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Elas no Campo 2026 reunirá lideranças femininas do agronegócio em Cuiabá

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Maior encontro de mulheres no agronegócio do Centro-Oeste

O Encontro Elas no Campo 2026 será realizado nos dias 17 e 18 de junho, no Cenarium Rural, em Cuiabá, reunindo lideranças femininas do agronegócio. O evento contará com uma programação diversificada, incluindo duas palestras simultâneas ao longo do dia e espaços dedicados ao networking entre participantes e especialistas do setor.

Mais do que um ambiente de troca de experiências, o evento se consolida como uma plataforma estratégica para profissionais que buscam evoluir no agronegócio, ampliar perspectivas e aplicar conhecimento na prática.

Programação diversificada com foco em liderança e inovação

Serão 21 palestras e painéis, distribuídos em quatro eixos centrais:

  • Liderança e carreira
  • Gestão de negócios
  • Inovação e futuro
  • Bem-estar e propósito

Entre os mais de 30 palestrantes e painelistas confirmados, destacam-se Dulce Ciochetta, diretora e sócia proprietária da Morena Agro, e Iara Nunes, sócia e diretora administrativa da Áster Máquinas, representando a crescente presença feminina em cargos estratégicos no setor.

A programação desta edição foi construída com base em sugestões das participantes do evento de 2025, que reuniu cerca de mil mulheres de mais de 40 municípios de Mato Grosso e representantes de 10 estados brasileiros.

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Liderança com propósito em debate

Um dos destaques será o painel “Liderar com Inteligência Espiritual — um caminho para empresas com propósito”, com participação de Dulce Ciochetta e Guilherme Scheffer, diretor do Grupo Scheffer, mediado por Lorena Lacerda, CEO do Grupo Valure.

Dulce Ciochetta explica:

“Liderança é desenvolver pessoas. Esse olhar transforma não só o negócio, mas também a vida de quem está envolvido. É sobre conectar estratégia, valores e consciência no ambiente corporativo.”

O painel reforça o papel transformador da liderança feminina na construção de culturas organizacionais mais conectadas e com propósito.

Gestão estratégica e ESG em foco

Na abertura do evento, Iara Nunes conduzirá a palestra “Da Gestão à Certificação — O passo a passo da Áster Máquinas rumo ao ESG de Excelência”, abordando gestão, governança e sustentabilidade no agronegócio.

Ela destaca que a implementação de práticas ESG exige decisão estratégica da liderança e persistência:

“O desafio é manter a consistência do processo. Sem o engajamento real da alta direção, isso não se transforma em cultura. O Elas no Campo é essencial para ampliar nosso olhar e fortalecer empresas e pessoas.”

Desenvolvimento, prática e conexão

Com uma programação estruturada e colaborativa, o Encontro Elas no Campo 2026 reafirma seu papel como um dos principais espaços de conhecimento e networking para mulheres no agronegócio.

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O evento combina conteúdo, prática e conexão, formando lideranças mais preparadas, conscientes e alinhadas aos desafios e oportunidades do setor no Centro-Oeste.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Entidade diz que o campo preserva, mas há excesso de regras travando os produtores

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) decidiu reagir às críticas sobre o impacto ambiental do agronegócio e levou ao debate público um conjunto de dados para sustentar que a produção agrícola no Brasil ocorre com preservação relevante dentro das propriedades rurais.

A iniciativa ocorre em um momento de maior pressão sobre o setor, especialmente em mercados internacionais, e busca reposicionar a narrativa com base em números do próprio campo.

Entre os dados apresentados, levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indica que 65,6% do território brasileiro permanece coberto por vegetação nativa, enquanto a agricultura ocupa cerca de 10,8% da área total. A entidade usa o dado para reforçar que a produção ocorre em uma parcela limitada do território.

No recorte estadual, a Aprosoja-MT destaca um levantamento próprio que identificou mais de 105 mil nascentes em 56 municípios de Mato Grosso, com 95% delas preservadas dentro das propriedades rurais . O dado é usado como exemplo prático de conservação dentro da atividade produtiva.

A entidade também aponta que o avanço tecnológico tem permitido aumento de produção sem expansão proporcional de área. O Brasil deve colher mais de 150 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, mantendo a liderança global, com Mato Grosso respondendo por cerca de 40 milhões de toneladas.

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Segundo a Aprosoja-MT, práticas como plantio direto, rotação de culturas e uso de insumos biológicos têm contribuído para esse ganho de produtividade, reduzindo a pressão por abertura de novas áreas.

Isan Rezende, presidente do IA

A associação também cita investimentos em prevenção de incêndios dentro das propriedades e manejo de solo como parte da rotina produtiva, argumentando que a preservação é uma necessidade econômica, e não apenas uma exigência legal.

Na avaliação de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA) a preservação ambiental no campo deixou de ser uma pauta teórica e passou a ser parte direta da gestão da propriedade rural. Segundo ele, o produtor brasileiro já incorporou práticas que garantem produtividade com conservação, muitas vezes acima do que é exigido.

“Quem está na lida sabe que sem água, sem solo bem cuidado e sem equilíbrio ambiental não existe produção. O produtor preserva porque precisa produzir amanhã. Isso não é discurso, é sobrevivência da atividade”, afirma.

Rezende aponta, no entanto, que o ambiente institucional ainda cria distorções que dificultam o reconhecimento desse esforço. Para ele, há excesso de exigências, insegurança jurídica e regras que mudam com frequência, o que acaba penalizando quem já produz dentro da lei.

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“O produtor cumpre, investe, preserva, mas continua sendo tratado como problema. Falta coerência. Quem está regular não pode continuar pagando a conta de um sistema que não diferencia quem faz certo de quem está fora da regra”, diz.

Na avaliação do dirigente, o debate sobre sustentabilidade no Brasil precisa avançar com base em dados e realidade de campo, e não em generalizações. Ele defende que o país já possui uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo, mas enfrenta falhas na aplicação e na comunicação dessas informações.

“O Brasil tem uma das produções mais eficientes e sustentáveis do planeta. O que falta é organização e clareza nas regras, além de uma comunicação mais firme para mostrar o que já é feito dentro da porteira”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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