AGRONEGÓCIO
Dólar oscila abaixo de R$ 5 com trégua no Oriente Médio e tensão no Estreito de Ormuz; Ibovespa recua
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Dólar opera próximo da estabilidade após feriado
O dólar voltou a operar com pouca variação no Brasil após o feriado de Tiradentes, refletindo um cenário externo ainda incerto, mas com sinais de alívio nas tensões geopolíticas.
Na manhã desta quarta-feira, a moeda norte-americana chegou a oscilar entre leve alta e queda, sendo cotada próxima de R$ 4,96 a R$ 4,98. Por volta das 10h15, o dólar recuava cerca de 0,29%, a R$ 4,9599. Mais cedo, chegou a subir levemente, indicando instabilidade nas negociações.
No mercado futuro, o contrato mais líquido negociado na B3 também apresentou variação moderada, acompanhando o ambiente de cautela dos investidores.
Trégua entre EUA e Irã reduz pressão, mas tensão persiste
O principal fator que influencia os mercados internacionais é a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de prorrogar por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã, abrindo espaço para novas negociações diplomáticas.
Apesar disso, o cenário segue instável. O Irã apreendeu dois navios no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A ação elevou a percepção de risco no mercado global e manteve os investidores em alerta.
Petróleo em alta impacta mercados globais
Em meio às tensões no Oriente Médio, o petróleo voltou a subir, com o Brent sendo negociado próximo de US$ 99 por barril.
Esse movimento reforça a volatilidade dos mercados financeiros, já que o preço da commodity tem impacto direto sobre inflação, custos logísticos e atividade econômica global.
Ao mesmo tempo, o índice do dólar, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a outras divisas, apresentou leve alta, indicando um movimento global ainda contido.
Ibovespa recua com cautela dos investidores
O Ibovespa operava em queda leve nesta quarta-feira, recuando cerca de 0,10% e ficando na faixa dos 195 mil pontos.
O movimento reflete a cautela dos investidores diante do cenário internacional e da falta de indicadores econômicos relevantes no Brasil nesta sessão.
No início da semana, o índice chegou a registrar leve alta, mas segue sujeito às oscilações externas.
Desempenho recente do dólar e da bolsa em 2026
O comportamento dos mercados ao longo do ano mostra tendências importantes:
- Dólar
- Semana: queda de 0,17%
- Mês: recuo de 3,94%
- Ano: queda acumulada de 9,37%
- Ibovespa
- Semana: alta de 0,20%
- Mês: avanço de 4,63%
- Ano: valorização de 21,73%
Os dados indicam um real mais fortalecido em 2026, apesar da volatilidade recente provocada pelo cenário externo.
Banco Central atua no mercado de câmbio
O Banco Central do Brasil segue atuando para garantir liquidez e estabilidade no mercado cambial.
Nesta quarta-feira, a autoridade monetária realizou leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional, com foco na rolagem de vencimentos previstos para maio.
Além disso, a divulgação dos dados de fluxo cambial foi adiada devido ao feriado, com previsão de publicação no dia seguinte.
Perspectivas: câmbio segue dependente do cenário externo
O mercado financeiro brasileiro continua altamente sensível aos desdobramentos internacionais, especialmente às tensões no Oriente Médio e às negociações entre Estados Unidos e Irã.
Entre os principais fatores que devem influenciar o dólar nos próximos dias estão:
- Evolução do cessar-fogo e das negociações diplomáticas
- Movimentações no Estreito de Ormuz
- Comportamento dos preços do petróleo
- Fluxo de capital estrangeiro
Mesmo com o dólar abaixo de R$ 5, o cenário segue volátil, exigindo atenção redobrada dos investidores e agentes econômicos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Soja ganha força no mercado brasileiro, enquanto milho enfrenta pressão com safra recorde e concorrência internacional
Relatório do Rabobank aponta alta nos preços da soja impulsionada por exportações e processamento doméstico, enquanto milho sofre impacto da ampla oferta global e avanço da segunda safra brasileira.
Mercado de grãos apresenta movimentos distintos em junho
O mercado brasileiro de grãos iniciou junho com comportamentos opostos para soja e milho. Enquanto a oleaginosa registrou valorização sustentada pela forte demanda externa e pela indústria de esmagamento, o milho enfrentou pressão nos preços diante da expectativa de uma safra robusta e da concorrência crescente de exportadores como Estados Unidos e Argentina.
De acordo com levantamento divulgado pelo Rabobank em seu relatório mensal sobre grãos e oleaginosas, os preços da soja pagos ao produtor avançaram cerca de 2% em junho na comparação com o mês anterior. Já o milho registrou retração de aproximadamente 4%, refletindo o cenário de maior oferta e menor competitividade no mercado internacional.
Exportações de soja batem ritmo forte em 2026
O desempenho das exportações continua sendo um dos principais fatores de sustentação para o mercado da soja brasileira. Em maio, o Brasil embarcou 14,8 milhões de toneladas da commodity, volume 5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, os embarques atingiram 55 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação ao ano passado.
Segundo o Rabobank, a combinação entre safra recorde e elevada competitividade da soja brasileira no mercado global tem favorecido o desempenho exportador, consolidando o país como principal fornecedor mundial da oleaginosa.
Além das exportações, a demanda interna para processamento segue aquecida, contribuindo para a sustentação dos preços pagos aos produtores nas principais regiões agrícolas.
Milho enfrenta cenário mais desafiador
Diferentemente da soja, o milho encontra um ambiente de mercado mais pressionado. As exportações brasileiras do cereal somaram apenas 250 mil toneladas em maio, volume 47% inferior ao registrado no mês anterior. O Rabobank projeta que os embarques de milho em 2026 deverão ficar abaixo dos volumes observados em 2025.
A forte concorrência dos Estados Unidos e da Argentina, associada à ampla disponibilidade interna do grão, tem reduzido o poder de reação dos preços no mercado doméstico.
Safrinha avança e reforça perspectiva de grande oferta
A colheita da segunda safra de milho, principal responsável pela produção nacional do cereal, alcançou aproximadamente 7% da área cultivada, índice superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
As condições das lavouras permanecem favoráveis em importantes regiões produtoras, especialmente em Mato Grosso. Entretanto, o banco alerta para possíveis perdas localizadas em estados como Goiás, Tocantins e Minas Gerais devido às condições climáticas observadas ao longo do ciclo.
Mesmo com esses desafios pontuais, a instituição mantém projeção de uma safra expressiva, estimando a produção brasileira de milho em 138 milhões de toneladas na temporada 2025/26.
Comercialização segue cautelosa
O relatório também aponta que produtores continuam adotando postura seletiva na comercialização, acompanhando a evolução dos preços e as condições de mercado. No caso da soja, a valorização recente tem favorecido novos negócios. Já no milho, a expectativa de ampla oferta mantém vendedores mais cautelosos em relação aos volumes a serem negociados.
Perspectivas para o segundo semestre
A tendência para os próximos meses indica manutenção da firmeza no mercado da soja, sustentada pelo forte ritmo exportador e pela demanda industrial. Para o milho, o cenário permanece mais desafiador, com preços dependentes do comportamento das exportações, da competitividade brasileira frente aos concorrentes globais e da consolidação da safra recorde projetada para esta temporada.
Com a colheita da safrinha avançando e a oferta aumentando gradativamente, o mercado seguirá atento aos fluxos internacionais de comércio e às condições climáticas nas principais regiões produtoras do país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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