AGRONEGÓCIO
Brasil mantém liderança no mercado global de café em meio a ajuste entre oferta e demanda
AGRONEGÓCIO
Brasil reforça protagonismo no mercado mundial de café
O Brasil segue consolidado como principal referência no mercado global de café, mesmo diante de um cenário de transição no equilíbrio entre oferta e demanda.
O tema foi destaque durante a Fenicafé, em palestra da engenheira agrônoma Heloisa Mara de Melo, analista sênior da Agroconsult, que abordou o papel estratégico do país no fornecimento mundial da commodity.
Mercado global caminha para reequilíbrio após déficit de safras
De acordo com a especialista, o mercado internacional de café passa por um período de transição após três safras consecutivas de déficit.
Segundo ela, há uma tendência de recomposição no balanço entre oferta e demanda, com avanço para um cenário de superávit. No entanto, esse movimento ainda não é suficiente para recompor totalmente os estoques nos países consumidores.
Brasil lidera produção e exportação, seguido por outros players globais
Mesmo com mudanças no cenário global, o Brasil mantém a liderança tanto na produção quanto na exportação de café.
Na sequência, aparecem importantes concorrentes internacionais, como Vietnã e Colômbia. Outros países também vêm ganhando espaço no mercado, como Indonésia e Uganda, que ampliaram sua produção nos últimos anos.
Ajuste na oferta pode pressionar preços internacionais
Com o avanço do reequilíbrio entre oferta e demanda, a tendência é de ajuste nos preços globais do café.
À medida que os estoques forem sendo recompostos, os preços internacionais devem passar por correções, com possibilidade de recuo em relação aos níveis atuais.
Fatores externos podem influenciar o comportamento do mercado
Apesar da tendência de ajuste, o mercado de café segue sensível a fatores externos que podem alterar temporariamente esse cenário.
Entre os principais riscos estão questões geopolíticas e eventuais quebras de safra em regiões produtoras, que podem provocar volatilidade nos preços e afastá-los dos fundamentos de mercado.
Monitoramento do cenário global é essencial para decisões estratégicas
A análise reforça a importância de acompanhar não apenas os dados de produção, mas também o contexto global que influencia o setor cafeeiro.
Segundo a especialista, o mercado de café é altamente dependente de fatores externos, o que torna essencial o monitoramento constante para embasar decisões estratégicas por parte dos produtores e agentes do setor.
Fenicafé se consolida como espaço de debate da cafeicultura
A palestra integrou a programação técnica da Fenicafé, reforçando o evento como um dos principais fóruns de discussão sobre tendências, desafios e oportunidades da cafeicultura no Brasil e no mundo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de pescado caem 54% e setor se preocupa com novo tarifaço
A possibilidade de os Estados Unidos ampliarem em 25% as tarifas sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano surge em um momento de retração das vendas externas da piscicultura. Dados do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram que as exportações de pescados do Paraná caíram 54% no primeiro quadrimestre de 2026, totalizando cerca de 1,2 mil toneladas embarcadas.
O Paraná lidera a produção nacional de tilápia e concentra parte relevante das exportações brasileiras da espécie. Em 2025, o Brasil produziu cerca de 968 mil toneladas de peixes de cultivo, das quais aproximadamente 660 mil toneladas foram de tilápia, segundo dados da Peixe BR.
A tilápia respondeu por mais de 86% dos embarques paranaenses no período. Os Estados Unidos permanecem como principal destino do produto brasileiro, fator que aumenta a atenção do setor às discussões comerciais em andamento no mercado norte-americano.
O novo tarifaço dos EUA ainda está em fase de consulta pública e os produtos que poderão ser atingidos não foram oficialmente definidos. Mesmo assim, o tema já mobiliza exportadores de diferentes segmentos do agronegócio devido ao peso do mercado norte-americano nas vendas externas brasileiras.
A queda registrada no Paraná interrompe uma trajetória de expansão observada nos últimos anos, período em que o Estado consolidou sua posição como principal produtor nacional de tilápia e ampliou sua participação nas exportações de pescado.
Representantes da cadeia produtiva avaliam que a definição sobre as tarifas poderá influenciar o ritmo dos embarques nos próximos meses, especialmente em segmentos com forte concentração de vendas para os Estados Unidos.
Fonte: Pensar Agro
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