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Central Integrada de Alternativas Penais de Cruzeiro do Sul celebra dois anos com mais de 4,5 mil pessoas atendidas
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A Central Integrada de Alternativas Penais (Ciap) de Cruzeiro do Sul, completa neste sábado, 30 de agosto, dois anos de funcionamento. Implantada em 2023, a unidade comemora a marca de mais de 4,5 mil pessoas acompanhadas, se consolidando como um espaço de acolhimento, responsabilização e transformação social.
Por meio do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), as alternativas penais são medidas aplicadas a crimes sem violência ou grave ameaça, cuja pena mínima não ultrapasse quatro anos. Entre elas estão palestras, cursos, grupos reflexivos e prestação de serviços à comunidade. O objetivo não é apenas punir, mas também reparar os danos à vítima e à sociedade, dentro de uma lógica de justiça restaurativa, que prioriza o diálogo, a reparação e a reconciliação.

Na Ciap, o atendimento é multidisciplinar, com psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e outros profissionais que avaliam cada caso de forma integral. O trabalho envolve questões emocionais, familiares, sociais e comportamentais, buscando fortalecer a autoestima e a responsabilidade dos beneficiários, além de garantir acesso às políticas públicas e direitos básicos.
Preservação de vínculos
Um dos diferenciais das alternativas penais é a preservação dos laços familiares. Diferentemente da prisão, elas permitem que a pessoa responsabilizada continue inserida no convívio social, favorecendo a ressocialização e reduzindo as chances de reincidência.
Além disso, representam um instrumento de educação e responsabilização em casos de menor potencial ofensivo. Na prática, substituem a pena privativa de liberdade por medidas mais rápidas, menos onerosas e com foco na transformação. O descumprimento, no entanto, pode levar ao retorno do processo de prisão.
A técnica da Ciap, Sue Ann Sales, reforça a importância dessas medidas como alternativa ao encarceramento. “As alternativas penais surgiram como uma forma de enfrentar a superlotação do sistema carcerário e também a questão da reincidência. Elas exigem um comprometimento, disciplina e um rigoroso acompanhamento. E, de fato, o descumprimento das alternativas penais pode levar o indivíduo à prisão”, afirma.

Ressocialização mais humana
A coordenadora da Ciap de Cruzeiro do Sul, Nayana Neves, destaca o impacto positivo da iniciativa nesses dois anos de atuação. “Acreditamos que punir não deve ser sinônimo de excluir, mas de transformar. É com essa perspectiva que atuamos, prevenindo a reincidência e contribuindo para a redução da população prisional”, enfatiza.

Ao avaliar os dois anos de atuação da Central, Nayana relata os avanços conquistados e a consolidação do espaço como referência em justiça restaurativa no município. “Enfrentamos desafios significativos, mas também conquistamos resultados que comprovam a eficácia das alternativas penais quando aplicadas com responsabilidade e compromisso com os direitos humanos”, finaliza.
O sucesso da Ciap em Cruzeiro do Sul mostra que a punição não significa afastamento. Ao contrário, pode ser um convite à reconstrução. Em vez de muros, cria pontes. Em vez de excluir, chama ao diálogo. Ao longo desses dois anos, cada atendimento reafirma que ressocializar é também um ato de justiça.
Fonte: Governo AC
ACRE
Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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