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Acre reforça defesa por justiça federativa em proposta nacional sobre royalties do petróleo

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O Acre integra o grupo de 19 estados brasileiros que, em articulação com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), apresentaram ao Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira, 28, uma proposta de acordo para avançar na redistribuição dos royalties do petróleo no país.

Agenda no STF reforça o empenho do governo do Acre na busca por uma solução que garanta maior equilíbrio na distribuição dos recursos. Foto: cedida

O tema foi tratado em agenda no Supremo Tribunal Federal, com a participação da procuradora-geral do Estado, que representou a governadora Mailza Assis em audiência com o ministro Cristiano Zanin.

A iniciativa, construída de forma interfederativa antes do julgamento da matéria, busca destravar um dos mais relevantes conflitos federativos das últimas décadas: a definição de critérios mais justos para a partilha de uma riqueza que pertence à União e, portanto, a todos os brasileiros.

Hoje, a maior parte desse dinheiro fica concentrada em poucos estados onde há produção. A proposta defende que esses recursos, por serem de um bem que pertence a todo o Brasil, sejam distribuídos de forma mais justa entre todos os estados.

O Acre, que não produz petróleo, está entre os estados que mais podem se beneficiar da mudança. Isso porque a Lei nº 12.734/2012, aprovada em 2012, já previa essa divisão mais equilibrada, mas nunca foi colocada em prática devido a uma decisão judicial que suspendeu seus efeitos.

Estudos técnicos apontam que, ao longo dos anos, essa suspensão resultou em perdas bilionárias para estados como o Acre, comprometendo investimentos em áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura.

A proposta apresentada busca resolver esse impasse de forma equilibrada: a ideia é começar a aplicar a lei a partir de 2026, com uma transição gradual de sete anos, para evitar impactos bruscos nos estados que hoje recebem a maior parte dos recursos. Também está prevista a renúncia a valores retroativos, como forma de viabilizar o acordo.

Na prática, isso pode representar mais recursos chegando ao Acre nos próximos anos, fortalecendo a capacidade de investimento do Estado.

Reunião foi realizada no Supremo Tribunal Federal. Foto: cedida

“A proposta construída pelos estados representa um avanço importante na busca por equilíbrio federativo. O que está em discussão é a correta distribuição de uma riqueza que pertence a todo o povo brasileiro. Para o Acre, é fundamental que se assegure a aplicação da lei aprovada pelo Congresso Nacional, com responsabilidade e diálogo institucional, garantindo que esses recursos possam chegar a quem mais precisa e contribuir para o desenvolvimento regional”, pontuou a procuradora-geral do Estado, Janete Melo.

A agenda no STF reforça o empenho do governo do Acre, sob a liderança da governadora Mailza Assis, na busca por uma solução que garanta maior equilíbrio na distribuição desses recursos e fortaleça o desenvolvimento regional.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre disponibiliza Guia Orientativo do Orçamento Sensível ao Gênero

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), disponibilizou, nesta quarta-feira, 29, o Guia Orientativo do Orçamento Sensível ao Gênero. Elaborado pela equipe de Estudos e Planejamento Orçamentário da Seplan, o manual está disponível na íntegra no site da Seplan.

O guia foi elaborado como um instrumento prático para orientar órgãos públicos na implementação do Orçamento Sensível ao Gênero (OSG), reunindo fundamentos teóricos, referências normativas e metodologias consolidadas. O material apresenta um passo a passo estruturado para a identificação e classificação dos gastos públicos sob a perspectiva de gênero, além de disponibilizar modelos de ferramentas e estratégias voltadas à institucionalização dessa abordagem no âmbito da administração pública. 

Guia auxiliará os órgãos na implementação do Orçamento Sensível ao Gênero. Imagem: Ascom/Seplan

Com foco na aplicabilidade, o manual busca apoiar gestores e equipes técnicas na incorporação do tema ao planejamento e à execução orçamentária, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais inclusivas. Ao mesmo tempo, o guia reforça a importância do compromisso institucional, da capacitação técnica e da participação social como elementos essenciais para que o orçamento público se torne um instrumento efetivo na promoção da igualdade e na redução de desigualdades.

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O chefe do Departamento de Estudos e Planejamentos Orçamentários, Denyscley Bandeira destacou o caráter estruturante do material para a gestão pública estadual. “O Guia do Orçamento Sensível ao Gênero representa um avanço na consolidação dessa política pública no Acre, ao traduzir diretrizes legais em procedimentos claros e replicáveis, oferecendo uma base técnica para todos os profissionais envolvidos na elaboração e execução do orçamento”, afirmou. 

Segundo ele, o documento contribui para padronizar critérios, qualificar a produção de informações e fortalecer a governança orçamentária. “Com isso, ampliamos a capacidade de mensurar não apenas os recursos aplicados, mas também a efetividade das políticas públicas na redução das desigualdades de gênero, com mais transparência e alinhamento ao planejamento de médio e longo prazo”, completou.

O Guia Orientativo do Orçamento Sensível ao Gênero pode ser acessado clicando aqui.

Fonte: Governo AC

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