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MPAC destaca adesão do MPPB ao Escritório de Representação dos MPs em Brasília
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O Escritório de Representação dos Ministérios Públicos Estaduais em Brasília passou a contar, desde terça-feira (12), com um novo integrante: o Ministério Público da Paraíba (MPPB). A adesão foi formalizada durante solenidade realizada na capital federal, reunindo autoridades do sistema de Justiça, parlamentares e membros do Ministério Público brasileiro que participam da 2ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União (CNPG).
O ato contou com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, além de senadores, deputados federais, procuradores-gerais de Justiça e promotores de diversos estados. O encontro reforçou o papel estratégico da estrutura compartilhada instalada em Brasília para ampliar a interlocução institucional dos Ministérios Públicos estaduais junto aos Poderes da República.
A recepção ao MPPB foi conduzida pelo procurador-geral de Justiça do Acre, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, um dos articuladores da criação do espaço. O local também abriga atividades do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais dos Ministérios Públicos dos Estados e da União, fortalecendo a integração entre os ramos ministeriais estaduais e os órgãos nacionais de coordenação institucional.
Segundo Oswaldo D’Albuquerque, a consolidação do escritório representa um avanço na atuação cooperativa dos Ministérios Públicos estaduais em temas de interesse nacional.
“O Escritório de Representação fortalece a presença institucional dos Ministérios Públicos estaduais em Brasília, permitindo maior integração entre os órgãos, apoio logístico aos membros e acompanhamento mais próximo das pautas em tramitação nos tribunais superiores, no Congresso Nacional e nos órgãos de controle. Trata-se de uma estrutura estratégica para a defesa do interesse público e para o aprimoramento da atuação ministerial em âmbito nacional”, afirmou.
A criação do Escritório de Representação dos Ministérios Públicos Estaduais foi idealizada pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) e posteriormente encampada por outros Ministérios Públicos estaduais, com apoio institucional do CNPG. A estrutura foi inaugurada em 7 de dezembro de 2021, durante a gestão da então procuradora-geral de Justiça do Acre, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues.
Kátia Rejane Rodrigues destacou que, antes da implantação do espaço compartilhado, os membros do MPAC enfrentavam limitações operacionais durante agendas institucionais em Brasília.
“Havia uma carência histórica de um espaço adequado para acolher os membros do Ministério Público em deslocamentos institucionais à capital federal. A partir dessa necessidade, iniciamos um processo de articulação com outros Ministérios Públicos estaduais e recebemos apoio integral do CNPG. Hoje contamos com uma estrutura moderna e funcional, com salas climatizadas e ampla sala de reuniões, preparada para oferecer suporte aos integrantes dos MPs que atuam em Brasília em defesa das pautas institucionais”, ressaltou.
Com a adesão do MPPB, o Escritório de Representação passa a reunir Ministérios Públicos de dez estados: Acre, Bahia, Amapá, Ceará, Pernambuco, Tocantins, Roraima, Rondônia, Espírito Santo e Paraíba. O espaço compartilhado possui cerca de 729 metros quadrados e foi concebido para oferecer apoio institucional e logístico aos Ministérios Públicos estaduais perante os tribunais superiores, o Congresso Nacional, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e demais órgãos federais sediados em Brasília.
Além da estrutura administrativa, o escritório funciona como ponto de convergência para articulações nacionais envolvendo pautas legislativas, atuação judicial estratégica e cooperação interfederativa entre os MPs estaduais.
A sede principal compartilhada foi inaugurada em 2021 no Setor de Administração Federal Sul (SAFS), Quadra 2, Asa Sul, em Brasília. Em publicações institucionais mais recentes, Ministérios Públicos integrantes também indicam funcionamento no Edifício Via Esplanada, SAFS Quadra 2, Bloco D, Sala 102, igualmente na Asa Sul, nas proximidades da sede do CNMP.
Os primeiros Ministérios Públicos estaduais a aderirem oficialmente ao escritório compartilhado foram os MPs do Acre, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Roraima. Posteriormente, outros órgãos ministeriais passaram a integrar o espaço ou instalar estruturas próprias no mesmo complexo institucional, entre eles Amazonas, Ceará, Pernambuco e Tocantins.

Em 2025, o espaço compartilhado reunia os Ministérios Públicos do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Roraima e Tocantins.
O ingresso do Ministério Público da Paraíba no ambiente institucional compartilhado foi anunciado oficialmente em maio de 2026, durante sessão do Colégio de Procuradores de Justiça do MPPB realizada em 11 de maio. A adesão reforça o movimento de expansão da estrutura criada a partir da articulação liderada pelo MPAC e consolidada em cooperação com o CNPG.
Texto e fotos: Chico Araújo
Fonte: Ministério Publico – AC
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MPAC reforça atuação estratégica em direitos humanos durante 2ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais do CNPG
O procurador-geral de Justiça do Acre, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, participou das atividades da 2ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), em Brasília, ocasião em que também esteve presente, a convite do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, do lançamento do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto. O programa prevê investimento de R$ 11 bilhões em ações integradas de segurança pública, com foco na asfixia financeira das organizações criminosas, no fortalecimento do sistema prisional, no combate ao tráfico de armas e na qualificação das investigações de homicídios.
Na avaliação do chefe do MP acreano, os debates promovidos durante o encontro consolidaram a importância da atuação integrada dos Ministérios Públicos brasileiros diante dos desafios contemporâneos que impactam diretamente a cidadania e a proteção dos grupos vulneráveis.
Presidente do Grupo Nacional de Defesa dos Direitos Humanos em Sentido Estrito (COPEDH), vinculado ao CNPG, Oswaldo D’Albuquerque ressaltou a relevância da construção conjunta de estratégias institucionais voltadas à promoção e à proteção dos direitos fundamentais. O grupo atua na articulação nacional de políticas e ações ministeriais relacionadas à defesa dos direitos humanos, ao fortalecimento da cidadania, à proteção de populações vulneráveis e ao enfrentamento de violações de direitos fundamentais.

Também participaram da programação institucional os promotores de Justiça Iverson Rodrigo Bueno e Thalles Ferreira Costa, além da promotora de Justiça Dulce Helena Freitas Franco, que acompanharam debates e discussões técnicas em diferentes eixos temáticos relacionados aos direitos humanos e à atuação ministerial especializada.
Defesa da mulher e fortalecimento da Lei Maria da Penha
Dulce Helena Freitas Franco acompanhou as discussões do Grupo Nacional de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (COPEVID). Segundo a promotora, foram aprovados pela COPEVID enunciados que agora serão apreciados em plenária nacional. Para Dulce Helena Freitas Franco, os enunciados representam um importante avanço na uniformização da atuação ministerial em todo o país, fortalecendo a proteção integral das mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
A promotora destacou ainda que, além de conferirem maior segurança jurídica e alinhamento institucional, os enunciados refletem uma atuação comprometida com a efetividade da Lei Maria da Penha, com a prevenção da revitimização e com a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, buscando uma resposta mais humanizada, técnica e eficiente do sistema de Justiça.
Protagonismo infantojuvenil e participação social
Durante os debates temáticos, o promotor de Justiça Iverson Rodrigo Bueno participou das discussões relacionadas à promoção dos direitos da infância e da juventude, contribuindo para a aprovação de enunciados voltados ao fortalecimento do protagonismo infantojuvenil e da participação social de crianças e adolescentes nas políticas públicas.
Entre os textos aprovados, destaca-se o entendimento de que compete ao Ministério Público assegurar o direito de participação de crianças e adolescentes, observada a autonomia progressiva, reconhecendo-os como sujeitos de cidadania ativa capazes de influenciar decisões em processos, procedimentos e políticas públicas, em consonância com a Convenção sobre os Direitos da Criança e os parâmetros interamericanos de direitos humanos.
Outro enunciado aprovado reforça que o Ministério Público deve fomentar espaços de governança participativa acessíveis, informados e protegidos, garantindo que as vozes de crianças e adolescentes sejam integradas de forma estruturante ao ciclo das políticas públicas, assegurando metodologias participativas com impacto concreto nas decisões e superando visões meramente tutelares.
Também foi aprovado enunciado que reafirma o dever do Ministério Público de garantir atendimento direto e prioritário a crianças e adolescentes, assegurando acolhimento, linguagem acessível e efetivo protagonismo nas decisões que lhes digam respeito, em observância ao direito fundamental de acesso à Justiça e às diretrizes da Resolução nº 287/2024 do CNMP.
Direitos humanos e proteção de populações vulneráveis
Integrando o grupo presidido por Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, o promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa participou ativamente dos debates do COPEDH e coordenou a reunião do grupo realizada na segunda-feira (11), contribuindo para a condução das discussões e a consolidação de propostas voltadas ao fortalecimento da atuação ministerial em direitos humanos.
No âmbito do COPEDH, Thalles Ferreira Costa participou da construção e da aprovação de propostas de enunciados voltados à proteção de populações vulneráveis e ao fortalecimento da atuação ministerial em direitos humanos.
Entre as propostas aprovadas, destaca-se o reforço da atribuição do Ministério Público brasileiro na fiscalização contínua e rigorosa das comunidades terapêuticas acolhedoras, visando coibir internações ilegais, trabalhos forçados, castigos físicos e práticas degradantes, assegurando a dignidade, a liberdade e a integridade física e psíquica dos acolhidos.
As discussões também contemplaram a implementação das diretrizes fixadas na ADPF 976 e na Recomendação de Caráter Geral nº 05/2025 da Corregedoria Nacional do Ministério Público, voltadas à defesa dos direitos fundamentais das pessoas em situação de rua, com atuação estruturante, fiscalização de políticas públicas e integração de mutirões de atendimento direto.
Outro eixo de destaque foi a tutela individual e coletiva dos direitos dos povos indígenas, quilombolas e demais povos e comunidades tradicionais, observando a autoidentificação, o diálogo intercultural permanente e as diretrizes da Resolução CNMP nº 230/2021, com atuação voltada à superação de obstáculos de acesso a direitos.
Também foram debatidas medidas relacionadas à mediação e à solução pacífica de conflitos fundiários coletivos urbanos e rurais, fortalecendo a proteção ao direito à moradia digna, ao acesso à terra e à defesa de populações vulnerabilizadas em territórios de conflito.
No campo da proteção à população LGBTQIA+, os enunciados reforçaram a importância do Formulário Rogéria como instrumento essencial para análise de risco de LGBTIfobia, prevendo sua aplicação nas investigações, fundamentação de medidas protetivas, prevenção da revitimização e fortalecimento da rede de proteção especializada.
As propostas ainda abordaram a defesa da laicidade do Estado no ambiente escolar, reafirmando o dever do Ministério Público de assegurar que a escola pública permaneça como espaço de pluralidade, respeito e liberdade de crença, livre de discriminação, constrangimento e proselitismo religioso.
Atuação institucional e integração nacional
Para o promotor de Justiça Iverson Rodrigo Bueno, a participação na 2ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais do CNPG representou uma oportunidade estratégica de fortalecimento do diálogo institucional e de integração entre os Ministérios Públicos de todo o país. Segundo ele, os encontros nacionais promovidos pelo colegiado consolidam a unidade da atuação ministerial brasileira e permitem o alinhamento de pautas prioritárias voltadas à proteção dos direitos fundamentais e ao aperfeiçoamento das políticas públicas.
O promotor destacou que os debates realizados durante a reunião contribuíram para a construção de estratégias conjuntas relacionadas à proteção social, à defesa da população em situação de vulnerabilidade e ao fortalecimento da atuação resolutiva do Ministério Público. Conforme ressaltou, a troca de experiências entre membros dos diversos ramos ministeriais fortalece a capacidade institucional de enfrentar desafios comuns e amplia a eficiência das ações desenvolvidas em benefício da sociedade.
Iverson Bueno também enfatizou a relevância da atuação integrada entre os Ministérios Públicos estaduais e a importância da participação do Ministério Público do Acre nos espaços nacionais de construção institucional. De acordo com ele, o intercâmbio de conhecimentos e boas práticas permite aprimorar a atuação ministerial e fortalecer iniciativas voltadas à promoção da cidadania, da dignidade humana e da efetividade dos direitos sociais em todo o país.
Para o promotor de Justiça Thalles Ferreira Costa, as reuniões promovidas em nível nacional fortalecem a união do Ministério Público brasileiro em torno de pautas que representam a essência da missão institucional. Segundo ele, a 2ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais do CNPG foi marcada por debates qualificados e pela construção de enunciados relevantes para o aperfeiçoamento da atuação ministerial em todo o país.
O promotor destacou que, ao lado das lideranças ministeriais, foram discutidas estratégias voltadas ao acolhimento da população em situação de vulnerabilidade, ao diálogo com as demandas reais da sociedade e ao fortalecimento das políticas públicas de direitos humanos. Conforme ressaltou, a participação do Ministério Público do Acre nos debates nacionais também reflete o compromisso institucional de manter o órgão presente nos espaços de construção coletiva, contribuindo ativamente para o intercâmbio de experiências e para o avanço da atuação ministerial brasileira.
De acordo com Thalles Ferreira Costa, todo o conhecimento compartilhado e as estratégias debatidas durante o encontro deverão resultar em benefícios concretos para a população acreana, especialmente no fortalecimento das ações voltadas à proteção dos direitos fundamentais e à promoção da cidadania.
A promotora de Justiça Dulce Helena Freitas Franco destacou a importância da participação ativa dos membros do Ministério Público do Acre nas reuniões nacionais promovidas pelo CNPG e seus grupos temáticos. Segundo ela, esses espaços contribuem para o fortalecimento da troca de experiências, da construção de estratégias institucionais e do aperfeiçoamento da atuação ministerial em pautas sensíveis e de grande impacto social.
De acordo com a promotora, a presença do MPAC nos debates nacionais também demonstra o compromisso institucional com o fortalecimento dos direitos humanos, da proteção das mulheres e da atuação resolutiva do Ministério Público brasileiro. Dulce Helena Franco ressaltou ainda que os membros do Ministério Público do Acre têm recebido importante apoio institucional do procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, especialmente no incentivo à participação em discussões estratégicas voltadas ao aperfeiçoamento das políticas públicas e à ampliação da atuação ministerial em defesa da sociedade.
Fortalecimento institucional e integração nacional
Segundo o procurador-geral, a reunião permitiu avançar em pautas prioritárias relacionadas à população em situação de rua, à proteção social, à integração de políticas públicas e ao fortalecimento da atuação resolutiva do Ministério Público brasileiro.
“O encontro reafirma a importância do diálogo federativo e da cooperação institucional na construção de respostas efetivas para os desafios sociais do país. O Ministério Público precisa atuar de forma articulada, estratégica e próxima da sociedade, especialmente nas pautas relacionadas aos direitos humanos e ao enfrentamento das estruturas do crime organizado”, destacou Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto.
O procurador-geral também enfatizou que o combate ao crime organizado permanece entre as prioridades institucionais do Ministério Público do Acre, sobretudo diante dos impactos diretos das organizações criminosas sobre comunidades vulneráveis, segurança pública e garantia de direitos fundamentais.
A 2ª Reunião Executiva dos Grupos Nacionais do CNPG reuniu membros do Ministério Público de diferentes estados para discussões técnicas e institucionais voltadas ao aperfeiçoamento das políticas nacionais de atuação ministerial em áreas estratégicas, com ênfase na cooperação entre os ramos do MP brasileiro.
Texto e fotos: Chico Araújo
Fonte: Ministério Publico – AC
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