fraco, aumento da oferta regional e ritmo lento de comercialização. Segundo a TF Agroeconômica, esse conjunto de fatores mantém os agentes cautelosos e limita a retomada das negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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