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Preço da ureia cai no Brasil e no mercado global, mas demanda por fertilizantes segue travada

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O mercado internacional de fertilizantes nitrogenados segue registrando enfraquecimento nos preços, mas ainda sem reação consistente da demanda. Segundo análise de Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, a ureia acumula três semanas consecutivas de queda nas cotações, movimento que também já impacta o mercado brasileiro.

No Brasil, a retração acumulada da ureia nas últimas três semanas chega a aproximadamente 8%, refletindo o cenário de menor sustentação nos preços globais. Outros nitrogenados importantes, como nitrato de amônio e sulfato de amônio, também passaram a registrar desvalorizações recentes.

Apesar da correção observada nas últimas semanas, os preços ainda permanecem em patamares historicamente elevados. De acordo com a análise da StoneX, as cotações da ureia continuam cerca de 53% acima dos níveis registrados antes do início do conflito no Oriente Médio, fator que ainda sustenta parte da pressão sobre o mercado global de fertilizantes.

Demanda fraca limita recuperação do mercado

O enfraquecimento dos preços, entretanto, ainda não foi suficiente para estimular novos negócios no mercado internacional. A relação de troca entre a ureia e as principais commodities agrícolas segue em níveis considerados desfavoráveis para o produtor rural, reduzindo o interesse por compras antecipadas.

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Além disso, distribuidores de fertilizantes mantêm postura cautelosa diante da possibilidade de novas quedas nas cotações, evitando ampliar posições e correr o risco de desvalorização dos estoques.

Segundo Tomás Pernías, o mercado global continua operando em ambiente de oferta restrita, principalmente devido aos gargalos logísticos associados ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de fertilizantes nitrogenados.

Compradores brasileiros seguem afastados das negociações

No mercado brasileiro, a movimentação segue limitada. Compradores permanecem afastados das negociações de nitrogenados, cenário influenciado tanto pela baixa sazonalidade das compras quanto pelos preços ainda elevados dos fertilizantes.

A percepção predominante entre produtores e distribuidores é de que ainda não há vantagens competitivas para antecipar aquisições neste momento, especialmente diante da expectativa de possíveis novos ajustes negativos nas cotações.

Com isso, o mercado de nitrogenados segue operando em ritmo lento, enquanto agentes acompanham os próximos movimentos da oferta global, da logística internacional e da demanda agrícola para os próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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