AGRONEGÓCIO
Soja recua na Bolsa de Chicago com petróleo em queda, avanço do plantio nos EUA e ajuste técnico do mercado global
AGRONEGÓCIO
Os preços da soja encerraram esta quarta-feira (6) em queda na Bolsa de Chicago, acompanhando o forte recuo do petróleo e do óleo de soja, além de ajustes técnicos após recentes ganhos. O mercado global segue sensível a fatores geopolíticos, climáticos e de oferta, mantendo alta volatilidade nas cotações.
No pregão, os contratos futuros registraram perdas entre 7 e 12 pontos. O vencimento de julho ficou próximo de US$ 12,04 por bushel, enquanto o agosto foi negociado a US$ 11,97. O movimento negativo foi influenciado principalmente pela queda superior a 2,5% no óleo de soja, que acompanha a desvalorização do petróleo no mercado internacional.
O cenário externo também teve forte impacto. Informações indicando avanço em negociações entre Irã e Estados Unidos para um possível acordo de cessar tensões no Oriente Médio pressionaram o petróleo, que caiu mais de 10% no WTI e cerca de 9% no Brent. A retração energética acabou contaminando diretamente o complexo da soja.
Plantio nos Estados Unidos avança acima da média e reforça pressão baixista
Além do fator geopolítico e energético, o mercado foi pressionado pelo avanço acelerado do plantio da safra norte-americana.
Segundo dados do setor, o plantio de soja nos Estados Unidos já atinge cerca de 33% da área prevista, acima da média histórica de 23% para o período. O ritmo mais rápido do que o esperado reforça a perspectiva de boa oferta futura, contribuindo para a queda dos preços.
No lado da demanda, também houve sinal de enfraquecimento: as importações de soja pela União Europeia recuaram 8,5% na safra atual. Ainda assim, o Brasil mantém liderança no fornecimento ao bloco, com 4,74 milhões de toneladas embarcadas, à frente dos Estados Unidos.
Brasil avança na colheita e mercado interno segue pressionado por câmbio e logística
No Brasil, a colheita da soja está praticamente concluída, atingindo 94,7% da área nacional, o que reduz o suporte de oferta limitada no curto prazo.
No Rio Grande do Sul, o avanço chega a 79% dos 6,62 milhões de hectares, mas o estado enfrenta desafios climáticos. Chuvas intensas em regiões como Capão do Cipó causaram erosão e dificultaram o acesso de máquinas. Em Santa Rosa, a produtividade média estimada é de 2.350 kg/ha, abaixo da média estadual de 2.871 kg/ha.
No mercado físico, a saca no porto de Rio Grande foi cotada a R$ 130,00.
Em Santa Catarina, a demanda das cadeias de proteína animal sustenta os preços, com o porto de São Francisco do Sul registrando R$ 131,00 por saca, alta de 1,39%.
No Paraná, a produção é estimada em 22,04 milhões de toneladas, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior, mas os preços seguem cerca de 6% abaixo de 2025, pressionados pela valorização do real frente ao dólar.
Já em Mato Grosso do Sul, o mercado se manteve estável, com Campo Grande a R$ 115,00 por saca, enquanto os fretes para portos do Sul registraram alta de até 10%, elevando os custos logísticos.
Mercado da soja segue volátil e atento ao clima e à geopolítica
Mesmo com o recuo desta sessão, o mercado da soja permanece em ambiente de forte volatilidade. O comportamento dos preços segue condicionado ao avanço do plantio nos Estados Unidos, à evolução do clima no Corn Belt, às tensões geopolíticas e ao desempenho do petróleo.
Analistas destacam que os investidores continuam ajustando posições enquanto aguardam novos direcionadores mais consistentes para o mercado global de grãos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Safra de cana 2026/27 deve crescer 5,3% e amplia pressão por eficiência no campo e nas usinas
Safra brasileira de cana avança e deve atingir segunda maior produção da história
A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 começou sob expectativa de forte recuperação produtiva e maior demanda por eficiência agrícola e industrial. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 709,1 milhões de toneladas da cultura, crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior.
O volume coloca a temporada como a segunda maior da série histórica do setor sucroenergético nacional.
A expansão também aparece na área destinada à colheita, que deve alcançar 9,1 milhões de hectares, avanço de 1,9% frente à safra passada.
Sudeste lidera recuperação da produtividade dos canaviais
Principal região produtora do país, o Sudeste deve responder por 459,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 6,8% na comparação anual.
A área colhida na região deve crescer 2,1%, totalizando 5,7 milhões de hectares. A produtividade média estimada é de 80,8 toneladas por hectare, avanço de 4,6% em relação ao ciclo anterior.
O desempenho é atribuído principalmente à recuperação parcial dos canaviais após os impactos climáticos registrados nas últimas safras.
Mesmo assim, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à irregularidade das chuvas, ondas de calor e estresses hídricos localizados, fatores que seguem influenciando diretamente o potencial produtivo da cultura.
Produção de etanol ganha força e usinas ajustam mix
Apesar da ampla oferta de matéria-prima, o açúcar não deve liderar o crescimento do setor em 2026/27.
A produção brasileira do adoçante está estimada em 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol aparece como principal vetor de expansão da cadeia sucroenergética.
A expectativa é de produção de 40,69 bilhões de litros de biocombustível, crescimento de 8,5% frente à safra anterior.
O cenário reflete mudanças estratégicas no mix das usinas, impulsionadas pela competitividade do etanol, aumento da demanda energética e busca por maior rentabilidade industrial.
Manejo eficiente será decisivo para proteger produtividade e ATR
Com a safra já em andamento no Centro-Sul do país, produtores e usinas intensificam o monitoramento das lavouras para preservar produtividade, longevidade dos canaviais e qualidade tecnológica da matéria-prima.
O período atual é considerado decisivo para a formação dos colmos e definição do potencial de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador-chave para a rentabilidade da indústria.
As áreas apresentam diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo brotação, perfilhamento, crescimento vegetativo e alongamento de colmos.
Ao mesmo tempo, o maior vigor vegetativo aliado à presença de palhada, altas temperaturas e instabilidade climática aumenta a pressão de pragas, doenças e plantas daninhas.
Cigarrinha e bicudo seguem entre os maiores desafios fitossanitários
Entre os principais riscos para os canaviais brasileiros está a cigarrinha-das-raízes, considerada uma das pragas mais agressivas da cultura.
Além de reduzir produtividade, a infestação compromete o vigor fisiológico da planta e prejudica a qualidade industrial da matéria-prima.
Outro ponto de atenção é o bicudo-da-cana-de-açúcar, que afeta o sistema radicular e reduz o desempenho produtivo ao longo dos ciclos.
No manejo de plantas daninhas, espécies como capim-colonião, braquiária, capim-amargoso, corda-de-viola, mucuna e mamona continuam exigindo controle rigoroso para evitar perdas expressivas de produtividade.
Maturação da cana ganha importância estratégica na safra
A maturação dos canaviais será outro fator decisivo para o desempenho econômico da safra 2026/27.
No Centro-Sul, o processo ocorre naturalmente entre outono e inverno, quando temperaturas mais amenas e menor disponibilidade hídrica favorecem o acúmulo de sacarose nos colmos.
Porém, a variabilidade climática observada nos últimos anos tem dificultado a uniformidade da maturação, especialmente no início da safra.
Diante disso, o uso estratégico de tecnologias e práticas de manejo voltadas à antecipação da maturação ganha relevância para elevar o ATR e aumentar a eficiência industrial.
Segundo especialistas do setor, em condições favoráveis, os ganhos de produtividade e qualidade podem superar 8%.
Eficiência operacional será prioridade do setor sucroenergético
O cenário da safra 2026/27 reforça uma tendência clara no setor sucroenergético brasileiro: produtividade isolada já não é suficiente.
Com margens mais seletivas, oscilações climáticas e maior competitividade global, o foco do produtor e das usinas passa a ser eficiência operacional, previsibilidade e maximização do retorno econômico.
Nesse contexto, o manejo integrado, o monitoramento constante das lavouras e o uso racional de tecnologias devem ganhar protagonismo ao longo da temporada, garantindo maior estabilidade produtiva e melhor aproveitamento industrial da cana-de-açúcar brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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