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Feijó: MPAC obtém condenação de cacique por crimes de violência doméstica, cárcere privado e estupro

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Feijó, obteve a condenação de um cacique a mais de 18 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por crimes praticados contra sua companheira, em uma aldeia no município de Feijó.

De acordo com a denúncia, a vítima, natural do estado do Paraná, chegou à Aldeia Boca do Grota em março de 2021, quando passou a conviver maritalmente com o réu. As agressões físicas tiveram início em setembro do mesmo ano. Um dos episódios foi presenciado pela filha dela, que visitava a mãe e relatou discussões, agressões e ameaças para impedir que ela deixasse o local.

Ainda nesse período, a filha relatou ter ouvido a mãe gritar de dor após o réu desferir uma cotovelada em seu ventre, quando estava grávida. Conforme os depoimentos colhidos no processo, a sequência de agressões contribuiu para a perda da gestação.

A mulher deu à luz um bebê sem vida, aos sete meses, no interior da aldeia e sem atendimento médico imediato, quadro que evoluiu com hemorragia e hipotermia. O relato foi confirmado por familiares, que informaram ter recebido mensagens sobre a morte da criança e sobre o estado de saúde da vítima, que só foi levada ao hospital em situação grave.

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Ao longo do período em que residiu com o réu, a vítima foi impedida de sair da aldeia em diversas ocasiões, inclusive sob ameaças de morte. Em uma dessas situações, ao buscar ajuda em uma embarcação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), foi retirada à força e levada de volta para a residência, onde foi forçada a manter relação sexual com o réu.

Em outro episódio, a mulher foi atingida com um pedaço de madeira durante deslocamento na aldeia, sofrendo lesões confirmadas por exame pericial. A denúncia também aponta que ela foi mantida em isolamento, com restrição de comunicação e locomoção, além de ter tido documentos pessoais retidos, o que dificultava a busca por ajuda.

Após o resgate, realizado em junho de 2022 com a participação da Polícia Civil, do MPAC, do Corpo de Bombeiros Militar, da Polícia Militar e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a vítima relatou ter sido submetida a abusos sexuais de forma reiterada.

O Ministério Público denunciou o réu por lesão corporal no contexto de violência doméstica, cárcere privado, constrangimento ilegal, estupro e supressão de documentos.

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Após a fase de instrução, o Juízo da Vara Criminal da Comarca de Feijó reconheceu a ocorrência dos crimes e proferiu a sentença condenatória.

A pena total foi fixada em 18 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado. Ainda conforme a sentença, o réu poderá responder em liberdade até o trânsito em julgado da condenação.

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC acompanha preparativos e auditoria das urnas para as Eleições 2026

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Centro de Apoio Operacional Eleitoral, acompanhou, nesta sexta-feira, 25, as atividades realizadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) relacionadas à preparação e à auditoria das urnas eletrônicas para as Eleições Gerais de 2026.

Pela manhã, o coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral, promotor de Justiça Teotônio Rodrigues, participou da Cerimônia Pública de Preparação, Carga e Lacração das Urnas Eletrônicas da 1ª e da 9ª Zonas Eleitorais, realizada no Depósito de Urnas do TRE-AC, em Rio Branco. Também participou a promotora de Justiça Marcela Cristina Osório.

O procedimento, iniciado às 8h e previsto para seguir até domingo, 27, consiste na inserção dos dados e sistemas necessários à votação, seguida de testes de funcionamento e da lacração dos equipamentos. A preparação utiliza 2.850 mídias de votação geradas previamente pelo TRE-AC, com informações do eleitorado, das seções eleitorais e das candidaturas.

Após os testes, as urnas recebem lacres de segurança e permanecem sob guarda da Justiça Eleitoral até a distribuição aos locais de votação. Também estão sendo preparadas 143 urnas de contingência, destinadas a eventuais substituições em Rio Branco, Bujari e Porto Acre.

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No período da tarde, o promotor Teotônio Rodrigues representou o MPAC em reunião de alinhamento da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica com as entidades fiscalizadoras, na sede do TRE-AC. O encontro tratou dos procedimentos que serão adotados para a auditoria das urnas durante as eleições.

Na ocasião, foram apresentados os testes de integridade, de integridade com biometria e de autenticidade. O teste de integridade permite comparar votos previamente registrados em cédulas de papel com aqueles digitados na urna, verificando a correspondência entre os registros.

A reunião também abordou a escolha das urnas e a logística para transportá-las até o local da auditoria, considerando as particularidades de localidades de difícil acesso. As entidades fiscalizadoras poderão participar da escolha das seções a serem auditadas e, quando necessário, a definição ocorrerá por sorteio.

Com informações e foto da Assessoria de Comunicação Social do TRE-AC

Foto 2: Clovis Pereira

Fonte: Ministério Publico – AC

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