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Porto do Açu anuncia condomínio logístico e pátio para caminhões com investimento de R$ 250 milhões

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Novo investimento fortalece infraestrutura logística no Porto do Açu

O Porto do Açu, no Norte do Rio de Janeiro, anunciou uma parceria com a BMJ Par, grupo voltado a investimentos em infraestrutura e desenvolvimento imobiliário, para a construção de dois novos empreendimentos logísticos no complexo.

Os projetos incluem o Condomínio Logístico do Açu (CLA) e o Truck Center do Açu (TCA), que ocuparão uma área total de 300 mil m² e somam investimentos estimados em R$ 250 milhões.

Projetos ampliam eficiência e competitividade do complexo

Os empreendimentos serão implantados em áreas contíguas, próximas aos principais terminais portuários, com o objetivo de fortalecer a infraestrutura de apoio às operações e melhorar a logística de acesso terrestre.

Segundo a direção do porto, os projetos devem contribuir diretamente para a redução de custos operacionais, aumento da eficiência e maior competitividade para empresas já instaladas e novos investidores.

Condomínio Logístico do Açu terá estrutura modular e expansão por demanda

O Condomínio Logístico do Açu será desenvolvido como uma retroárea industrial não alfandegada, destinada a empresas que necessitam de suporte logístico, armazenagem e bases operacionais próximas ao porto.

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Na fase inicial, o empreendimento será instalado em área estratégica, com acesso facilitado aos terminais. Em sua configuração completa, o CLA deve alcançar 200 mil m² de área construída, com expansão gradual conforme a demanda.

A estrutura incluirá pátios, galpões e escritórios modulares, além da possibilidade de projetos no modelo built to suit, permitindo a personalização dos espaços conforme as necessidades de cada cliente. O investimento previsto para o CLA é de aproximadamente R$ 200 milhões.

Truck Center do Açu organizará fluxo de caminhões

O Truck Center do Açu será responsável pela triagem e apoio aos caminhões que acessam o complexo portuário, contribuindo para a organização do fluxo de veículos pesados.

Na primeira fase, o TCA contará com cerca de 50 mil m² e mais de 240 vagas para carretas. Há previsão de expansão para 100 mil m², com aproximadamente 500 vagas. O investimento total estimado é de R$ 50 milhões.

Estrutura completa oferece serviços e segurança aos transportadores

O pátio contará com uma infraestrutura completa de apoio aos motoristas e transportadores, incluindo controle de acesso, monitoramento 24 horas, áreas de espera, restaurante, vestiários, wi-fi, sala de convivência e espaços de descanso.

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Também estão previstos serviços como borracharia, mecânica, lava rápido, abastecimento de combustível e área para primeiros socorros, além de espaços dedicados a transportadoras e prestadores de serviços.

A iniciativa busca reduzir paradas irregulares nas vias de acesso ao porto, aumentando a segurança viária e a eficiência das operações logísticas.

Obras devem ser concluídas em 2026

Os dois empreendimentos terão contratos de concessão com duração de 50 anos. A previsão é de que as obras sejam concluídas no segundo semestre de 2026, consolidando o Porto do Açu como um dos principais polos logísticos, industriais e energéticos do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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