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Projeto escolar transforma alunos em produtores de documentário sobre a história do Acre

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Um projeto desenvolvido por alunos do 2º ano do ensino médio da Escola José Rodrigues Leite chama atenção pela criatividade e profundidade ao abordar a história do Acre. Com o nome “Sangue Acreano”, a atividade foi proposta na disciplina de Ciências Humanas durante as trilhas formativas e resultou na produção de conteúdos diversos, entre eles, um curta-metragem que se destacou pela inovação e impacto.

Estudantes produzem curta-metragem chamado “Sangue Acreano”. Foto: Mardilson Gomes/SEE

De acordo com o professor Gabriel M. Melo Amorim, responsável pela disciplina, todos os alunos participaram da proposta, que também envolveu outras turmas da mesma série. 

Enquanto a maioria dos grupos optou por apresentações em slides, um dos trabalhos inovou ao produzir um vídeo documental.

A atividade fez parte da trilha formativa “Amazônias: narrativas, povos e história”, que propôs aos estudantes a investigação de temas como os ciclos econômicos da borracha, conflitos territoriais, a presença de negros e mulheres na história do Acre, entre outros aspectos fundamentais da formação do estado.

Segundo o professor, o objetivo foi estimular o protagonismo dos estudantes por meio de metodologias ativas.

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“Com essas atividades, os alunos se envolveram de forma mais direta no processo de aprendizagem, adquirindo conhecimentos sobre métodos científicos e técnicas das ciências humanas. O aprendizado vai além do que seria possível apenas com aulas expositivas”, explicou.

Aluna Giovanna Silva transforma dedicação em protagonismo no projeto. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A estudante Giovanna Silva Montenegro, integrante da equipe do curta, destacou que a experiência foi marcante, apesar do curto tempo de produção.

“Foi uma experiência muito única e marcante. Tivemos pouco tempo, mas cada integrante teve um papel importante, o que tornou tudo ainda mais especial”, afirmou.

Giovanna foi responsável pela direção e edição do vídeo, etapa que, segundo ela, teve um significado ainda mais importante por estar alinhada com seu sonho de cursar cinema.

Além do aspecto técnico, o trabalho também despertou reflexões sobre identidade cultural. A aluna relata que o projeto possibilitou um novo olhar sobre a própria história.

“Percebi que existe uma cultura muito rica no nosso estado, mas que muitas vezes é pouco valorizada. Esse trabalho me fez enxergar o Acre com mais respeito e admiração”, disse.

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O processo de produção incluiu visitas a pontos turísticos da região, o que contribuiu para uma experiência mais imersiva.

Professor Gabriel M. Melo Amorim une educação e identidade regional. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Para o professor, o principal ganho da atividade está na valorização da identidade acreana e no reconhecimento dos estudantes como parte dessa história.

“Os alunos passaram a se reconhecer nas histórias estudadas. Muitos perceberam que fazem parte de uma trajetória rica e importante. Um povo que não conhece sua cultura é como uma árvore sem raízes”, destacou.

Força coletiva que faz da escola um espaço de construção do conhecimento e de valorização da história. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A repercussão do projeto tem inspirado novas iniciativas dentro da escola, incluindo propostas de produção audiovisual voltadas à história local e a personagens pouco conhecidos da região.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre providencia apoio às terras indígenas afetadas pelas cheias dos rios em Tarauacá e Vale do Juruá

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As fortes chuvas que atingem o Acre nos últimos dias provocaram o transbordamento de rios em todo o Vale do Juruá e Tarauacá, impactando diretamente comunidades ribeirinhas e diversas terras indígenas. Diante da situação, o governo do Acre mobilizou neste sábado, 25, uma força-tarefa para prestar assistência emergencial às populações afetadas, com atuação integrada da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Defesa Civil Estadual, Secretaria de Estado de Assistência Social (SEASDH) e Corpo de Bombeiros.

Na Terra Indígena do Rio Gregório, em Tarauacá, todas as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í foram atingidas pela alagação. A cheia comprometeu roçados, criações de animais, sistemas de energia solar e o acesso à água potável. Também há registros de impactos em aldeias dos povos Shawãdawa e Apolima Arara, no Vale do Juruá.

Estado vai garantir todo o apoio necessário. Foto: cedida

Desde que tomou conhecimento da gravidade da situação, a governadora Mailza Assis determinou o envio imediato de apoio às regiões atingidas. Equipes da Defesa Civil Estadual já estão em campo, especialmente no rio Gregório, realizando levantamentos técnicos e coordenando as primeiras ações de apoio humanitário.

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“Determinamos que toda a ajuda necessária chegue às terras indígenas afetadas e ribeirinhos, com apoio humanitário e ações integradas para atender as comunidades neste momento”, afirmou.

Diante dos impactos severos da cheia nas terras indígenas, a secretária extraordinária de Povos Indígenas, Francisca Arara, intensificou o acompanhamento dos povos afetados.

“Desde o primeiro momento em que a governadora Mailza ficou sabendo da situação, ela já entrou em contato conosco para prestar todo  apoio necessário. Estamos acompanhando a situação diretamente junto às lideranças das terras indígenas, buscando informações atualizadas sobre os impactos da cheia. Já solicitamos à Defesa Civil o envio de equipes para fazer o levantamento dos danos, como perdas na produção, nos criatórios, nos sistemas de energia solar e no acesso à comunicação. É um momento de muita preocupação e de trabalho intenso, mas seguimos mobilizados para garantir o apoio necessário às comunidades afetadas”, destacou.

Centenas de famílias foram atingidas pela cheia. Foto: cedida

Além disso, a SEASDH organiza o envio de cestas básicas, itens de primeira necessidade e apoio às famílias desalojadas. O Corpo de Bombeiros Militar também participa das operações, auxiliando no resgate, transporte e suporte às comunidades isoladas.

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De acordo com órgãos de monitoramento, o volume de chuvas em abril está acima da média, com registros expressivos em cidades como Cruzeiro do Sul, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo. A previsão indica continuidade das precipitações, o que mantém o alerta para novas elevações no nível dos rios, incluindo o Juruá, que pode atingir a cota de transbordamento nos próximos dias.

O governo do Acre segue em estado de atenção, reforçando o monitoramento e ampliando as ações de apoio às populações afetadas, com prioridade para as comunidades mais vulneráveis.

Fonte: Governo AC

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