AGRONEGÓCIO
Luís Eduardo Magalhães amplia vitrine do agro com feira 35% maior
AGRONEGÓCIO
Luís Eduardo Magalhães (cerca de 950 km da capital, Salvador), na Bahia, se prepara para receber entre os dias 8 e 13 de junho a 20ª edição da Bahia Farm Show, considerada a principal feira agropecuária do Norte e Nordeste do país e uma das maiores vitrines de tecnologia agrícola do Brasil.
A edição de 2026 marca uma nova etapa do evento, com ampliação de 35% na área do complexo, que passa a contar com 380 mil metros quadrados destinados à exposição de máquinas, implementos, insumos, tecnologias e soluções voltadas ao agronegócio.
Organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), a feira já tem cerca de 500 expositores confirmados e expectativa de público superior a 160 mil visitantes ao longo dos seis dias de programação.
O crescimento da estrutura acompanha o avanço do agronegócio no Matopiba — região formada por áreas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — que se consolidou como uma das principais fronteiras agrícolas do país, especialmente na produção de soja, milho, algodão e fibras.
Segundo o presidente da Aiba e da Bahia Farm Show, Moisés Schmidt, a expansão da feira reflete a transformação tecnológica vivida pelo agro brasileiro. “Chegamos à vigésima edição com a Bahia Farm Show consolidada como a maior feira do Norte e Nordeste e a segunda em faturamento do Brasil. Mesmo com a ampliação da área, 90% dos espaços já estavam comercializados dois meses antes do evento, mostrando a força do agro baiano”, afirmou.
Para Schmidt, o setor vive uma nova fase marcada pela industrialização e pelo avanço da automação no campo. “Hoje falamos de robôs, drones e máquinas programadas. O produtor não dirige mais o trator, ele programa o equipamento. A tecnologia não elimina empregos; ela exige qualificação e cria novas oportunidades dentro do agro”, disse.
A edição deste ano terá forte presença de soluções ligadas à agricultura digital, automação, conectividade, inteligência artificial, energia renovável e sustentabilidade, áreas que vêm ganhando espaço nas grandes feiras do setor.
Entre as novidades apresentadas pela organização está o lançamento de um aplicativo com mapa interativo em tempo real para facilitar a navegação de visitantes e expositores dentro do complexo. A feira também utilizará veículos elétricos para mobilidade interna e sistemas de monitoramento com reconhecimento facial.
A organização informou que a montagem das estruturas começa oficialmente a partir de 18 de maio, quando o parque será liberado para os expositores iniciarem a instalação dos estandes.
Mais do que uma feira de máquinas, a Bahia Farm Show se consolidou como plataforma de negócios e termômetro dos investimentos do agro no Cerrado brasileiro. O evento ocorre em um momento de expansão da agroindústria regional, aumento da capacidade logística e maior profissionalização das cadeias produtivas no Oeste da Bahia.
Além da Aiba, a feira conta com apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), da Associação dos Revendedores e Representantes de Máquinas, Equipamentos e Implementos Agrícolas do Oeste da Bahia (Assomiba) e da Fundação Bahia.
Serviço
Bahia Farm Show 2026
Complexo Bahia Farm Show — BR-020/242, Luís Eduardo Magalhães (BA)
De 8 a 13 de junho de 2026
Temas: agricultura digital, máquinas agrícolas, sustentabilidade, irrigação, conectividade, automação e agroindústria.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Soja recua na Bolsa de Chicago e no mercado físico com pressão do petróleo, geopolítica e logística no Brasil
O mercado da soja voltou a operar em baixa nesta quinta-feira (7), tanto na Bolsa de Chicago quanto no mercado físico brasileiro, em um movimento influenciado principalmente pelo recuo do petróleo, pelas incertezas geopolíticas e pelas condições da safra norte-americana. O cenário reforça a volatilidade das commodities agrícolas diante de fatores externos e internos que seguem pressionando as cotações.
Na Bolsa de Chicago, os contratos da soja operaram em queda no início da manhã, com perdas entre 1,50 e 3 pontos. O contrato de julho voltou a perder o patamar de US$ 12,00 por bushel, sendo negociado a US$ 11,93. O vencimento de setembro ficou em US$ 11,66. O farelo e o óleo de soja também registraram recuos, ainda que mais moderados do que na sessão anterior, sem quedas superiores a 0,3%.
Geopolítica entre EUA e Irã aumenta volatilidade nos mercados
O principal fator de pressão segue sendo o ambiente externo, com destaque para as expectativas em torno de um possível entendimento entre Estados Unidos e Irã. O mercado acompanha com atenção as negociações que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz, o que impactaria diretamente o fluxo global de petróleo e, consequentemente, as commodities.
O avanço das discussões provocou forte reação nos mercados na véspera, com queda generalizada em grãos e energia. No entanto, analistas reforçam que o cenário ainda é instável e sujeito a reversões rápidas, mantendo a volatilidade como principal característica do mercado neste momento.
Além disso, o bom andamento do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, aliado às condições climáticas favoráveis, contribui para limitar movimentos de alta na soja, ampliando a pressão baixista.
Outro ponto de atenção dos traders é o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para ocorrer em Pequim nos próximos dias, que pode trazer novos direcionamentos para o comércio global de commodities.
Soja também cai no Brasil com clima adverso e gargalos logísticos
No mercado brasileiro, a pressão internacional se soma a fatores internos, como problemas climáticos, gargalos logísticos e custos elevados de transporte.
Segundo a TF Agroeconômica, os contratos de soja encerraram a sessão anterior em queda na CBOT, com o vencimento de maio recuando 1,40%, para US$ 11,79 por bushel, e julho caindo 1,38%, para US$ 11,9475. O farelo de soja também recuou 0,97%, enquanto o óleo caiu 2,46%, refletindo o impacto direto da retração do petróleo.
Clima e logística pressionam preços no mercado físico brasileiro
No Rio Grande do Sul, a colheita da soja já atingiu 79% da área, mas segue marcada por forte preocupação com a estiagem, que pode causar perdas de até 50,4% em algumas regiões. A falta de diesel também tem prejudicado a operação de colheitadeiras e elevado os custos produtivos.
As cotações no estado refletiram esse cenário: em Nonoai, a soja caiu 1,75%, para R$ 112,00 por saca, enquanto no porto de Rio Grande o preço ficou em R$ 129,00, recuo de 0,77%.
Em Santa Catarina, o mercado apresentou maior estabilidade, sustentado pela demanda da cadeia de proteína animal. Em Palma Sola, a saca foi cotada a R$ 112,00 e em Rio do Sul a R$ 118,00. No porto de São Francisco, o preço ficou em R$ 130,00.
No Paraná, houve recuo de 1,79% em Jacarezinho e Londrina, com a saca a R$ 110,00, enquanto o aumento do custo do frete para Paranaguá, pressionado pelo diesel, adiciona tensão ao mercado.
Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande registrou queda de 4,50%, para R$ 106,00, refletindo disputa logística com o milho. Já em Mato Grosso, a colheita foi concluída em 100%, com destaque para o aumento no frete entre Sorriso e Miritituba, que recuou 2,97%, para R$ 306,67 por tonelada.
Mercado segue volátil e atento ao cenário global
O conjunto de fatores reforça um ambiente de elevada volatilidade para a soja, com o mercado ainda altamente dependente de decisões geopolíticas, movimentos do petróleo, clima nos Estados Unidos e gargalos logísticos no Brasil.
A expectativa dos analistas é de que o comportamento dos preços siga sensível a novas notícias envolvendo o Oriente Médio e ao desenrolar da safra norte-americana nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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