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AGRONEGÓCIO

VLI investe R$ 80 milhões no Terminal Portuário São Luís para ampliar eficiência logística de grãos

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AGRONEGÓCIO

A VLI anunciou um investimento de aproximadamente R$ 80 milhões para modernizar e ampliar a eficiência do Terminal Portuário São Luís (TPSL), no Maranhão. A iniciativa tem como foco aumentar a competitividade logística do agronegócio brasileiro, especialmente no escoamento de grãos provenientes da região do Matopiba.

Mercado Externo

O avanço na infraestrutura logística ocorre em um momento de alta competitividade global no mercado de grãos. Com a crescente demanda internacional por soja e milho, o Brasil busca melhorar sua eficiência portuária para reduzir custos e ganhar participação frente a concorrentes como Estados Unidos e Argentina. A ampliação da capacidade no Porto do Itaqui reforça o papel estratégico do Corredor Norte nas exportações brasileiras.

Mercado Interno

No cenário doméstico, o investimento beneficia diretamente produtores e tradings do Matopiba — região que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia. A melhoria na integração entre ferrovia e porto deve reduzir gargalos logísticos, além de otimizar o fluxo de cargas e ampliar a previsibilidade operacional.

Preços

Embora o investimento não impacte diretamente os preços no curto prazo, a redução de custos logísticos tende a aumentar a competitividade dos grãos brasileiros no mercado internacional. No médio e longo prazo, isso pode contribuir para melhores margens ao produtor e maior eficiência na formação de preços de exportação.

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Indicadores

As obras incluem a ampliação da pera ferroviária e o repotenciamento da linha de embarque. Com isso:

  • A capacidade de expedição marítima passará de 3.000 t/h para até 3.700 t/h (+23%)
  • A capacidade de escoamento interno subirá de 1.500 t/h para até 2.000 t/h (+33%)
  • Em 2025, o terminal movimentou cerca de 5,8 milhões de toneladas, alta de 4,1% sobre 2024

A conclusão das obras está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Análise

O investimento da VLI no TPSL consolida a estratégia de fortalecimento do Corredor Norte, considerado um dos principais vetores logísticos para o agronegócio nacional. Ao ampliar a capacidade operacional e reduzir ineficiências, a companhia contribui diretamente para a competitividade do Brasil no comércio global de commodities agrícolas.

Além disso, a modernização do terminal acompanha o crescimento da produção no Matopiba, região que segue em expansão e demanda soluções logísticas mais robustas. A tendência é de que investimentos como esse se tornem cada vez mais essenciais para sustentar o avanço do agro brasileiro.

Integrado ao Corredor Norte, o terminal conecta ferrovia, porto e terminais estratégicos como Porto Franco (MA), Porto Nacional e Palmeirante (TO), formando uma malha logística eficiente para o transporte de grãos, celulose, combustíveis e ferro-gusa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção de abobrinha no Paraná movimenta R$ 101 milhões e consolida Estado como 4º maior produtor do Brasil

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Abobrinha se destaca no agronegócio do Paraná com forte presença e geração de renda

O cultivo de abobrinha no Paraná segue como uma das atividades hortícolas mais relevantes do Estado, movimentando R$ 101,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2024.

De acordo com o boletim do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), a cultura está presente em 358 municípios, com produção total de 50,5 mil toneladas em uma área de 2,9 mil hectares.

Com esse desempenho, o Paraná se consolida como o 4º maior produtor nacional, respondendo por 9,3% da produção brasileira.

Região de Curitiba concentra mais da metade da produção estadual

A produção paranaense de abobrinha apresenta forte concentração regional. O Núcleo Regional de Curitiba responde por 56,2% do total produzido, equivalente a 28,4 mil toneladas.

Entre os principais municípios produtores, destacam-se:

  • Cerro Azul
  • São José dos Pinhais
  • Colombo

Em Cerro Azul, por exemplo, o cultivo ocupa cerca de 250 hectares, com produção de 4,8 mil toneladas e geração de R$ 9,5 milhões em VBP, reforçando a importância da cultura para a economia local.

Outros polos relevantes incluem:

  • Londrina (6,9% da produção estadual)
  • Maringá (6,2%)
Clima impacta oferta e eleva preços da abobrinha no mercado

O mercado da abobrinha tem sido impactado por fatores climáticos, especialmente pela estiagem recente, que reduziu a oferta e pressionou os preços.

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Segundo dados das Centrais de Abastecimento (Ceasa), a caixa de 20 kg da abobrinha verde extra AA atingiu R$ 80,00, alta de 33,3% em relação às semanas anteriores, quando era comercializada a R$ 60,00.

De acordo com especialistas do Deral, a tendência de preços elevados pode se manter no curto prazo, caso não haja regularização das chuvas.

Produção contínua garante estabilidade ao longo do ano

Apesar das oscilações de mercado, a cultura da abobrinha apresenta produção contínua ao longo do ano, o que contribui para sua resiliência.

Historicamente, os picos de preços ocorrem entre o final de maio e o início de julho, período de inverno, quando há menor oferta.

A expectativa é que, com a normalização das condições climáticas e o avanço das lavouras, os preços recuem gradualmente ao longo do segundo semestre.

Soja mantém protagonismo nas exportações do Paraná

No segmento de grãos, a soja continua liderando a pauta exportadora do Estado.

No primeiro trimestre de 2026, o Paraná exportou:

  • 3,41 milhões de toneladas
  • US$ 1,47 bilhão em receita

O resultado representa crescimento de 2% no faturamento, apesar de uma leve queda de 4% no volume embarcado.

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A China segue como principal destino, absorvendo 58% das exportações.

Trigo volta-se ao mercado interno e reduz exportações

Diferentemente da soja, o trigo paranaense tem sido direcionado quase exclusivamente ao mercado interno.

Na safra 2025, o Estado produziu 2,87 milhões de toneladas, mas exportou apenas 4 toneladas, destinadas ao Equador.

A tendência deve se manter em 2026, impulsionada pela forte demanda da indústria nacional e pela redução da área cultivada.

Carne bovina acompanha valorização e amplia receita com exportações

O setor de carne bovina também registrou desempenho positivo. Em março, o Paraná exportou 3,6 mil toneladas, gerando US$ 20,3 milhões em receita.

O preço médio da carne apresentou valorização, passando de US$ 4,76/kg em 2025 para US$ 5,54/kg em 2026.

Assim como na soja, a China permanece como principal destino, respondendo por 38,5% das compras.

Diversificação produtiva reforça força do agro paranaense

Os dados reforçam a diversidade e a força do agronegócio do Paraná, que combina culturas hortícolas, grãos e proteínas animais em um sistema produtivo dinâmico.

A abobrinha, nesse contexto, se destaca como uma cultura resiliente, com geração consistente de renda, forte presença territorial e capacidade de adaptação às variações de mercado e clima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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