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Planejamento sanitário antes da seca reduz perdas e protege produtividade da pecuária

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Com a chegada do período seco em importantes regiões pecuárias do Brasil, especialistas reforçam a importância do planejamento sanitário do rebanho para reduzir perdas produtivas e evitar prejuízos econômicos nas fazendas.

A combinação entre menor oferta de pastagem, estresse nutricional e maior concentração de animais cria um ambiente favorável para o avanço de doenças e parasitas, comprometendo diretamente o desempenho dos bovinos.

Segundo Gibrann Frederiko, médico-veterinário e promotor de vendas da Nossa Lavoura, a preparação antecipada é essencial para manter a saúde animal durante a seca.

Estresse nutricional reduz imunidade do rebanho

De acordo com o especialista, a queda na qualidade e disponibilidade do pasto impacta diretamente o sistema imunológico dos bovinos.

“Com a menor oferta de alimento, os animais entram em estresse nutricional e podem apresentar redução de 20% a 30% na imunidade. Isso favorece infecções e aumenta a ação de parasitas, gerando perdas de peso que podem chegar a 0,5 a 1 quilo por dia quando não há controle adequado”, explica.

Além da menor ingestão de nutrientes, o organismo dos animais passa a priorizar funções de sobrevivência, reduzindo sua capacidade de defesa natural.

Nesse cenário, pode ocorrer queda de até 25% na atividade dos leucócitos, elevando a vulnerabilidade do rebanho a doenças respiratórias, verminoses, carrapatos e moscas.

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Verminoses e carrapatos estão entre os principais desafios da seca

Entre os principais problemas sanitários enfrentados pelos pecuaristas durante a transição para o período seco estão:

  • verminoses causadas por parasitas como Haemonchus e Cooperia;
  • aumento da infestação de carrapatos e moscas;
  • ocorrência de pneumonias;
  • clostridioses;
  • diarreias;
  • abscessos relacionados à imunossupressão.

Essas enfermidades comprometem diretamente o ganho de peso, a conversão alimentar e a eficiência produtiva do rebanho.

Vacinação antecipada melhora proteção dos animais

Especialistas recomendam que o planejamento sanitário seja iniciado entre 30 e 45 dias antes do início da seca.

Segundo Frederiko, a antecipação da vacinação permite que os animais desenvolvam imunidade no momento de maior vulnerabilidade.

“As vacinas atingem pico de produção de anticorpos entre duas e três semanas após a aplicação. Antecipar o manejo garante proteção justamente no período mais crítico”, afirma.

Doenças como botulismo, raiva, febre aftosa e IBR podem provocar redução significativa do desempenho produtivo e aumento da mortalidade.

Com o manejo sanitário adequado, o rebanho pode manter ganho médio diário até 0,5 quilo superior durante a seca, reduzindo perdas econômicas ao produtor.

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Endectocidas ajudam no controle de parasitas internos e externos

Outra ferramenta considerada essencial para o manejo sanitário é o uso estratégico de endectocidas.

Os produtos atuam no controle simultâneo de vermes gastrointestinais e ectoparasitas, como carrapatos.

“Os endectocidas ajudam a reduzir anemia, perda de peso e a transmissão de doenças como anaplasmose e babesiose. Quando utilizados corretamente, também contribuem para diminuir a infestação nas pastagens durante a seca”, destaca o especialista.

Entre os princípios ativos mais utilizados estão ivermectina e doramectina, sempre com orientação técnica e respeito às dosagens recomendadas.

Nutrição e sanidade devem atuar de forma integrada

Além do controle sanitário, a suplementação nutricional adequada é apontada como decisiva para melhorar a resposta imunológica do rebanho.

Segundo Frederiko, minerais como selênio e zinco podem elevar em até 30% a eficiência da resposta vacinal.

“Quando sanidade e nutrição caminham juntas, o produtor atravessa a seca com um rebanho mais saudável, produtivo e eficiente”, conclui.

O planejamento antecipado segue como uma das principais estratégias para reduzir perdas por mortalidade, queda de desempenho e aumento de custos operacionais durante o período seco da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de milho do Brasil disparam em abril após paralisações na Argentina e ampliam espaço no mercado global

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As exportações brasileiras de milho registraram forte crescimento em abril e mais que dobraram na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionadas principalmente pelas paralisações logísticas na Argentina, um dos principais concorrentes do Brasil no mercado internacional do cereal.

Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o Brasil embarcou 473,875 mil toneladas de milho no mês passado, avanço de 165,7% frente às 178,347 mil toneladas exportadas em abril de 2025.

Mesmo com queda de 6,3% no preço médio da tonelada, que ficou em US$ 254,9, a receita gerada pelas exportações avançou 149%, alcançando US$ 120,813 milhões.

Greves na Argentina abriram espaço para o milho brasileiro

O avanço das exportações brasileiras ocorreu em meio a uma série de paralisações na Argentina, importante fornecedora global de milho.

Segundo agentes do mercado, a greve geral contra as reformas trabalhistas do presidente Javier Milei e a paralisação de caminhoneiros argentinos no início de abril comprometeram o fluxo logístico e dificultaram embarques nos portos do país vizinho.

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Os protestos envolveram bloqueios em acessos portuários e reivindicações relacionadas ao aumento dos custos operacionais, pressionados pela alta dos combustíveis em meio às tensões no Oriente Médio.

Com dificuldades para cumprir contratos de exportação originados na Argentina, tradings internacionais recorreram ao milho brasileiro para atender importadores já comprometidos com compras anteriores.

Oriente Médio amplia compras de milho do Brasil

O redirecionamento da demanda internacional favoreceu principalmente os embarques brasileiros para países do Oriente Médio e Norte da África.

O Egito foi um dos destaques do período. As exportações brasileiras de milho para o país saltaram para 89,5 mil toneladas em abril, volume 13 vezes superior às 6,8 mil toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior.

A Arábia Saudita também ampliou significativamente suas compras. Os embarques brasileiros passaram de apenas 416 toneladas em abril de 2025 para 36,159 mil toneladas no mês passado.

Nos Emirados Árabes Unidos, as exportações cresceram de 494 toneladas para aproximadamente 14 mil toneladas no mesmo intervalo.

Irã segue como principal destino do milho brasileiro

Apesar da expansão das vendas para outros mercados, o Irã permaneceu como principal importador do milho brasileiro em abril.

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Os embarques para o país somaram 134,668 mil toneladas, volume 6% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o Brasil exportou 143,509 mil toneladas.

Mesmo com o conflito no Oriente Médio impactando custos logísticos e fretes marítimos, as exportações para o mercado iraniano continuaram ocorrendo, ainda que em ritmo mais lento.

Brasil amplia competitividade no mercado internacional

O desempenho das exportações em abril reforça a capacidade do Brasil de ampliar participação no comércio global de milho em momentos de instabilidade logística internacional.

Além da competitividade do cereal brasileiro, o mercado acompanha o potencial da segunda safra, que deverá ter papel decisivo na oferta exportável ao longo do segundo semestre.

Com demanda internacional aquecida e possíveis oscilações no fluxo de embarques de países concorrentes, o milho brasileiro segue ganhando espaço estratégico no abastecimento global do cereal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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