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Preços da carne suína seguem em alta com ritmo aquecido de comercialização e exportações fortes

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O mercado de carne suína no Brasil manteve preços em alta durante a última semana, impulsionado pelo ritmo acelerado de comercialização e oferta ajustada. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, os frigoríficos intensificaram a compra de animais, enquanto o atacado também apresentou boa fluidez na comercialização.

“Há agentes do mercado com cautela, considerando possível desaceleração do consumo até o fim do mês, o que pode impactar a reposição futura”, alerta Maia.

O analista destaca que fatores como a descapitalização das famílias e os preços atrativos da carne de frango, concorrente direto, podem influenciar a demanda nos próximos dias. Por outro lado, a exportação brasileira aquecida contribui para reduzir a disponibilidade no mercado interno, fortalecendo os preços.

Evolução dos preços por região

Levantamento de Safras & Mercado apontou avanços significativos nos preços:

  • Quilo do suíno vivo: de R$ 7,75 para R$ 7,98
  • Pernil no atacado: de R$ 13,86 para R$ 14,03
  • Carcaça: de R$ 12,93 para R$ 13,28

Em São Paulo, a arroba suína subiu de R$ 165,00 para R$ 171,00. No Rio Grande do Sul, o quilo vivo manteve R$ 6,60 na integração e subiu de R$ 8,15 para R$ 8,40 no interior. Santa Catarina registrou R$ 6,60 na integração e aumento de R$ 8,05 para R$ 8,30 no interior.

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No Paraná, o quilo vivo avançou de R$ 8,10 para R$ 8,40 no mercado livre, enquanto na integração manteve-se em R$ 6,65. Mato Grosso do Sul teve valorização em Campo Grande de R$ 7,90 para R$ 8,15, e Goiânia (GO) registrou R$ 8,20 para R$ 8,60. No interior de Minas Gerais, os preços subiram de R$ 8,50 para R$ 8,90 e, no mercado independente, de R$ 8,70 para R$ 9,10. Em Mato Grosso, Rondonópolis avançou de R$ 7,85 para R$ 8,20, enquanto a integração manteve R$ 7,05.

Exportações brasileiras mantêm bom desempenho

As exportações de carne suína “in natura” no Brasil registraram US$ 166,615 milhões em agosto (11 dias úteis), com média diária de US$ 15,146 milhões. O volume exportado chegou a 64,328 mil toneladas, com média diária de 5,848 mil toneladas e preço médio de US$ 2,590 por tonelada.

Na comparação com agosto de 2024, houve crescimento de 27,8% no valor médio diário, alta de 21,4% na quantidade média diária e aumento de 5,3% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

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Custos de produção e perspectiva para suinocultores

O analista ressalta que o custo da nutrição segue com evolução contida, favorecendo a formação de margens e trazendo otimismo ao setor.

“A combinação de exportações fortes, oferta ajustada e custos controlados mantém o mercado de suínos em patamares positivos, beneficiando os produtores”, conclui Allan Maia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio brasileiro somam US$ 16 bilhões em maio e atingem segundo maior valor da história para o mês

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As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, registrando crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado e consolidando o segundo maior resultado da série histórica para o mês. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos embarques de soja e proteínas animais, que compensaram a queda observada nos setores sucroenergético e de etanol.

Os dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela Consultoria Agro do Itaú BBA mostram que o agronegócio segue como um dos principais motores da balança comercial brasileira, sustentado por volumes robustos de exportação e preços favoráveis em importantes cadeias produtivas.

Soja lidera pauta exportadora e mantém forte geração de receitas

O complexo soja permaneceu como principal destaque das exportações brasileiras em maio.

Os embarques de soja em grão totalizaram 14,8 milhões de toneladas, avanço de 5% em comparação com maio de 2025. Apesar da redução de 12% frente a abril, movimento considerado natural após o pico da colheita, a receita alcançou US$ 6,3 bilhões, sustentada pela valorização dos preços internacionais.

O farelo de soja também apresentou desempenho positivo, com exportações de 2,5 milhões de toneladas, crescimento de 12% na comparação anual.

Já o óleo de soja registrou uma das maiores altas entre os principais produtos do agronegócio, com embarques de 202 mil toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano passado. Além do avanço no volume, os preços médios seguiram em trajetória de valorização.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O segmento de proteínas animais manteve ritmo acelerado nas exportações brasileiras.

A carne bovina in natura alcançou 262 mil toneladas exportadas em maio, crescimento de 20% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo aumento dos preços internacionais, que atingiram média superior a US$ 6,5 mil por tonelada.

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A carne de frango apresentou um dos melhores desempenhos do mês, com embarques de 442 mil toneladas, alta de 32% na comparação anual.

Já a carne suína exportou 111 mil toneladas, registrando crescimento de aproximadamente 5% sobre maio do ano passado, mantendo a trajetória positiva observada ao longo de 2026.

Açúcar e etanol enfrentam cenário mais desafiador

Enquanto soja e proteínas avançaram, o complexo sucroenergético registrou resultados mais modestos.

As exportações de açúcar VHP somaram 1,8 milhão de toneladas, queda de 10% na comparação anual. Além da redução no volume, os preços internacionais recuaram mais de 20% em relação ao mesmo período de 2025, pressionando as receitas do setor.

O açúcar refinado também apresentou retração, com embarques de 159 mil toneladas, volume 27% inferior ao registrado um ano antes.

No caso do etanol, a queda foi ainda mais expressiva. As exportações despencaram para apenas 17 mil metros cúbicos, retração de 79% na comparação anual. A perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional continua sendo o principal fator limitante para os embarques.

Milho, algodão e suco de laranja registram avanços

Entre os demais produtos agrícolas, o milho apresentou a maior variação positiva do mês em relação ao ano anterior.

Os embarques alcançaram 249 mil toneladas, crescimento superior a 570%, embora o volume ainda seja considerado modesto devido ao estágio inicial da colheita da segunda safra.

O algodão também registrou forte desempenho, com aumento de 52% nos volumes exportados.

O suco de laranja manteve trajetória positiva, com crescimento de 17% nos embarques, reforçando a posição do Brasil como principal fornecedor global do produto.

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Tarifas dos Estados Unidos voltam ao radar do agronegócio

Além dos resultados comerciais, o setor acompanha com atenção os desdobramentos das investigações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos contra o Brasil.

No início de junho, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) propôs uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Entre os temas citados estão comércio digital, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais.

Apesar da medida, boa parte dos principais produtos do agronegócio brasileiro ficou fora da lista de sobretaxação, incluindo carnes, café, frutas, cereais, sementes, fertilizantes e suco de laranja.

Posteriormente, uma nova proposta de tarifa adicional de 12,5% foi apresentada em investigação relacionada a alegações de trabalho forçado em determinadas cadeias produtivas.

As audiências públicas sobre as medidas estão previstas para julho, e o mercado segue atento aos possíveis impactos para o comércio bilateral.

Exportações acumuladas mantêm crescimento em 2026

No acumulado de janeiro a maio de 2026, o agronegócio brasileiro segue apresentando resultados consistentes.

Os destaques são o crescimento das exportações de soja, carnes bovina, suína e de frango, além do avanço das vendas externas de óleo de soja, algodão e milho.

Por outro lado, setores como açúcar refinado, etanol, café verde, trigo e celulose registram desempenho inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Mesmo diante das incertezas comerciais internacionais e da volatilidade dos mercados globais, o agronegócio brasileiro mantém forte competitividade e continua ampliando sua relevância no comércio mundial de alimentos, fibras e energia renovável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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