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Governo convoca candidatos de processos seletivos da Educação para entrega de documento

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Administração (Sead) e da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), publicou no Diário Oficial desta quarta-feira, 29, quatro editais de convocação referentes a processos seletivos simplificados para contratação temporária de profissionais da educação.

As convocações contemplam candidatos aprovados em seleções voltadas tanto para a educação regular quanto para a educação escolar indígena. Os editais preveem a entrega de documentos e a assinatura de contrato para atuação em diferentes municípios do estado.

Entre os documentos publicados, está o edital nº 006, que trata da 3ª convocação do processo seletivo para professores da educação escolar indígena, com vaga para o município de Cruzeiro do Sul, da etnia Noke Koi/Katukina, na área de Ciências Humanas do ensino médio.

Também foi divulgado o edital nº 032, referente à 26ª convocação do processo seletivo indígena, com vagas para atuação no ensino fundamental em escolas indígenas do município de Cruzeiro do Sul.

Já o edital nº 024 corresponde à 11ª convocação do processo seletivo simplificado da SEE, com oportunidades para professores em áreas como Ciências Humanas e Linguagens, além da Educação de Jovens e Adultos (EJA), em contextos urbano, prisional e socioeducativo, com lotação em municípios como Rio Branco e Feijó.

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O edital nº 108, por sua vez, trata da 99ª convocação do processo seletivo da SEE e contempla cargos na área da educação especial, como assistente educacional e professor mediador, com atuação em Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

Os candidatos convocados devem comparecer até o dia 11 de maio de 2026, no horário das 7h30 às 13h30, aos locais indicados em cada publicação, para a entrega da documentação exigida e formalização do contrato.

Entre os documentos solicitados estão identificação pessoal, comprovantes de escolaridade, certidões negativas, declarações obrigatórias e atestado médico que comprove aptidão física e mental para o exercício do cargo.

No caso dos cargos voltados à educação especial, também é exigida formação específica na área, conforme a função pretendida. O não comparecimento dentro do prazo ou a ausência de documentação pode resultar na eliminação do candidato, conforme previsto nos editais.

As declarações mencionadas nos editais podem ser encontradas no site oficial da Sead. Mais informações podem ser obtidas na SEE pelo telefone (68) 3213-2331 ou pelo e-mail [email protected].

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Fonte: Governo AC

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Governo do Acre participa de mesa de diálogo sobre implementação da Lei do Letramento Racial

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Reforçando o compromisso do governo do Acre com a promoção de políticas de igualdade racial, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) participou, nesta sexta-feira, 19, da Mesa de Diálogo para Implementação da Lei Estadual nº 4.328/2024, que institui o letramento racial e de gênero nos órgãos públicos estaduais e a assinatura de termo de compromisso.

Encontro foi marcado pela presença de instituições, entidades e organizações da sociedade civil. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O encontro foi realizado no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) e reuniu representantes de instituições públicas das áreas de saúde, educação, segurança pública, assistência social, além de entidades, associações, conselhos e movimentos sociais.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, destacou o compromisso da pasta com a promoção da igualdade racial e o apoio do governo à implementação da legislação.

João Paulo Silva assinou termo de compromisso, garantindo a execução da lei de letramento. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

“Em nome do governo do Estado do Acre e da governadora Mailza Assis, asseguro que as políticas afirmativas, o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento das ações voltadas à igualdade racial terão sempre o apoio da SEASDH. Estamos à disposição para somar forças com esta equipe técnica maravilhosa, que já realiza um trabalho tão importante”, afirmou.

A Lei nº 4.328/2024 estabelece a realização obrigatória de, no mínimo, 20 horas de letramento presencial sobre raça, gênero, etnia e diversidade para gestores públicos e ocupantes de cargos comissionados, com o objetivo de qualificar servidores e fortalecer a promoção da equidade na administração pública estadual.

Almerinda Cunha falou sobre a importância da lei e o preconceito que pessoas negras convivem no dia a dia. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Representando a Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha enfatizou que o enfrentamento ao racismo passa pela educação e pelo diálogo.

“Se pararmos para pensar, todos nós fomos educados dentro de uma sociedade racista. Fomos educados para reproduzir preconceitos, discriminar o diferente e julgar o outro. Essa foi a formação social que recebemos ao longo da vida. Para desconstruir isso, são necessários momentos como este: espaços de reflexão, de escuta e de diálogo. Precisamos ouvir a dor do outro, compreender suas razões e entender que todos nós somos seres humanos, portadores dos mesmos direitos constitucionais”, relatou.

Conselheira do TCE, Naluh Gouveia, destacou a importância da lei. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Naluh Gouveia, ressaltou que a implementação da lei representa um momento histórico para o Acre.

“Hoje é um dia de felicidade. É motivo de alegria ver que o Estado do Acre quer se capacitar, quer enxergar as pessoas, mas, acima de tudo, quer acolhê-las. A palavra ‘letramento’ é extremamente importante. O que nós precisamos é de um verdadeiro letramento”, afirmou.

As ações previstas na legislação são direcionadas aos servidores do TCE e do Ministério Público de Contas (MPC), gestores e servidores estaduais, órgãos de controle e fiscalização, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e à sociedade em geral.

Presidente do conselho de Promoção da Igualdade Racial. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Já a presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), Gorete Pinto, explicou que a legislação é resultado da mobilização do movimento negro acreano.

“Ela foi construída por muitas mãos e nasceu da necessidade do movimento negro de fazer com que as autoridades e toda a sociedade acreana compreendam que o racismo é estrutural, que ele permeia toda a nossa sociedade e, consequentemente, também está presente na realidade do Acre”, concluiu.

Também firmaram compromisso com a implementação da lei representantes das secretarias de Estado da Educação (SEE), da Saúde (Sesacre), de Governo (Segov), da Mulher (Semulher), da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar do Acre.

Membros de órgãos públicos formaram compromisso para execução de políticas públicas. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O secretário de Governo, Luiz Calixto, pontuou que a execução da lei é plenamente viável em todas as secretarias e órgãos estaduais.

“Tenho convicção de que esta lei vai se consolidar, porque todos nós, gestores públicos, seremos cobrados pela oferta desses cursos e pela sua efetiva implementação”, destacou.

A iniciativa contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 5 – Igualdade de Gênero, o ODS 10 – Redução das Desigualdades e o ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial.

Compromisso

As autoridades signatárias comprometeram-se a implementar integralmente a legislação em seus respectivos órgãos; garantir recursos e infraestrutura para a realização do letramento presencial de 20 horas; cumprir as metas e os prazos definidos para regulamentação e fiscalização da lei; inserir o letramento sobre igualdade racial, de gênero e diversidade como eixo estratégico do desenvolvimento institucional; promover ambientes de trabalho inclusivos e livres de violência; instituir o Comitê de Acompanhamento da Implementação da Lei; e manter diálogo permanente com os movimentos sociais, fortalecendo o controle social e o monitoramento das ações desenvolvidas.

Fonte: Governo AC

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