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Agrishow Labs reúne startups e hubs de inovação com soluções aplicadas ao agronegócio

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O ecossistema de inovação do agronegócio brasileiro segue em expansão, impulsionado pelo crescimento das agtechs e pela adoção de tecnologias aplicadas diretamente na produção rural. Segundo o Radar Agtech Brasil 2025, o país já conta com mais de duas mil startups voltadas ao setor, distribuídas em centenas de municípios, o que reforça a consolidação desse mercado.

Nesse contexto, a Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, destaca o Agrishow Labs como um dos seus principais espaços de inovação, reunindo startups e hubs estratégicos com foco em demonstração prática, conexão com produtores e geração de negócios.

Agrishow Labs conecta startups, produtores e o ecossistema de inovação

O Agrishow Labs é um ambiente dedicado à apresentação de soluções tecnológicas voltadas ao campo, com ênfase em automação, gestão de dados, inteligência artificial e monitoramento agrícola.

O espaço também promove a interação direta entre produtores rurais, empresas e instituições do ecossistema de inovação, criando oportunidades para testes, validação e adoção de novas tecnologias.

Entre os hubs parceiros estão PwC AgTech Innovation, Supera Parque e Sebrae for Startups, que atuam como pontes entre o desenvolvimento tecnológico e a aplicação prática no agronegócio.

Tecnologia aplicada ao campo impulsiona produtividade e eficiência

Na Arena de Tecnologia e Inovação da Agrishow, startups apresentam soluções voltadas para diferentes etapas da cadeia produtiva, com foco em eficiência operacional e tomada de decisão baseada em dados.

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Segundo o presidente da Agrishow, João Marchesan, a inovação já faz parte da base competitiva do setor.

“A inovação no agronegócio deixou de ser um movimento pontual e passou a integrar a base da competitividade do setor. Hoje, o produtor rural tem acesso a soluções que conectam dados, automação e inteligência aplicada ao campo, o que muda a forma de produzir e de tomar decisões”, afirma.

Ele destaca ainda que a feira tem papel central na aproximação entre tecnologia e produtor rural, permitindo que soluções sejam testadas e adotadas de forma mais rápida.

Startups apresentam soluções para diferentes etapas da produção agrícola

Na 31ª edição da Agrishow, o Agrishow Labs reúne startups que atuam em áreas estratégicas do agronegócio, com tecnologias aplicadas diretamente no campo.

Entre os destaques estão:

  • TEG: soluções de automação e monitoramento de processos no campo.
  • MOVE AGRO: gestão inteligente de dados e padronização de informações para apoio à decisão.
  • SELL AGRO: tecnologia de aplicação agrícola e suporte técnico ao produtor em todas as etapas do manejo.
  • Inarix: uso de inteligência artificial e visão computacional para digitalização e qualificação de processos na produção de grãos em tempo real.
  • HURAL: desenvolvimento do Hural Rover, pulverizador autônomo e elétrico voltado à automação e eficiência operacional.

O espaço também conta com patrocínio master da Timber Agriculture (Grupo Timber), reforçando a integração entre startups, empresas e instituições ligadas à inovação no agronegócio.

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Agrishow reforça conexão entre tecnologia e adoção no campo

De acordo com a gerente de negócios da Agrishow, Marilda Meleti, o Agrishow Labs tem como objetivo aproximar soluções tecnológicas da realidade do produtor rural.

“O Agrishow Labs facilita o acesso a novas tecnologias e permite que essas soluções sejam apresentadas de forma mais próxima da realidade do produtor. A proposta é estimular conexões que possam evoluir em parcerias e aplicações concretas dentro das propriedades rurais”, destaca.

Ingressos para a Agrishow 2026 estão disponíveis

A 31ª edição da Agrishow já está com ingressos disponíveis no segundo lote, pelo site oficial agrishow.com.br. Nesta etapa, o valor é de R$ 85,00 por dia, com opção de meia-entrada conforme a legislação vigente. O visitante deve selecionar previamente o dia da visita.

Também estão disponíveis ingressos de estacionamento a partir de R$ 75,00 por dia, além do estacionamento VIP, com pacote de R$ 580,00 para os cinco dias de evento.

Durante a feira, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, a entrada na bilheteria custará R$ 150,00 por dia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Trump taxa o Brasil por “trabalho escravo”, mas compra 30 vezes mais de “países suspeitos”

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Os Estados Unidos começaram a cobrar, nesta sexta-feira (24.07), uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de que o país não impediria de maneira efetiva a importação de mercadorias produzidas com trabalho escravo.

Para parte das exportações brasileiras, a nova tarifa será somada à sobretaxa de 25% (veja aqui) que entrou em vigor na quarta-feira (22), elevando o adicional a 37,5%. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, a cobrança acumulada alcança setores como calçados, máquinas e equipamentos, incluindo maquinário agrícola, peças, vestuário e produtos químicos não farmacêuticos. Café e suco de laranja ficaram isentos das duas medidas, enquanto a celulose será atingida somente pelos 12,5%. A incidência final dependerá do código tarifário de cada mercadoria.

O argumento norte-americano, porém, esbarra nos próprios números e mostra que a decisão é eminentemente política. Segundo levantamento do Global Slavery Index, elaborado pela fundação Walk Free e apresentado ao G20, os Estados Unidos importam anualmente US$ 169,6 bilhões em mercadorias suspeitas de terem sido produzidas com trabalho forçado e nenhum desses países foi sobretaxado. No caso brasileiro, o montante é de US$ 5,6 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 28,5 bilhões, ou seja 30 vezes mais.

A classificação da fundação Walk Free não significa que todas essas mercadorias tenham sido comprovadamente produzidas por trabalhadores escravizados, mas mostra que o mercado norte-americano permanece como um dos principais destinos mundiais de bens provenientes dessas cadeias que se utilizam de mão de obra escravizada.

Entre as compras dos Estados Unidos classificadas como de risco estão US$ 107,6 bilhões em eletrônicos procedentes principalmente da China e da Malásia. Também aparecem US$ 52,4 bilhões em roupas produzidas em países como China, Vietnã, Bangladesh, Índia e Malásia. A lista inclui ainda pescados, madeira e produtos têxteis.

Outra incoerência: a nova cobrança não proíbe a entrada dessas mercadorias. Os produtos originados em cadeias apontadas como vulneráveis ao trabalho forçado poderão continuar chegando aos Estados Unidos desde que os importadores paguem o imposto adicional.

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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) que “investigou” o Brasil não formalizou uma acusação de que os produtos brasileiros estão sendo fabricados com trabalho escravo. Apenas frisou que inexiste uma proibição de importação considerada suficientemente abrangente, para impedir que mercadorias produzidas nessas condições em terceiros países entrem no Brasil, e daqui cheguem aos Estados Unidos .

Essa foi uma forma de justificar o injustificável, já que o Brasil possui uma estrutura própria de repressão ao trabalho análogo à escravidão. O artigo 149 do Código Penal enquadra como crime situações envolvendo trabalho forçado, jornada exaustiva, condições degradantes e restrição da liberdade por dívida. O país também mantém grupos móveis de fiscalização e um cadastro público de empregadores responsabilizados administrativamente, conhecido como Lista Suja do Trabalho Escravo.

Desde 1995, mais de 68 mil trabalhadores foram retirados de condições análogas à escravidão em mais de 8 mil ações fiscais, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. Somente em 2025, foram resgatadas 2.772 pessoas, enquanto as fiscalizações resultaram no pagamento de aproximadamente R$ 9,4 milhões em verbas trabalhistas e rescisórias. A versão mais recente da Lista Suja foi atualizada em 14 de julho deste ano.

Esses números não significam que o problema esteja eliminado no território brasileiro. Eles demonstram, entretanto, que o país reconhece a existência das irregularidades, investiga denúncias, responsabiliza empregadores e retira trabalhadores das situações encontradas. O próprio relatório produzido pelo USTR registra manifestações apresentadas durante a investigação que destacaram a existência de uma estrutura legal e institucional consolidada no Brasil.

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Outro ponto que relativiza a justificativa humanitária está no amplo conjunto de exceções definido pelos Estados Unidos. Ficaram protegidas da nova tarifa matérias-primas que possam provocar desabastecimento, produtos capazes de gerar impactos econômicos mais amplos e mercadorias que não possam ser produzidas em quantidade suficiente no território norte-americano.

A lista de exceções alcança itens de interesse direto do agronegócio, como determinados produtos de origem animal, sementes, insumos para fertilizantes e defensivos, couros, madeira, café solúvel sem aromatização e volumes de açúcar importados dentro das cotas estabelecidas. Na prática, a aplicação da medida será determinada não apenas pelo argumento relacionado ao trabalho forçado, mas também pela necessidade de preservar o abastecimento e os custos da economia americana.

Para o agro brasileiro, o impacto será desigual. Produtos incluídos nas exceções poderão continuar entrando sem a nova cobrança, enquanto os demais ficarão sujeitos aos 12,5%. Nos casos em que a tarifa se somar à sobretaxa de 25% estabelecida em outra investigação comercial, a cobrança nominal poderá alcançar 37,5%, dependendo da classificação aduaneira de cada mercadoria.

O momento escolhido para colocar a medida em vigor também chama atenção. A nova tarifa começou a valer exatamente quando terminou a cobrança global temporária de 10% criada anteriormente pelo governo norte-americano. Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as chamadas tarifas recíprocas, que variavam de 10% a 50%. Agora, Washington recorreu à Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 para recompor uma barreira de alcance semelhante sob outra fundamentação jurídica.

A coincidência entre o calendário eleitoral e o aumento das barreiras comerciais mostra que as tarifas norte-americanas deixaram de ser apenas um instrumento de política comercial e passaram a integrar o ambiente político brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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