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MPAC cria grupo especial, centro de inteligência e intensifica ações de combate à violência nas escolas
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) anunciou, nesta quinta-feira, 7, a criação do Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar no Estado do Acre (Gevesc) e do Centro de Análise e Inteligência Cibernética para Proteção de Crianças, Adolescentes e Jovens (CyberCAJ). As iniciativas foram apresentadas durante coletiva de imprensa realizada na sede da instituição, como parte das medidas adotadas após o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco.
O Gevesc foi criado para coordenar ações integradas de prevenção e resposta à violência no ambiente escolar, fortalecendo protocolos de proteção, articulação institucional e acompanhamento de situações de risco envolvendo unidades de ensino. A atuação do grupo será voltada à construção de estratégias permanentes para ampliar a segurança da comunidade escolar em todo o estado.
Já o CyberCAJ funcionará como núcleo especializado de análise e inteligência cibernética, com foco no monitoramento preventivo de ambientes digitais e redes sociais, na identificação precoce de discursos de ódio, conteúdos extremistas e possíveis ameaças relacionadas à violência escolar.
Durante a coletiva, o Ministério Público também apresentou as medidas emergenciais adotadas desde os primeiros momentos após o ataque no Instituto São José. Além do procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque, participaram da apresentação o subcorregedor-geral, Francisco Maia Guedes; o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), promotor Antônio Alceste; e o titular da 3ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente, promotor Iverson Bueno.
Entre as providências implementadas estão a designação imediata de membros do MPAC para atuação presencial no local, logo após a ciência dos fatos; o acompanhamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Estado; a realização de oitiva informal do adolescente envolvido; e o ajuizamento da representação por ato infracional com pedido de internação provisória, conforme previsto na legislação.
A intuição também mantém articulação com a Secretaria de Estado de Educação e outros órgãos estaduais e municipais para a definição de medidas voltadas ao reforço da segurança nas unidades de ensino, incluindo a recomendação de instalação de detectores de metais e a adoção de práticas que ampliem a atenção a sinais de alerta no comportamento de estudantes.
O MPAC reiterou que o objetivo central das ações é assegurar resposta firme, técnica e integrada diante do ocorrido, garantir a devida apuração dos fatos, proteger a comunidade escolar e fortalecer estratégias permanentes de prevenção da violência no Estado do Acre.
“Desde o momento em que tomou conhecimento dos fatos, o MPAC tem adotado providências para que a investigação seja conduzida com rigor, para que os responsáveis sejam devidamente responsabilizados e, principalmente, para que fatos dessa natureza jamais se repitam”, disse o procurador-geral de Justiça.
Gevesc e CyberCAJ atuarão de forma integrada
O Gevesc e o CyberCAJ foram concebidos com a proposta de integrar áreas estratégicas do Ministério Público do Estado do Acre na prevenção, proteção e resposta a situações de violência, reunindo membros com atuação nas áreas da infância e juventude, inteligência, combate ao crime organizado, saúde e outras.
Compõem o Gevesc os procuradores de Justiça Sammy Barbosa (coordenador do grupo) e Francisco Maia Guedes; o coordenador-geral do Gaeco, Antônio Alceste; o coordenador do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), Rodrigo Curti; o coordenador-adjunto do Gaeco, Júlio César de Medeiros; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde, Gilcely Evangelista; e os promotores de Justiça Abelardo Townes, Iverson Bueno e Vanessa de Macedo Muniz, que atuam na defesa da criança e do adolescente.
Já o CyberCAJ funcionará como estrutura especializada de análise e inteligência cibernética vinculada ao Gevesc. A composição, a coordenação e o funcionamento operacional do CyberCAJ serão definidos em ato complementar da Procuradoria-Geral de Justiça.
A criação das estruturas segue diretrizes previstas em recomendação do CNMP e em legislações voltadas ao enfrentamento do bullying, do cyberbullying, da violência digital e à proteção integral de crianças e adolescentes. O modelo adota ainda parâmetros de atuação preventiva e integrada previstos em protocolos de enfrentamento à violência escolar.
Texto: Hudson Castelo
Fotos: Diego Negreiros
Agência de Notícias MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC promove capacitação para fortalecer a gestão educacional na Regional do Alto Acre
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nos dias 7 e 8 de julho, em Brasileia, a Capacitação Regional para o Fortalecimento da Gestão Educacional. Promovida pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa da Educação (Gaede) e pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação (Caop Educação), a iniciativa reuniu prefeitos, secretários municipais, equipes técnicas e gestores públicos dos municípios da Regional do Alto Acre e de Capixaba.
A capacitação teve como objetivo fortalecer a atuação dos gestores municipais na formulação, execução e monitoramento das políticas públicas educacionais, promovendo a qualificação técnica em temas relacionados ao financiamento da educação, ao Censo Escolar, aos programas federais, ao planejamento educacional, à execução de recursos públicos e ao cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE).
A iniciativa também buscou ampliar a articulação entre o Ministério Público e os municípios, contribuindo para o aperfeiçoamento da gestão educacional, a melhoria dos indicadores de ensino e a ampliação da captação de recursos destinados à educação.
Representando a Procuradoria-Geral de Justiça, o assessor de Relações Institucionais, procurador de Justiça Sammy Barbosa Lopes, destacou que a defesa da educação integra a missão constitucional do Ministério Público de garantir a efetivação dos direitos fundamentais.

“O Ministério Público cumpre também essa missão de ser o guardião dos direitos fundamentais. E um dos mais importantes direitos fundamentais é a educação. Como dizia Paulo Freire, a educação não transforma o mundo; a educação transforma as pessoas, e as pessoas transformam o mundo”, frisou.
A corregedora-geral do MPAC, procuradora de Justiça Patrícia de Amorim Rêgo, ressaltou a importância da atuação preventiva da instituição e afirmou que investir na educação é a forma mais eficaz de assegurar direitos e promover transformações sociais.

“Temos que agir na prevenção. Precisamos evitar que os direitos e a dignidade das pessoas sejam violados. E a base dessa prevenção é a educação. Crianças e adolescentes são prioridade absoluta, conforme determina a Constituição, e isso passa por uma educação básica acessível e de qualidade. Esse é um passo muito importante, que pode fazer toda a diferença”, disse.
Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa da Educação, promotor de Justiça Abelardo Townes, o desenvolvimento dos países está diretamente ligado ao investimento em educação, especialmente na primeira infância.
“Todos os países que alcançaram elevados níveis de desenvolvimento fizeram isso com base na educação. Quando passei a estudar essa realidade, percebi que os investimentos na primeira infância são determinantes para transformar a sociedade”, destacou.
Pelo MPAC, também participaram do evento o subprocurador-geral de Governança Institucional, promotor de Justiça Adenilson de Souza; o subcorregedor-geral do MPAC, procurador de Justiça Francisco Maia Guedes; o promotor corregedor Daisson Gomes Teles; o promotor de Justiça Leonardo Honorato Santos; opromotor de Justiça Luã Brito, que responde pela Promotoria de Justiça de Assis Brasil; e as promotoras de Justiça substitutas Renata Barbosa Ferreira e Caroline Caldas Correia.


A iniciativa contou ainda com a presença dos prefeitos de Assis Brasil, Brasileia, Xapuri demais municípios do Alto Acre, além de secretários municipais de Educação, secretários de Planejamento, procuradores municipais, representantes dos setores de licitação, servidores responsáveis pelo preenchimento do Censo Escolar e demais equipes técnicas das secretarias municipais de Educação.
Texto: Marcelina Freire
Fotos: Tiago Teles
Agência de Notícias do MPAC
Fonte: Ministério Publico – AC
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