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Governança corporativa fortalece transportadoras e impulsiona eficiência logística no Brasil

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Setor de transporte reforça governança para sustentar crescimento no país

A competitividade no transporte de cargas no Brasil tem exigido mais do que expansão de rotas e aumento de cobertura. Com custos logísticos representando cerca de 15,5% do PIB, segundo a consultoria Ilos, o setor enfrenta forte pressão por eficiência, controle operacional e redução de desperdícios.

Nesse cenário, a governança corporativa e a padronização de processos passam a ocupar posição central nas estratégias das transportadoras, especialmente aquelas em fase de crescimento acelerado.

Crescimento sem estrutura aumenta riscos operacionais

O avanço desorganizado das operações logísticas pode comprometer diretamente a qualidade do serviço prestado. Sem processos bem definidos, empresas enfrentam:

  • Aumento de retrabalhos
  • Inconsistências nas entregas
  • Falhas no padrão de qualidade
  • Dificuldade no controle operacional

Esses fatores afetam a previsibilidade e dificultam a tomada de decisões estratégicas voltadas à expansão sustentável.

Governança e dados se tornam pilares da eficiência logística

Mais do que organizar rotinas internas, a governança passou a ser vista como ferramenta essencial para garantir eficiência operacional.

O monitoramento constante de indicadores permite identificar desvios com antecedência, reduzir variabilidades e aumentar a consistência nas entregas.

As transportadoras, cada vez mais orientadas por dados, têm adotado modelos de gestão mais analíticos para sustentar o crescimento com qualidade.

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Mira Transportes amplia operação com foco em controle e padronização

Um dos exemplos dessa transformação é a Mira Transportes, que projeta alcançar cerca de 3.700 cidades no Brasil em 2026. A expansão é acompanhada por um modelo de gestão baseado em governança, tecnologia e padronização de processos.

Segundo o diretor comercial da empresa, Jansen de Jesus, o crescimento é sustentado por planejamento e disciplina operacional.

“No Mira, o crescimento é conduzido com base em planejamento, disciplina operacional e governança. A expansão da malha e das operações é acompanhada de padronização de processos, uso intensivo de tecnologia e integração entre áreas”, afirma.

Complexidade das operações exige maior previsibilidade

De acordo com o executivo, o aumento da complexidade no setor de transporte reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão.

“A governança passa a ser essencial para garantir que o crescimento aconteça com qualidade, sem comprometer o nível de serviço, os custos e a experiência do cliente”, destaca Jansen de Jesus.

Sem esse controle, o crescimento tende a gerar ineficiências e perda de competitividade.

Tecnologia amplia controle e capacidade de decisão

O uso de ferramentas tecnológicas tem sido determinante para sustentar modelos de gestão baseados em governança.

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Sistemas como CRM e Business Intelligence (BI) permitem:

  • Monitoramento de indicadores em tempo real
  • Identificação de gargalos operacionais
  • Tomada de decisão mais ágil e precisa
  • Maior previsibilidade nas entregas

“A tecnologia não substitui a gestão, mas potencializa a capacidade de execução com base em dados”, afirma o diretor.

Integração entre áreas reduz falhas e melhora o serviço

Outro ponto considerado essencial é a integração entre setores como comercial, operação e atendimento.

Quando há alinhamento entre as áreas, a execução das operações se torna mais precisa, reduzindo falhas e melhorando a experiência do cliente.

“A integração entre comercial, operação e atendimento é fundamental para garantir que o que foi negociado seja executado com precisão”, explica Jansen.

Segundo ele, esse alinhamento fortalece a consistência do serviço e contribui para relações mais sólidas com os clientes.

Governança se consolida como diferencial competitivo no transporte

Com um mercado cada vez mais pressionado por eficiência, a governança corporativa deixa de ser apenas uma prática administrativa e passa a ser um diferencial competitivo no setor logístico.

Empresas que combinam processos estruturados, tecnologia e integração entre áreas tendem a alcançar maior previsibilidade, controle operacional e sustentabilidade no crescimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plano Safra 2026/2027: crédito rural enfrenta barreiras e exclui até 40% da agricultura familiar

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O acesso ao crédito rural no Brasil segue marcado por desigualdades estruturais que devem ganhar protagonismo nas discussões do Plano Safra 2026/2027. Levantamentos recentes indicam que até 40% dos agricultores familiares, especialmente povos indígenas e comunidades tradicionais, enfrentam dificuldades para acessar financiamento por falta de documentação e entraves burocráticos.

Crédito rural não alcança todos os produtores

Embora seja a principal política pública de financiamento do setor, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar ainda apresenta forte concentração regional e produtiva.

Na prática, produtores ligados à sociobioeconomia — como extrativistas, pescadores artesanais e sistemas agroflorestais — encontram mais obstáculos para acessar crédito, sobretudo em regiões remotas do Norte e Nordeste.

Entre os principais entraves estão:

  • Exigência de documentação, como o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF)
  • Dificuldade de atualização cadastral
  • Baixa oferta de assistência técnica qualificada
  • Limitações logísticas e acesso restrito a serviços financeiros

Esse cenário acaba excluindo uma parcela significativa de produtores que atuam em sistemas sustentáveis e de baixo impacto ambiental.

Falta de documentação é um dos principais gargalos

O Cadastro da Agricultura Familiar é requisito essencial para acessar linhas como o Pronaf e programas públicos de comercialização.

No entanto, estimativas apontam que cerca de 40% das famílias da sociobioeconomia não possuem o cadastro ativo, o que limita o acesso não apenas ao crédito, mas também a políticas como:

  • Programa Nacional de Alimentação Escolar
  • Programa de Aquisição de Alimentos
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Em regiões mais isoladas, o problema se agrava com a dificuldade de emissão de documentos, falta de internet e distância de agências bancárias.

Recursos seguem concentrados na pecuária

Outro ponto crítico é a concentração dos recursos do crédito rural. Atualmente:

  • Cerca de 70% do crédito do Pronaf está nas regiões Sul e Sudeste
  • Mais de 85% das operações estão ligadas à pecuária

Na região Norte, por exemplo, 85,4% dos recursos foram destinados à atividade pecuária em 2025, enquanto menos de 8% chegaram às cadeias da sociobioeconomia.

Entre as atividades menos financiadas estão:

  • Produção de açaí, cacau e castanha-do-Brasil
  • Óleos vegetais
  • Pesca artesanal
  • Sistemas agroflorestais

Apesar de algum avanço recente, as operações ainda se concentram fortemente em poucas cadeias — como o cacau — impulsionadas por fatores de mercado, como valorização de preços.

Plano Safra será decisivo para reequilibrar o crédito

Especialistas apontam que o Plano Safra 2026/2027 será estratégico para corrigir distorções e ampliar o acesso ao financiamento rural.

Entre as principais medidas esperadas estão:

  • Ampliação do crédito para cadeias da sociobioeconomia
  • Descentralização da emissão do CAF
  • Fortalecimento da assistência técnica no campo
  • Criação de mecanismos de garantia para cooperativas
  • Incentivos para instituições financeiras ampliarem a oferta de crédito

O objetivo é tornar o crédito mais alinhado à diversidade produtiva do país, promovendo inclusão e desenvolvimento sustentável.

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Sociobioeconomia ganha espaço como estratégia de desenvolvimento

A sociobioeconomia tem ganhado destaque como alternativa estratégica para o agronegócio brasileiro, ao combinar geração de renda com conservação ambiental.

Essas cadeias produtivas apresentam alto valor agregado e potencial de expansão, especialmente em regiões com forte presença de biodiversidade.

No entanto, a falta de acesso ao crédito ainda limita o crescimento dessas atividades, reduzindo oportunidades de desenvolvimento local e manutenção dos ecossistemas.

Tecnologia surge como aliada no acesso ao crédito

Iniciativas digitais começam a surgir como solução para reduzir barreiras. Um exemplo é o desenvolvimento de plataformas que auxiliam cooperativas e produtores na organização documental e na elaboração de projetos de financiamento.

Essas ferramentas permitem:

  • Facilitar o cadastro para acesso ao crédito
  • Organizar documentação exigida
  • Conectar produtores a instituições financeiras

A digitalização pode acelerar a inclusão financeira no campo, especialmente em regiões mais isoladas.

Desafio vai além do volume de recursos

Mais do que ampliar o volume de crédito, o principal desafio do Plano Safra está em reestruturar o modelo atual, tornando-o mais acessível, inclusivo e eficiente.

A reorientação do crédito rural é vista como essencial para:

  • Fortalecer a agricultura familiar
  • Valorizar comunidades tradicionais
  • Impulsionar cadeias sustentáveis
  • Promover desenvolvimento regional equilibrado

O sucesso dessa agenda pode redefinir o papel do crédito rural como instrumento de transformação econômica e ambiental no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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