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Governo e parceiros sorteiam prêmios da Compra Premiada e reforçam fortalecimento do comércio em Rio Branco

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Uma moto CG 150 Fan, três iPhones 17 e três smart TVs de 50 polegadas foram entregues. Assim foi encerrada, na quinta-feira, 16, a campanha Compra Premiada em Rio Branco, realizada em março, Mês do Consumidor, pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), em parceria com as associações Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola (Acisa) e Rede Ativa. O sorteio dos prêmios foi realizado em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro.

O objetivo da ação foi fortalecer o volume de negócios do comércio em um período de queda nas vendas, manter os postos de trabalho do setor e mobilizar os consumidores da capital. Ao todo, a iniciativa envolveu 472 empresas espalhadas pelo Centro e por diversos bairros das 10 regionais de Rio Branco. Ao longo da campanha, os consumidores que realizaram compras a partir de R$ 50 nos estabelecimentos credenciados receberam cupons para concorrer aos prêmios.

Sorteio, realizado em frente ao Palácio Rio Branco, marcou o encerramento da campanha. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

De acordo com o levantamento da Acisa, foram distribuídos cerca de 450 mil cupons, o que representa mais de R$ 20 milhões em movimentação no comércio da capital acreana. O sorteio reuniu populares, empresários, consumidores, presidentes de bairros e representantes de diversas instituições. Além disso, também foi sorteada uma passagem aérea de ida e volta para os empresários que realizaram o credenciamento dos seus empreendimentos no trabalho conjunto.

O titular da Seict, Márcio Valter Agiolfi, destacou a importância da campanha para a economia local e garantiu a continuidade de iniciativas semelhantes. “Esse é um evento extremamente importante, que aquece o comércio e a nossa economia local. Foram mais de 400 empresas participando desse movimento, que precisa ser estimulado e continuará sendo apoiado pelo governo. Ainda teremos outros eventos ao longo do ano, fortalecendo essa parceria com o setor produtivo local”, afirmou.

Empreendedores de comércios participantes também concorreram a uma passagem aérea. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

A presidente da Acisa, Patrícia Dossa, ressaltou que a Compra Premiada superou as expectativas e ampliou o alcance do comércio em Rio Branco. Segundo a líder da entidade, além da participação de mais de 400 empresas, a iniciativa alcançou bairros mais distantes e gerou forte adesão do público. “A campanha foi um sucesso e cumpriu seu objetivo. Conseguimos atingir diferentes regiões da cidade e movimentar o comércio. Estou muito feliz com o resultado”, disse.

A campanha também contou com o apoio da União Municipal das Associações de Moradores de Rio Branco (Umamrb), que ajudou a ampliar a adesão nos bairros. Para o presidente da entidade, Jorge Wenderson Cavalcante, o trabalho teve grande aceitação popular. “Foi uma felicidade ver os pequenos comerciantes participando desse projeto. Nos bairros, a procura foi grande, teve gente pedindo mais cupons. Isso mostra o quanto a campanha foi bem recebida pela comunidade”.

Ação foi acompanhada por populares, empresários e representantes de diversas entidades. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Os ganhadores do sorteio realizado pelo governo e parceiros foram: Francisca Regina Pessoa da Silva, contemplada com a motocicleta CG 150 Fan; Marli de Lima, ganhadora do 1º iPhone; Clicia do Carmo da Silva, ganhadora do 2º iPhone; Maria Albaniza Ferreira da Costa, ganhadora do 3º iPhone; Francisca da Costa Moraes, contemplada com a 1ª televisão; Luana de Oliveira Brito, ganhadora da 2ª televisão; e Fabrine Severino Dantas da Silva, ganhadora da 3ª televisão.

Fonte: Governo AC

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Povo Noke Koî preserva tradição do kambô e fortalece proteção da floresta no Acre

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Na Amazônia acreana, em Cruzeiro do Sul, onde a floresta permanece em pé graças à relação ancestral entre os povos indígenas e a natureza, o povo Noke Koî mantém viva uma das mais importantes medicinas tradicionais da floresta: o kambô, conhecimento sagrado transmitido pelos ancestrais há gerações.

Conhecida como “vacina do sapo”, a prática indígena utiliza a secreção da rã, aplicada em pequenas queimaduras na pele (geralmente braço ou perna) com o objetivo de revigorar o corpo e curar doenças. Para os Noke Koî da aldeia Sumaúma, muito mais do que medicina tradicional e cura física; ela simboliza proteção espiritual, fortalecimento do corpo, equilíbrio emocional e conexão com a natureza.

Sapo de cor verde brilhante vive principalmente na selva amazônica do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

O cacique Mõcha Noke Koî explica que o kambô é um ensinamento ancestral deixado pelos antigos e guiado pelo grande espírito.

“Para nós, o kambô é uma medicina sagrada ensinada pelo grande espírito. Ele traz força, coragem, alegria e limpa o pensamento e a espiritualidade. Desde as crianças pequenas, nosso povo utiliza o kambô como proteção espiritual e fortalecimento do corpo. É uma energia muito forte que vem da floresta e do espírito da medicina”, relata.

Cacique Mõcha Noke Koî segura o animal demonstrando respeito. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo o cacique, o conhecimento sobre a aplicação da medicina atravessa gerações e carrega um profundo compromisso de respeito à natureza.

“A medicina kambô é espírito de proteção. Desde o surgimento, nossos bisavôs e tataravôs preservam, cuidam e respeitam essa medicina. Não é só o kambô. Preservar o kambô é preservar a Amazônia, preservar as plantas, a vida e o planeta. O kambô vive perto das nossas casas porque nosso povo protege e respeita a natureza e a criação do grande espírito”, afirma.

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Preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Para os Noke Koî, a preservação da floresta está diretamente ligada à continuidade da medicina ancestral. A retirada da secreção do kambô acontece sem causar danos ao animal, reforçando uma relação de equilíbrio com a biodiversidade amazônica.

Mõcha alerta ainda para o uso inadequado da medicina fora dos territórios indígenas e destaca a importância do conhecimento tradicional para a aplicação correta do kambô.

“Hoje muita gente no mundo usa o kambô, mas sem preparo e sem conhecer a tradição. A medicina não é brincadeira. A gente pode brincar com a medicina, mas a medicina não brinca com a gente. Nosso povo aprendeu com o espírito da medicina a maneira correta de aplicar. Por isso respeitamos e preservamos esse conhecimento ancestral”, destaca.

Primeiro Festival Noke Koî – União dos Povos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

De acordo com o cacique, entre os Noke Koî, o kambô faz parte da formação espiritual e cultural do povo desde a infância. Os ensinamentos tradicionais orientam a aplicação da medicina em homens, mulheres e crianças, sempre conduzida por pajés e curandeiros preparados espiritualmente.

Brincadeiras do Festival Noke Koî. Foto: Cleiton Lopes/Secom

A secretária extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara, ressalta que o kambô integra um conjunto de conhecimentos ancestrais utilizados historicamente pelos povos indígenas muito antes da medicina farmacêutica chegar às aldeias.

Titular da Secretaria de Povos Indígenas do Acre, Francisca Arara destaca que a medicina tradicional está ligada à preservação das matas.  Foto: Cleiton Lopes/Secom

“Os povos indígenas, desde a origem, utilizam muitos conhecimentos tradicionais para cura e fortalecimento espiritual. Um deles é o kambô, que no nosso povo também chamamos de kampô, por conta da língua Pano. Minha mãe conta que meu avô utilizava o kampô para tirar a preguiça, o cansaço e fortalecer os homens antes da caça. Era uma forma de limpar as energias ruins e fortalecer o corpo e o espírito”, explica.

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Francisca também destaca que a medicina tradicional está diretamente ligada à preservação da fauna e da floresta amazônica.

“Ninguém mata esse sapo. Nosso povo protege, porque ele faz parte da nossa ciência ancestral. Além da medicina, ele também avisa sobre a mudança do tempo, quando chegam o inverno e o verão. Por isso é muito importante preservar a fauna, a flora e os animais da floresta. O kampô é uma cura espiritual, para tirar tudo que é ruim de dentro da gente”, afirma.

Preservar o kambô, para os povos indígenas do Acre é manter viva uma sabedoria ancestral. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em um estado reconhecido pela preservação ambiental, com mais de 84% das floresta nativa intacta, os conhecimentos indígenas seguem sendo fundamentais para a proteção da Amazônia. Nas aldeias acreanas, tradição, espiritualidade e sustentabilidade caminham juntas.

Povos indígenas do Acre contribuem para a preservação da floresta em pé. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Em cada ritual, canto e ensinamento repassado pelos anciãos, o povo Noke Koî reafirma que a floresta não é apenas território: é espírito, memória e vida. Preservar o kambô, para eles, é manter viva uma sabedoria ancestral que continua ensinando ao mundo sobre cuidado, equilíbrio e respeito à natureza.

Fonte: Governo AC

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